quinta-feira, 20 de julho de 2017

O NOSSO MUNDO É BELO (123) : REINO UNIDO

VEÍCULO PIONEIRO

Lembro-me de -há  mais de meio século, quando era adolescente- ter visto actuar as equipas do Benfica nos pelados do Barreiro : o Campo D. Manuel de Mello e o Campo de Santa Bárbata, 'salas de recepção' dos clubes da terra, que, então, militavam na 1ª Divisão Nacional de Futebol. Assim como me recordo de ter visto por lá passar todos os outros clubes do tempo; grandes e pequenos. Naquele tempo, ainda não existiam pontes lançadas sobre o estuário do Tejo e estou seguro de que os encarnados -que se deslocavam à Outra Banda de autocarro- utilizavam a ponte de Vila Franca para chegar ao Barreiro. Fazendo, assim, um percurso de muitas dezenas de quilómetros, quando, a 'voo de pássaro', os supracitados campos se encontravam a uns escassos 7 000 metros de distância da capital. Também me recordo muito bem do autocarro do clube da Luz, que, era, nesse tempo, um impressionante veículo de marca Somua, comprado pelo clube para poupar despesas de deslocação da equipa. Esse tal autocarro, estacionava (nos dias de jogos no Barreiro) numa das ruas da então vila, pertinho dos recintos desportivos, onde fazia a admiração da petizada e até dos adultos; porque era um equipamento que, estou certo disso, era único em Portugal. Os outros clubes recorriam -naqueles já longínquos anos 50- a autocarros alugados. O 'carro' privativo do Sport Lisboa e Benfica havia pertencido aos famosos Companheiros da Alegria (dirigidos por Igrejas Caeiro), uma trupe de artistas de variedades itinerante, que, por razões que não vale a pena evocar aqui e agora, o vendeu ao clube lisboeta. Em recordação desse tempo, aqui deixo umas fotografias do antepassado dos recentes 'vermelhões'. Estas fotos foram encontradas em vários sítios da Internet afectos ao Benfica.

UM PORTO DE FRANÇA (VISTO POR UM MESTRE DA PINTURA OITOCENTISTA) E OS 'PORTOS' FEITOS A MARTELO

Esta bonita tela (da autoria de Camille Pissarro, um artista com raízes portuguesas) mostra um navio em manobras de carregameneto/descarregamento no porto francês de Ruão (Rouen). Foi pintada em 1898. Repare-se nos barris que se acumulam no cais e que atestam que aquela cidade normanda foi grande importadora de vinhos; nomeadamente oriundos de Portugal. Curiosidade : lembro-me, por lá ter vivido, que, em inícios de 1965, ainda se exportavam para ali grandes quantidades de vinho do Porto. Nesse tempo essas vendas ainda se faziam em barris sem o selo de origem. Desse modo, o nosso vinho generoso do vale do Douro era 'baptizado' com quantidade não-negligenciável de vinhos franceses (mas não só), sendo -para grande prejuízo da nossa economia e dos consumidores gauleses- considerado um 'negócio da China' para os importadores. Recordo-me que, nesses tempos, também por lá se ingeria uma mistela proveniente de Espanha e abusivamente denominada 'vino de Oporto'; que era de cor mais escura do que o verdadeiro e horrivelmente açucarada. O Instituto do Vinho do Porto acabaria por terminar com esses abusos, ao passar, mais tarde, a exportar os nossos néctares exclusivamente em garrafas portadores do selo que lhes certificava a origem. Ainda a propósito de Pissarro, refira-se que ele foi amigo de muitas celebridades do seu tempo, sobretudo ligadas ao mundo das artes, de entre as quais se podem destacar os pintores Cézanne, Monet e Daubigny. Este grande artista plástico luso-francês -considerado um dos co-fundadores da escola impressionista- nasceu nas Antilhas em 1830. (seu pai era um cripto-judeu de Bragança) e faleceu em 1903. Foi a enterrar em Paris, no famoso cemitério do Père Lachaise.

