quarta-feira, 18 de abril de 2018

O ALECRIM

Toda a gente conhece, aqui para as nossas bandas, o alecrim; planta perfumada da família das lamiáceas, utilizada comummente em culinária. Desde há muitos séculos, em toda a região mediterrânica. O que muita gente desconhece é que 'Rosmarinus officinalis', sua designação científica, significa 'orvalho do mar', em latim. Belo nome para uma planta, que também é utilizada -desde a Antiguidade- como remédio (para curar várias doenças e achaques) e para perfumar templos e outros lugares de culto.

«SEIRYU»


O «Seiryu» é um submarino de ataque da armada japonesa. Pertence à classe 'Soryu' e é a nona unidade de uma série de 13 navios destinados à marinha de guerra nipónica. Diz-se que a corrida aos armamentos que, actualmente, agita a Ásia, resulta da modernização da frota chinesa; que parece meter medo a muita gente, nomeadamente aos aliados dos EUA naquela região do mundo. Mas também à Índia, que tem afirmado, internacionalmente, o seu desejo de neutralidade. Esperemos que a acumulação dessas mortíferas armas não descambe, no futuro, em conflitos regionais, que ponham em causa a paz na zona Índico-Pacífico. O poderoso submarino aqui apresentado foi construído nos estaleiros da firma Kawasaki, de Kobe, e terá entrado ao serviço da armada imperial no passado mês de Março. É um navio concebido para a guerra moderna, que mede 84 metros de comprimento e que desloca (em imersão) 4 200 toneladas. -Será utopia pensar que os homens acabarão um dia por entender-se e que deixarão de desafiar-se ? Esperamos que não...

A POUPA, POUPINHA, POUPADA QUE BATE, BATE


Ora bate, bate, já canta a poupinha,
Ora bate, bate, no ninho sozinha,
Ora bate, bate, já canta a poupinha,
Poupai, poupai, que sou pobrezinha.

-ENZIMA GLUTONA ? ESPEREMOS QUE SEJA VERDADE !

Refere a imprensa desta semana (nacional e internacional, nomeadamente o jornal «The Guardian»), que cientistas britânicos e norte-americanos desenvolveram uma enzima que demonstrou ter capacidades para digerir plástico. A ser verdade, estamos perante uma descoberta fundamental para proceder à limpeza do planeta Terra; que com aquele produto, derivado do petróleo, nós temos poluído de maneira verdadeiramente demencial. Exemplo : só numa área do oceano Pacífico, compreendida entre as costas da Califórnia e as ilhas Hawai, os detritos de plástico ocupam o equivalente a 3 vezes a superfície da França. Essa 'mancha' é, segundo os cientistas que a observam e estudam, constituída por umas 80 000 toneladas de detritos de plástico. Que, até agora, não se sabia como destruir. Esperemos que a tal enzima seja capaz de 'degluti-la' (assim como outros pólos de poluição) e de, futuramente, resolver um problema que não tinha solução à vista. Se isso se confirmar, eu voto para que os tais investigadores sejam galardoados com o Prémio Nobel. Porque terão prestado à Humanidade um serviço de importância vital

LEONOR DE AVIS, RAINHA DE PORTUGAL

Este selo dos Correios de Portugal lembra a rainha D. Leonor de Avis. Assim chamada por pertencer à família que fundou a nossa 2ª dinastia e, também, para a distinguir de outras soberanas que -com esse nome- reinaram no nosso país; nomeadamente D. Leonor de Aragão, esposa de el-rei D. Duarte. Natural de Beja (onde lhe seria erigida uma estátua), D. Leonor de Avis -uma das mulheres mais ricas da Europa do seu tempo- teve papel importante na nossa História, pela obra social que nos legou, fundando (com outros) as Misericórdias de Portugal. Era irmã daquele D. Diogo, duque de Viseu, que seu esposo -D. João II- executou por suas próprias mãos, por ter chefiado uma conspiração contra a sua real pessoa. E também mana do futuro rei D. Manuel I, um dos mais poderosos soberanos do século XVI. Mas, apesar de todas as virtudes que lhe apontaram os seus contemporâneos, D. Leonor nunca respondeu aos repetidos rogos de seu marido -vítima de um envenenamento- para que aparecesse em Alvor, onde, em grande sofrimento, o 'Príncipe Perfeito' veio a falecer no dia 25 de Outubro de 1495. -Terá sido com remorsos dessa sua atitude muito pouco cristã, que D. Leonor passou a sua longa viuvez (de 30 anos) a espalhar caridade, mandado construir hospitais para os pobres e erguendo igrejas e mosteiros por todo o país ? É provável. A 'Princesa Perfeitíssima', como chegaram a chamar-lhe, finou-se no seu Paço de Xabregas (então situado nos arrabaldes da capital do Reino) no dia 17 de Novembro de 1525, quando contava 67 anos de idade.  Dera indicações para ser sepultada, em campa rasa, no próximo convento da Madre de Deus; num lugar de passagem para que todos a pisassem. Isso, segundo rezam as crónicas, para dar um sinal da sua própria pequenez, perante a eternidade. Nota : O retrato da rainha D. Leonor reproduzido no selo (imagem de topo), é da autoria de C. Costa Pinto, artista que se inspirou numa ilustração decorando o rico Livro de Horas da soberana. A magnífica tela que (em baixo) a representa, é obra do notável pintor caldense José Malhoa.

POURTANT, QUE LA MONTAGNE EST BELLE !...



Ils quittent un à un le pays
Pour s'en aller gagner leur vie
Loin de la terre où ils sont nés
Depuis longtemps il en rêvaient
De la ville et de ses secrets
Du formica et du ciné...

Pourtant, que la montagne est belle
Comment peut-on s'imaginer
En voyant un vol d'hirondelles
Que l'automne vient d'arriver ?...

** Jean Ferrat (1930-2010) **

«SERPICO»

Aqui há dias tive ganas de recordar (graças a um velho DVD) uma película realizada em 1973 por Sidney Lumet, e que eu vira, algures e em tempo oportuno, no ecrã de uma já esquecida sala de cinema. Esse filme foi intitulado «Serpico» e teve a interpretação (memorável) de Al Pacino no papel-título. Actor que acabou por receber, merecidamente, um 'Golden Globe' pelo seu mui convincente desempenho do papel (verídico) de um inspector da Polícia Metropolitana de Nova Iorque às voltas com a corrupção, quase generalizada, que reinava naquela instituição. A fita, excelente, termina com o baleamento de Frank Serpico (presumivelmente por colegas seus) e com o afastamento voluntário de um homem honesto e insubornável. Mas incapaz de suportar a indiferença criminosa com que os seus superiores hierárquicos lidavam com o flagelo que minava a polícia a a confundia com aqueles que, em teoria, ela deveria combater. Aconselho vivamente os que nunca viram esta película a descobri-la com urgência. Porque «Serpico» é um filme exemplar e o retrato de um tempo (não muito distante) em que -na Cidade dos Arranha-Céus- havia tanto a temer do banditismo organizado como daqueles que por lá deveriam manter a ordem e impor o respeito pelas leis.