Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

SUMAC


O sumac (ou summac) é uma planta cultivada no sul de Itália e nos países do Próximo Oriente. As suas folhas passam do verde para o vermelho e, nesta sua última fase, são moídas, depois de secas. Desse processo obtém-se um pó grosseiro (com sabor agridoce) utilizado em culinária. Os Turcos e os Iraquianos (mas não só eles) utilizam-no para temperar saladas e aromatizar arroz. No Líbano o sumac é usado para adubar pratos de peixe e de carne misturado com outras especiarias. Pode usar-se em churrascos, ao qual o 'sumac' confere uma pitada de exotismo. À excepção de Lisboa, cidade onde existem algumas mercearias de produtos orientais, é muito difícil encontrar este produto. Tenho uma receita da cozinha árabe,  'Os Fígados de Aves à Libanesa' que leva este ingrediente e é deliciosa. Qualquer dia deixo-a aqui, neste espaço, para que os mais aventureiros a experimentem... . .
As folhas de sumac (qual será o nome português desta planta ?) passam do verde ao vermelho purpurino . .
O sumac é vendido (nas raras lojas da especialidade) em sacos ou em frascos

A SIDONIS-CALYSTA SOMA E SEGUE

Ainda mal refeito da (enooorme) surpresa causada pela edição (prevista para 22 de Maio) dos seus últimos DVD's de temática western (assunto que abordei neste blog há, apenas, alguns dias) e já a Sidonis-Calysta me espanta com o lançamento (no próximo mês) de, pelo menos, mais três títulos muito apetecidos e há muito esperados. Trata-se, desta vez, dos filmes seguintes : ;''>div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
«A DAMA DO RIO» («River Lady»), realizado em 1948 por George Sherman, com Yvonne de Carlo e Rod Cameron.
«A AVENTUREIRA» («The Gal Who Took the West»), realizado por Frderick de Cordova em 1949, com Yvonne de Carlo e Scott Brady.
«ATIRAR PARA MATAR» («Star in the Dust»), realizado por Charles Haas em 1956, com John Agar e Mamie van Doren
Perante isto, fico admirativo (confesso) e já não duvido de que a supracitada editora francesa de DVD's nos oferte -nos próximos meses- alguns outros westerns que fazem sonhar os amadores do género. E são tantos... De qualquer modo, aproveito a ocasião para saudar o trabalho desenvolvido pela Sidonis-Calysta, uma casa que conhece perfeitamente os gostos da sua clientela e que valoriza o material videográfico que comercializa com bónus de grande qualidade, já que contam com a colaboração abalizada de dois conhecedores respeitados pela comunidade cinéfila de França : Bernard Tavernier (cineasta, guionista, crítico) e Patrick Brion (escritor, crítico, comentador TV). Não quero, por outro lado, deixar de saudar, aqui e agora, a saída em suporte DVD (também em França) dessa obra-prima do western crepuscular que se intitula «MONTE WALSH, UM HOMEM DIFÍCIL DE MORRER». Um filme realizado em 1970 por William A. Fraker e que conta com as preciosas interpretações de Lee Marvin, de Jeanne Moreau e de Jack Palance.
(Este DVD será comercializado, em França, em Julho de 2012)

FAUNA EM PERIGO

Muito útil pelo facto de se alimentar de insectos (daqueles que nos fazem a vida negra) o simpático ouriço cacheiro tem um inimigo letal na pessoa do automobilista. Rara é a semana em que, aqui na minha região, me não deparo com o cadáver (espalmado) de um destes bicharocos; que se vêem obrigados a atravessar as faixas de alcatrão -que invadiram o seu 'habitat'- e acabam por ser ingloriamente imolados nesses altares da civilização que são as vias rodoviárias. Que pena que o progresso se faça à custa da exterminação da fauna das nossas regiões...

O BARCO DE ARNELAS

Esta embarcação à vela, outrora típica do Douro, é o famoso barco de Arnelas, assim chamado por operar num troço do rio junto a esse lugar da freguesia de Avintes. Destinava-se, geralmente, ao transporte de pessoas (como o atesta a imagem) e mercadorias, que, pelas mais diversas razões (e pelo facto de não haver pontes nas proximidades), se viam obrigadas a atravessar o 'rio do Porto' por este meio. A foto data de finais dos anos 20 do século passado ou do início da década seguinte

BANDERILLAS

-Que vengán las banderillas. Las comestibles, las solas que (por supuesto) me gustán. Olé !