EVOCANDO A FIGURA DE 'SIR' SAMUEL CUNARD

Samuel Cunard (1787-1865) era descendente de uma família que, aquando da Guerra da Independência dos Estados Unidos, jurou fidelidade ao rei de Inglaterra e se instalou no Canadá, em Halifax. Cidade onde o jovem e empreendedor Samuel prosperou nos negócios. Combateu -com o posto de capitão- na guerra anglo-americana de 1812, voltando depois aos negócios, em cujo universo granjeou a reputação de homem probo e empreendedor. Depois, partiu para o Reino Unido, onde foi co-fundador de uma casa armadora de navios, que se tornou, durante muitas décadas, a 'rainha' do transporte de passageiros entre a Europa e a América do norte. Essa companhia que, ainda hoje, se chama Cunard Line (e que está, agora, incorporada na Carnival Corporation) distinguiu-se pela rapidez, segurança e luxo que, ao longo dos tempos, ofereceu às largas dezenas de milhar de pessoas que transportou entre as duas margens do Atlântico. Mas não só, já que a Cunard (em nome próprio ou de sucursais criadas para o efeito) também se dedicou a organizar cruzeiros marítimos a outras regiões do globo. Alguns dos navios da sua prestigiosa frota ainda permanecem na memória das pessoas da minha idade. Mesmo na daquelas (sobretudo nessas) que nunca tiveram o ensejo e/ou a sorte de viajar no «Queen Mary», no «Queen Elizabeth» ou em qualquer outro famoso paquete transatlântico ostentando as suas cores. Samuel Cunard, que, em 1859, foi feito barão pela rainha Vitória, deixou na história dos transportes marítimos (mas não só) uma imagem sem par. A tal ponto que lhe foi erguida uma estátua na sua cidade-natal de Halifax e de o Museu Marítimo do Atlântico (com sede na mesma cidade canadiana) ter consagrado (em parte substancial do 2º andar) uma sala que lhe é exclusivamente dedicada; a si e à sua duradoira companhia de navegação. Também a administração postal do Canadá emitiu o selo que ilustra o topo deste articuleto.

PROVÉRBIO


«Nunca prometas nada a uma criança que não possas dar-lhe; porque, se o fizeres, estás a ensiná-la a mentir».

(provérbio judaico)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O PARAÍSO TRANSFORMADO EM INFERNO

Quando -em 1789- parte da guarnição do famoso navio «Bounty» se revoltou contra o implacável e cruel capitão Bligh, foi procurar refúgio num arquipélago remoto do Pacífico, onde julgou ter encontrado um rincão do paraíso terrestre : as ilhas Pitcairn, que continuam a ser uma das mais remotas ilhas do oceano Pacífico. Esses pedaços de terra, perdidos na imensidão oceânica, transformaram-se, nos nossos dias, num verdadeiro inferno. Sobretudo uma das suas maiores ilhas, a de Henderson, que apresenta a triste particularidade de concentrar (nas suas praias) o maior índice mundial de lixo plástico. Ou seja (segundo avaliadores dignos de fé, ligados à revista «Proceedings of the National Academy of Sciences», da Austrália) 37,7 milhões de peças, pesando perto de 18 toneladas. Esse lixo tem-se ali acumulado ao longo dos anos, ao ritmo alucinante de 13 000 objectos por dia. Será conveniente saber, que Henderson (que, como o resto das Pitcairn, é administrada pelo Reino Unido) se situa num vórtice de correntes marítimas conhecido pelo nome de Volta do Pacífico Sul, que facilita o arremesso para as suas praias de muito do lixo negligentemente lançado ao oceano por navios provenientes da costa ocidental do subcontinente americano. Curioso é que, durante dois séculos, o arquipélago de Pitcairn foi preservado pelos seres humanos que o habitaram. E que, por essa razão, foi classificado (já no nosso tempo), pela UNESCO, como Património da Humanidade. -E agora, que fazer com a porcaria acumulada ? Esta é uma pergunta que requer uma resposta urgente. Como é importante (senão vital) questionar a maneira como, até aqui, a população mundial tem lidado com o plástico. Que se tem mostrado um invasor temível, um indestrutível elemento poluidor.

terça-feira, 18 de julho de 2017

FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA (64)

