domingo, 20 de agosto de 2017

AS MAIS EXTRAORDINÁRIAS BARCAS DE PARADA DO MUNDO

Qualquer turista que se dê ao luxo de visitar Lisboa, deveria perder umas horitas do seu tempo livre para entrar no Museu de Marinha e, assim, tomar conhecimento da nossa ligação à epopeia dos Descobrimentos e da relação que o nosso povo tem com o mar. Desde tempos ancestrais. Eu não me canso de visitar essa venerável instituição, que 'mora' numa ala do mosteiro dos Jerónimos e que contém, no seu seio, tesouros inimagináveis. Entre esses tesouros, destaco o pavilhão das galeotas, no qual é conservada meia-dúzia de embarcações de parada, capazes de fazer roerem-se de inveja muitos povos da Europa; que não têm a sorte de dispor de uma colecção de embarcações de parada tão bonita e tão valiosa. -Mas, sabem os leitores deste blogue que existe no mundo -na Tailândia, mais precisamente- um museu que, nesse aspecto, suplanta o nosso ? Pois é verdade ! Trata-se do Museu das Barcas Reais (com sede em Banguecoque), que reuniu uma dezena dessas embarcações a remo que, comparadas às nossas, são de um luxo ofuscante; pois carregadas de ornamentos pintados a ouro de lei, cujo valor não pode ser estimado. Aqui ficam algumas fotografias, que vêem corroborar o que afirmo, não deixando margem para dúvidas. Basta olhar !...

UM ARTISTA OSTRACIZADO


Vladimir Makovsky (1846-1920) foi um dos grandes pintores russos do seu tempo. Que, no que respeita a talento, nada teve a invejar às celebridades ocidentais da sua época e da sua escola. Fica a pergunta : -Porque razão é que, por cá e durante um século inteiro, este artista foi ostracizado ? Responda quem souber... Aqui deixo reprodução de duas telas de Makovsky -representativas da sua obra- que se intitulam «Duas Peregrinas» e «Uma Rapariga com Gansos».

RED CANYON

Red Canyon -no Utah e do quase podemos admirar aqui algumas imagens- é uma das muitas maravilhas naturais do Oeste americano. Para além da monumentalidade das suas escarpas, é a intensa cor vermelha das ditas que salta à vista de quem passa por este sítio transformado em apreciado lugar turístico. Estive lá em 1999 e, confesso, que fiquei impressionadíssimo. Mais espectacular do que esta curiosidade geológica, só mesmo Bryce Canyon, também situado no Estado dos Mórmons; outra fantástica criação da Natureza (que é, na realidade, um anfiteatro formado pela erosão), que deixa toda a gente embasbacada, mesmo de boca aberta. Foi isso o que me aconteceu, aquando de uma visita que posso referir como tendo sido inesquecível...

sábado, 19 de agosto de 2017

BAILANDO O VIRA

Toda a alegria de viver das gentes do Minho está patente nesta tela do artista português C. Serpa Marques. Bonito !

CINE-NOSTALGIA (76)

«O ATIRADOR» («The Shootist») teve realização, em 1976, de Don Siegel. Foi o derradeiro western dirigido pelo supracitado e o último filme protagonizado por John Wayne; que haveria de falecer de doença incurável 3 anos após a rodagem desta excelente e premonitória película distribuída pela companhia Paramount. A história contada é a de John B. Books, um famoso pistoleiro que, sabendo-se condenado por um cancro em estado terminal, se dirige para Carson City, onde vai consultar, pela última vez, o seu médico. Hospedado numa pensão da cidade, J.B., como é conhecido, trava amizade com um jovem admirador, que se encarrega de espalhar a notícia da sua presença na cidade. O que, para além de suscitar uma enorme curiosidade, também excita a vontade de alguns atiradores locais, de colherem os loiros que serão atribuídos a quem abater o exímio e rápido pistoleiro. J. B. vê nessa atitude uma maneira excelente para não mais sofrer da doença que o mina e de deixar o seu nome ligado à História daquela localidade do Nevada, livrando-a da presença incómoda de alguns dos seus pouco recomendáveis cidadãos. E, no dia e hora previamente combinados, o tiroteio que estala num 'saloon' da terra acaba num banho de sangue... No qual perdem a vida Books e vários dos seus rivais. Curiosidades : no início do filme, a carreira do pistoleiro é evocada através de alguns extractos de fitas interpretadas por John Wayne. Facto que levou alguns admiradores do 'Duke' a verem em «O Atirador» uma espécie de testamento do herói de tantos dos westerns que marcaram o género e o cinema hollywoodiano; este filme inspirou-se numa novela de Glendon Swerthout, que havia situado a acção da dita em El Paso, no Texas; esta fita estreou na TV portuguesa no mês de Março de 1988, no programa Lotação Esgotada da RTP1 e obteve grande êxito. «O Atirado» já teve várias edições videográficas (tanto em DVD como em'Blu-ray') e a sua cópia -legendada em língua portuguesa- é fácil de adquirir. Trata-se de um filme colorido, com uma duração de 100 minutos; que para além da 'star' já evocada, contou com a participação de outros excelentes actores : James Stewart, Lauren Bacall, Ron Howard, Richard Boone, Hugh O'Brian, Harry Morgan, John Carradine, etc. A não perder !