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

OS FILMES DA MINHA VIDA (107)


«MISSÃO SECRETA»

FICHA TÉCNICA
Título original : «Springfield Rifle»
Origem : E. U. A.
Género : Western
Realização : André De Toth
Ano de estreia : 1952
Guião : Charles Marquis Warren e Frank Davis
Fotografia (c) : Edwin DuPar
Música : Max Steiner
Montagem : Robert L. Swanson
Produção : Louis F. Edelman
Distribuição : Warner Bros.
Duração : 93 minutos

FICHA ARTÍSTICA
Gary Cooper ………………………………………… major Lex Kearney
Phyllis Thaxter …………………………………… Erin Kearney
David Brian …………………………………..….….. Austin McCool
Paul Kelly ………………………………………………. tenente-coronel Hudson
Philip Carey ………………………………………….. capitão Tennick
Lon Chaney Jr. …………………………………….. Pete Elm
James Millican …………………………………..… Matthew Quint
Martin Milner ……………………………………….. Olie Larsen
Guinn ‘Big Boy’ Williams ………………………. sargentoSnow
Alan Hale Jr. …………………………………………. Mizzell
Wilton Graf ……………………………………………. coronel Sharp
Fess Parker ……………………………………………. Jim Randolph

SINOPSE
Está-se em 1864 no território do Colorado. Os cavalos comprados pelos serviços de intendência nortista para equiparem o exército federal são sistematicamente roubados por audaciosos quadrilheiros, que, de toda evidência, se colocaram ao serviço da causa dos Confederados.
Um oficial da guarnição do forte Hedley -o major Lex Kearney- acusado de negligência e de falta de combatividade perante a acção dos ladrões de cavalos que assolam a região, é julgado por um tribunal de guerra e expulso da instituição militar. Com grande desgosto da sua família, que não compreende as razões da sua súbita cobardia.
Pouco depois, o desocupado Lex Kearney acaba por ser aliciado pelos gatunos e por integrar as fileiras dos inimigos da União. E descobre, surpreendido, que o mentor dos roubos cometidos pelos simpatizantes sulistas é um dos seus antigos superiores hierárquicos, o próprio comandante da guarnição do forte Hedley.
Kearney, que é, afinal, um agente dos novos serviços de informação militar, consegue desmascarar o traidor e os seus cúmplices e vencer –no decorrer de uma encarniçada batalha- o numeroso grupo de bandoleiros que, mais por dinheiro do que por razões de natureza ideológica, serve a causa do inimigo. Para compensar a sua patenteada inferioridade numérica, o major Lex vai socorrer-se das modernas espingardas Springfield (de carregamento pela culatra), que, a breve termo, equiparão os exércitos da União, ajudando-os a vencer as tropas às ordens do general Lee.
Depois do sucesso essa operação, o nome do major Kearny é reabilitado e o oficial é louvado pela sua acção heróica. Para grande orgulho da sua família e muito especialmente de seu filho, um adolescente que suportara muito mal a notícia da sua pretensa expulsão do exército.