Esta fotografia foi tirada a 23 de Junho de 1940 na inauguração da Exposição do Mundo Português. As personagens centrais são (da esquerda para a direita) o cardeal Cerejeira, do Patriarcado de Lisboa, Ortins de Bettencourt, ministro da Marinha, António de Oliveira Salazar (presidente do Conselho de Ministros) e Óscar Fragoso Carmona, presidente da República.  Esta Exposição, que, oficialmente, serviria para celebrar mais um centenário da independência (1140) e da restauração (1640) de Portugal, serviu, na realidade, para que o Estado Novo se apresentasse como legitimado e consolidado aos olhos das nações europeias; que acabavam de se enlear num conflito ainda com desfecho incerto. Na realidade e apesar das suas contradições, o evento foi um êxito popular sem precedentes no nosso país, pois foi visitada por cerca de 3 milhões de pessoas. E isso ficou a dever-se à colaboração de muitos intelectuais e artistas do tempo. A Expo de 1940 ocupou, em Belém, 560 000 m2, onde foram reconstituídos castelos, habitações tradicionais da metrópole e das colónias, um navio do tempo das Descobertas (a nau «Portugal», executada à escala 1/1)  e muitas coisas mais, nunca antes vistas pela população da capital, mas não só. Enfim, foi o maior e mais aparatoso acontecimento feito à glória imperial da nação e da qual o salazarismo tirou benefícios imediatos. Mas as coisas sendo, neste país, o que sempre foram, em breve Portugal acabaria por voltar à sua costumeira madorra e, até ao fim do regime ditatorial, não sairia do subdesenvolvimento em que estave mergulhado.

ANTÓNIO DE ABREU, NAVEGADOR E SOLDADO

António de Abreu, natural da ilha da Madeira, foi um navegador e guerreiro português dos séculos XV e XVI. Esteve, com Afonso de Albuquerque, nas conquistas de Ormuz (em 1507) e de Malaca. Aquando do assalto a esta última cidade, o madeirense capitaneou o junco, que transportou os primeiro elementos do exército luso, que haveriam de tomá-la no dia 25 de Julho de 1511. Na acção contra os malaios, Abreu foi gravemente ferido no rosto, perdendo parte da sua dentição e um pedaço da língua. Recusando aposentar-se, o 'Leão dos Mares do Oriente' (ou 'Marte Português', como também chamaram a Albuquerque) deu-lhe a chefia de uma esquadra de 3 navios e mandou-o à procura das ilhas das especiarias (Ternate e ilhas de Banda, nas Molucas), onde ele arribou em 1512. Ali encheu os porões do navio que comandava com sacos de cravinho e de noz moscada (as especialidade daquela longínqua região) e fez-se à vela de regresso à base, via Amboim. Aventou-se a hipótese de Abreu (figura pouco conhecida dos seus compatriotas deste tempo) ter sido o primeiro europeu a avistar a Austrália, um século antes da chegada dos Holandeses àquela ilha-continente. Mas, embora as probabilidades disso ter acontecido serem grandes, nenhum registo existe que o confirme oficialmente. Lembramos, ainda, que as referidas ilhas das Molucas se encontravam no limite geográfico do tratado de Tordesilhas e que, por essa razão, foram muito disputadas pelos reis de Portugal e de Espanha. Curiosidade : a estátua de Abreu aqui apresentada, é uma das muitas que adornam o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

ARTE, SIMPLESMENTE ARTE

Não percebo nada de pintura; mas a verdade é que, também, nesse campo, tenho paixões. Entre os meus pintores preferidos destaca-se o insigne florentino Alessandro Botticelli; que, como toda a gente sabe, foi um dos expoentes máximos da arte renascentista italiana. Italiana e mundial, obviamente. Fascinam-me na sua obra os trabalhos de cariz religioso, sobretudo as 'Madonnas' com o Menino; que muitos consideram o melhor do seu inigualável legado. E uma das minhas telas (que é, na realidade, uma pintura sobre madeira) preferidas desse artista é a deslumbrante «Madonna della Melagrana» (também chamada «Madonna col Bambino e Sei Angeli»). Que eu só conheço por tê-a visto em ilustrações. Pois, apesar de, por duas vezes, ter visitado a Itália, nunca tive a ocasião de visitar a cidade-natal de Botticelli, nem, por consequência, de ter regalado o olhar com as maravilhas guardadas na Galeria dos Ofícios (Galleria degli Offizi), onde está exposta a a minha 'Madonna' preferida. E da qual eu vos deixo aqui uma ilustração integral e um detalhe. Ah ! Já me esquecia de dizer que «Madonna della Melagrana» significa, na nossa língua, 'Virgem da Romã'.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

CINE-NOSTALGIA (70)