A PROPÓSITO (OU A DESPROPÓSITO ?) DE HELICÓPTEROS-BANANA, DA GUERRA DO VIETNAM E DE UM FILME QUE EU VI ONTEM...


A fotografia de topo mostra uma unidade de tropas sul-vietnamitas desembarcando -no decorrer de uma operação conjunta com os norte-americanos- de um helicóptero Piasecki H.21 da 'US Army'. Essa aeronave de asas rotativas foi utilizada nos campos de batalha indochineses, no início desse conflito que marcou a segunda metade do século XX. Sendo a «banana voadora» (como lhe chamaram os soldados) ulteriormente substituídas por aparelhos mais 'performantes', como, por exemplo, o famoso Bell UH 'Huey'. Apesar dos biliões de dólares enterrados nessa guerra e da sua superior tecnologia, as forças armadas dos EUA e dos seus aliados nunca foram capazes de dominar os seus inimigos; que beneficiavam, eles, do conhecimento do terreno e que se socorriam do apoio de grande parte das populações locais. Que detestavam os governos fantoches de Saigão e respectivos aparelhos de estado, completamente corruptos. A Guerra do Vietnam foi um verdadeiro desastre e um vexame para a maior potência económica e militar do planeta. Que sofreu um trauma nunca antes visto, agravada pelo tratamento dado a muitas dezenas de milhar de veteranos do Vietnam; que foram praticamente deixados ao abandono por aqueles que os deviam ter protegido. Isto dito, estou agora a lembrar-me que vi, ontem, na TV, o filme «Snowden», realizado por Oliver Stone. Filme que me arrepiou, pelo facto de verificar que os serviços de inteligência dos 'states' prosseguem na sua obsessão de dominar o mundo. Desta feita, tecendo uma inimaginável rede de informações, que espiam tudo e todos. Inclusivamente as nações e povos amigos do seu país. -Será que esta política será suficiente para lhes garantir, enfim, aos norte-americanos, o domínio do planeta Terra ? Permitam-me que continue a ter as minhas dúvidas... -E se essa supremacia fosse mesmo conseguida, que faria dela o governo de Washington ? Aqui fica a questão. Que é simultaneamente escaldante e arrepiante.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ARTUR DA SILVA QUARESMA, ÍDOLO BELENENSE


Artur Quaresma foi um dos grandes futebolistas portugueses das décadas de 30 e 40. Nasceu no Barreiro em 1917 e foi nessa vila -hoje cidade- que deu os primeiros passos na modalidade desportiva que escolheu praticar. O seu primeiro clube foi o F. C. Barreirense, que, ao tempo, militava na 2ª divisão. Deixou os alvi-rubros em 1936, para se transferir para Os Belenenses, que eram, então, um dos 'Grandes' de Lisboa e do campeonato nacional da divisão maior. Quaresma já estava, pois, nessa prestimosa agremiação do bairro do Restelo, quando a dita conquistou o título de Campeão Nacional, em 1946. Pelos azuis, Quaresma disputou 154 jogos oficiais, durante os quais marcou 71 golos. Também fez uma passagem pela selecção A, tendo participado em 5 desafios internacionais. Foi-me dito por alguém que ainda o viu jogar futebol, que era um atleta muito habilidoso e de grande humildade; que chegou -naqueles tempos difíceis- a desempenhar a profissão de electricista simultaneamente com a prática de futebolista de alto nível. Artur da Silva Quaresma -que era tio-avô do internacional Ricardo Quaresma- faleceu na sua terra-natal em 2 de Dezembro de 2011 (com a idade de 94 anos) e foi a enterrar no cemitério de Vila Chã. Aqui fica a minha homenagem a esta saudosa estrela do desporto-rei.