O MEU COMENTÁRIO
Foi com base num livro de Sloan Nibley, que Charles Marquis Warren e Frank Davis se lançaram na escrita do roteiro de «Missão Secreta», que conta um episódio marginal (e romanceado) da guerra de Secessão.
Gary Cooper representa neste filme (cuja acção decorre no espaço grandioso das montanhas Rochosas), o papel de um major do exército da União que se infiltra nas fileiras do inimigo para descobrir e denunciar o mentor de alguns espectaculares roubos de equídeos, que desfalcam os efectivos dos federais para integrar os regimentos de cavalaria sulista. Na protagonização da figura do major Lex Kearney, Cooper está como peixe na água, já que o western sempre foi um dos géneros cinematográficos da sua predilecção. A película que, na sua filmografia, precede esta modesta obra de De Toth, é, aliás, «O Comboio Apitou Três Vezes», obra emblemática que lhe valeu -em 1953- um segundo ‘Óscar’ de interpretação, mais brilho e um novo impulso à sua já longa carreira.
Embora o papel da espingarda Springfield (uma arma de tiro rápido, que substituiu -no exército federal- a velha escopeta de carregar pela boca) tenha sido determinante no final desta história, parece-me que o título original da fita lhe concede uma importância e um protagonismo exagerados. Nesse aspecto, o título português («Missão Secreta») corresponde melhor à essência da obra fílmica, que dá maior relevo aos primeiros passos dos serviços militares de espionagem. Embora, a verdade seja dita, sem bases históricas verdadeiramente dignas de crédito.
Note-se, no elenco artístico desta fita, a presença de Lon Chaney Jr. (filho daquele extraordinário actor ao qual os norte-americanos chamaram ‘the man of a thousand faces’), que já havia participado, ao lado de Gary Cooper, na acima referida e premiada fita «O Comboio Apitou Três Vezes» e que tem na sua carreira inúmeros outros westerns. E, ainda, a presença de Fess Parker, que haveria de granjear uma enorme popularidade (sobretudo entre o público jovem), pelo facto de ter sido escolhido pelos estúdios de Walt Disney para dar corpo e voz ao famoso Davy Crockett numa série de filmes e de episódios da TV.

(M.M.S.)

Cartaz espanhol

Acusado de cobardia, o major Kearney é encarcerado; antes de se submeter à vergonhosa prova da expulsão do exército

Cartaz alemão

Na sua condição de civil, mas com experiência militar adquirida no campo inimigo, Lex Kearney (Gary Cooper) é aliciado pelos simpatizantes da Confederação sulista

Cartaz italiano

Falso traidor, Lex cogita planos para neutralizar a acção do adversário e para readquirir a dignidade perdida

Cartaz promocional usado na extinta República Federativa da Jugoslávia; país presidido, então, pelo marechal Tito, um apreciador (tal como o francês Charles de Gaulle e outros eminentes chefes de estado) de bons westerns. Ao que se disse e escreveu, parece que este género de fitas tinha o condão de os relaxar, de os alhear, momentaneamente, da pressão causada pelas suas responsabilidades governativas...

Cartaz belga

Envergando, de novo, a farda azul do exército federal, o major Lex Kearney (Gary Cooper, ao centro) prepara-se para castigar os inimigos da União

Outro cartaz usado em Espanha para publicitar o filme

Recuperada a honra, o major Lex pode juntar-se à família, que, ignorando a natureza da sua missão, muito havia sofrido

Mais um cartaz norte-americano

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

«ULYANOVSK», O PORTA-AVIÕES INACABADO

Em meados dos anos 70 do século passado, a U.R.S.S. lançou-se no projecto de construção de dois porta-aviões nucleares de 80 000 toneladas. Esses navios, que deveriam equiparar-se aos porta-aviões norte-americanos da classe 'Nimitz' e capazes de, com eles, rivalizar, acabaram por nunca se efectivar, devido ao colapso da União Soviética, ao fim da chamada Guerra Fria e à subsequente crise económica russa. Um deles -o «Ulyanovsk»- ainda foi construído a 40%, mas a falta de capitais ditaram o fim dos trabalhos de estaleiro iniciados em 1988. A carcaça do gigantesco navio foi demolida em 1992 por uma empresa de ferro velho


O «Ulyanovsk» foi concebido para servir de base a 80 aeronaves (entre as quais deveriam figurar aviões de combate MiG 23A e Sukhoi Su-25) e, contrariamente aos seus congéneres ianques, deveria dispor (na sua panóplia de armas) de 12 silos para mísseis de longo alcance. Previu-se também que o navio (com 325 metros de comprimento) fosse equipado com 4 reactores nucleares (que lhe confeririam uma autonomia quase ilimitada) e com 4 turbinas a vapor desenvolvendo uma potência global de 240 000 cv. A sua velocidade andaria à volta dos 30 nós. 3 800 homens deveriam constituir a sua guarnição. Diz-se que novo projecto já está em estudo na armada da Rússia, para a aquisição de duas unidades similares; que deverão entrar em serviço operacional lá para meados da próxima década...