«O ÚLTIMO COMBATE» («Cheyenne Autumn») foi o derradeiro western realizado por mestre John Ford. Data de 1964 e é uma meia ficção, já que a parte verdadeira, a mais substancial, nos conta a odisseia dos últimos sobreviventes da grande nação Cheyenne, que percorreram cerca de 2 400 km para se deslocar (clandestinamente) da insalubre reserva do Oklahoma, onde o governo dos Estados Unidos os havia confinado, para o seu território de origem, no longínquo Wyoming. Fuga que foi feita sob a perseguição do exército e o controlo dos agentes do governo de Washington, pouco preocupados em tratar os ameríndios com a justiça devida a todos os seres humanos. Esta espectacular película foi produzida por um consórcio formado pelas companhias Warner Bros. e Columbia Pictures, foi filmada a cores e teve, originalmente, uma duração de 159 minutos. Encurtada, em certos países da Europa, para 2 escassas horas. Conta com um elenco de luxo, já que constam da lista de actores contratados Richard Widmark, Carroll Baker, Karl Malden, Sal Mineo, Dolores del Rio, James Stewart, Edward G. Robinson, Ricardo Montalban, Gilbert Roland, Arthur Kennedy, John Carradine, Patrick Wayne, Victor Jory, Elizabeth Allen, etc. Sinopse : Setembro de 1878. 286 Cheyennes -homens mulheres e crianças- decidem abandonar as terras áridas de uma reserva para índios, onde a comida rareia e as pessoas morrem literalmente de fome. Sendo a fuga daquele lugar de morte a única solução que os chefes de tribo encontraram para que alguns deles pudessem sobreviver à solução final imposta pelas autoridades. Nessa sua longa e desesperada viagem para o norte, os ameríndios vão apenas contar com a sua própria coragem e com a solidariedade militante de uma professora Quaker e de um oficial do exército, que tenta contornar as ordens que lhe foram dadas e alertar as autoridades políticas para o massacre de inocentes que se prepara... Extraordinário filme este, que diz mais sobre o tratamento desumano infligido aos pele-vermelhas vencidos, do que centenas de outros westerns produzidos por Hollywood; e que, bastas vezes, deturparam a verdade dos factos, para poderem exaltar a pseudo-valentia dos exterminadores. Nesta sua fita, Ford (que alguns chegaram a acusar de racista) soube colocar os pontos nos iis, restabelecendo verdades que muitos norte-americanos nunca quiseram ver nem ouvir. Mérito seu !

FUTURA RAINHA

-Alguém reconhece nesta senhorita, acabada de sair da adolescência, a actual Isabel II, rainha de Inglaterra ? -Provavelmente pouca gente... A não ser que já seja um septuagenário, que, como o eu, ainda a tenha conhecido como princesa herdeira do trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do norte e dos vastos territórios do Canadá, da Austrália, etc.

METROPOLITANO ALFACINHA

Este é o mapa da rede de Metro de Lisboa. O transporte mais rápido e seguro para quem se quer deslocar na capital portuguesa. Pena é que a sua rede ainda não se tenha estendido até à zona ocidental de Lisboa, nomeadamente até ao lugar onde se erguem a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerónimos; monumentos muito visitados por turistas. Mas eu penso que, a seu tempo, o metropolitano lá chegará...

O NOSSO MUNDO É BELO (122) : COSTA DO MARFIM

'CLAVELITOS'

Com letra de Federico Galindo e música de Genaro Monreal, a canção «Clavelitos» ('Cravinhos', na nossa língua) é, provavelmente e entre todas, a mais popular que se cantou e canta em Espanha desde 1949. O seu prestígio foi acentuado pelo facto de ter sido integrada no reportório das inúmeras tunas universitárias do país vizinho (mas não só...), que fizeram de «Clavelitos» quase que um hino institucional dos estudantes. Enfim, esta canção atingiu tal prestígio, que até se tornou hábito interpretá-la aquando da cerimónia de encerramento da atribuição do Prémio Cervantes (importante galardão literário instituído pelo Ministério da Educação e Cultura), que, ano após ano, distingue um grande escritor de língua castelhana. Também o cinema a tem utilizado em várias películas. E é, igualmente, um facto, que foi interpretada e gravada por grandes nomes do canto e da canção espanhola, tais como o tenor Alfredo Kraus e os 'cantantes' Joselito e David Bustamante. Entre muitos outros. Para todos os que são fãs dos grandes sucessos da canção espanhola, aqui deixo a respectiva letra. Desfrutai !

CLAVELITOS

Mocita dame el clavel
Dame el clavel de tu boca
Para eso no hay que tener
Mucha vergüenza ni poca

Yo te daré un cascabel
Te le prometo, mocita
Se tú me das esa miel
Que llevas en la boquita

estribillo

----- Clavelitos, clavelitos
----- Clavelitos de mi corazón
----- Hoy te traigo clavelitos
----- Colorado igual que un fresón

----- Si algún dia clavelitos
----- No lograra poderte traer
----- No te creas que ya no te quiero
----- Es que no te los pudo coger

La tarde que a media luz
Vi tu boquita de guinda
Yo no he visto en Santa Cruz
Una boquita más linda

Y luego al ver el clavel
Que llevabas en el pelo
Mirándolo creí ver
Un pedacito de cielo.

Estribillo

----- Clavelitos, clavelitos
----- etc...


domingo, 16 de julho de 2017

TIGRES

Este 'animal feroz' é um caça-bombardeiro Fiat G-91 da Força Aérea Portuguesa. Há muito retirados do serviço activo, estes aviões de fabrico italiano pertenceram à 'Luftwaffe', que depois os cedeu à nossa aviação militar. Na qual operou (na guerra colonial) em condições reais de combate.  Na FAP, foi o sucessor do F-86 'Sabre' e o antecessor do 'Corsair II' e do F-16. A imagem aqui apresentada (da autoria de fotógrafo cujo nome desconheço) mostra um G-91 pintado para participar num festival aéreo da 'Tiger Meet', que reúne, periodicamenre, aeronaves de unidades das forças da NATO que tenham um felino por emblema.

NOVAS MANEIRAS DE GANHAR A VIDA

Este rudimentar veículo (um triciclo motorizado) está muito em voga em certos países do Extremo-Oriente. Onde possuí-lo e utilizá-lo adequadamente permite -a muitas famílias modestas- assegurar o pão de cada dia. Pois ele é o suporte ideal para a venda de comida de rua, comercialização de frutos e de sumos, etc. A vida complica-se na Europa, nomeadamente no nosso país, onde a taxa de desemprego e os baixos salários exigem soluções novas. Por essas razões, veículos destes ou similares já começam a aparecer nas ruas das nossas cidades. E eu acho que, tal como os 'tuk tuk' -que rivalizam com os táxis tradicionais no transporte de turistas- também eles vieram para ficar. Para o bem ou para o mal.

LIBERDADE, LIBERDADE !

«A liberdade custa muito caro; e temos de nos resignar a viver sem ela ou decidirmo-nos a pagar o seu preço».

** Dixit José Martí (1853-1895), jornalista, pensador, poeta e revolucionário cubano **


INSECTO GIGANTESCO

Este estranhíssimo insecto é o chamado bicho-pau, que pertence ao género 'Phryganistria'. Tem a curiosa forma de um raminho de planta seca. O espécimen aqui apresentado foi descoberto na China, na região de Guangxi Zhuang, em 2014. E é considerado -com os seus fenomenais 62,40 cm de comprimento- o maior insecto jamais visto à superfície da Terra. Este bicho-pau foi descoberto por um cientista do Museu dos Insectos da China Ocidental, que o levou para o seu lugar de trabalho; onde o bicharoco pôs 6 ovos, que, ao eclodirem, deram origem a outros tantos insectos. Todos eles com mais de 26 cm de comprimento. Extraordinário !

DESEMBARQUE

Ainda a propósito de Robim dos Bosques, deixem-me dizer que vi há menos de uma semana (pela primeira vez e graças a uma cópia DVD), a película que Ridley Scott realizou, em 2010, sobre o famoso arqueiro de Nottingham. Este filme surpreendeu-me pelo facto de acabar quando todas as outras versões começam. Fora isso, convém dizer que é uma película de excelente factura, servida por grandes actores (a começar por Russell Crowe e Cate Blanchett) e dotada de efeitos visuais à altura das técnicas do nosso tempo. Mas, confesso que o que mais me surpreendeu, foi assistir ao desembarque das tropas do rei de França nas praias da Velha Albion, num cenário próximo do histórico Dia D. Até as barcaças de assalto eram visualmente semelhantes às usadas pelas tropas do general Eisenhower nas praias da Normandia. Só que... movidas a remos. Tudo o resto estava lá. Inclusivamente as portas-plataforma móveis pelas quais se precipitaram os Franceses, assim que o fundo chato das ditas embarcações tocou areias de Inglaterra. Veja-se, para confirmar, estas imagens da fita em questão; que, eu não tenho dúvidas, lembram curiosamente as de 6 de Junho de 1944, ali para as bandas de Omaha Beach... (Para ampliar as fotos, clicar com o rato sobre as ditas).