quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EVOCANDO HENRIQUE VIII, REI DE INGLATERRA

Henrique VIII de Inglaterra (1491-1547) foi o segundo rei da dinastia dos Tudor. Para além de ter sido o fundador e o primeiro chefe da Igreja Anglicana, sabe-se que este Barba Azul (como foi alcunhado) teve 6 esposas, que tiveram -algumas delas- um destino trágico. Assim, 2 dessas mulheres (Catarina de Aragão e Ana de Cleves) foram repudiadas e 2 outras decapitadas (Ana Bolena e Catarina Howard). Das restantes, uma morreu das consequências de um parto difícil (Joana Seymour) e outra sobreviveu ao marido (Catarina Parr). Henrique VIII nunca pôde contemplar o trono com um herdeiro varão (*), mas ofereceu à Inglaterra uma filha, que foi, simplesmente, uma das figuras mais ilustres de toda a sua História : Isabel I, que, depois dos seus marinheiros terem destroçado a Invencível Armada de Filipe II e de terem navegado por todos os mares e oceanos do planeta, tornaram a velha e sombria Albion na mais poderosa nação do mundo. Foi esse o grande legado deixado ao seu país por um homem doentiamente violento, até para com os seus próprios familiares e amigos. O destino tem destas coisas...

(*) Eduardo VI (1537-1553), filho de Henrique VIII e de Joana Seymour, figura na cronologia dos reis de Inglaterra, mas nunca governou 'de facto', por não ter saído da menoridade legal. O 'seu' reinado foi assumido por um Conselho de Regência, que governou a Inglaterra até à sua morte, ocorrida quando tinha 15 anos de idade.


Isabel I (1533-1603), rainha de Inglaterra, filha de Henrique VIII e de Ana Bolena.

BENFICA : NADA ESTÁ GANHO, MAS NADA É IMPOSSÍVEL

O Benfica venceu, ontem à noite, a temida formação do Borússia de Dortmund, aproveitando-se muito bem das aselhices cometidas por uma equipa dominadora, que jogou mais futebol, mas que esbarrou na táctica montada por Rui Vitória, no oportunismo do avançado Mitroglou e numa exibição deslumbrante do jovem guardião encarnado Ederson de Moraes. «Resultado ridículo», disse, no final do desafio, o treinador tudesco... Mas não, certamente, para a equipa das águias; que fez o que tinha a fazer, com os meios que tinha ao seu alcance e que não beneficiou (minimamente) dos favores da arbitragem, como pôde ver-se. É evidente que, daqui a umas semanas, na Alemanha, vai ser muito difícil manter a vantagem obtida na Luz e passar para os quartos-de-final da 'Champions'. Mas já, previsivelmente, com Jonas no plantel, o Borússia pode encaixar um golo e depois ter grande dificuldade em dar a volta ao resultado... -Quem sabe ? -É que o futebol tem destas coisas. Veja-se o que aconteceu ontem no Parque dos Príncipes, onde o PSG humilhou o F.C. Barcelona, infligindo-lhe uma derrota esmagadora por 4-0 ! Por acaso até com a ajuda do ex-benfiquista Di Maria, que marcou metade dos golos dos parisienses. Enfim, como dizem os Franceses, «Qui vivra verra» !

FUTUROLOGIA COM ABORDAGEM POUCO CIENTÍFICA

Há 1 século atrás, os futurólogos especulavam muito sobre o que seria a vida no ano 2000. O autor deste colorido desenho, por exemplo, mostra aqui como se processaria uma visita de turistas ao Polo Norte...
E lá vão eles, os visitantes, confortavelmente instalados em 'carruagens' sustentadas por... dirigíveis. Em baixo, esquimós, cães de trenó, ursos brancos e focas saúdam os intrépidos viajantes. Que, apesar do progresso anunciado, deveriam chegar àquelas regiões do Setentrião após dezenas de aventurosas horas de navegação aérea, à partida do norte da Europa ou do Canadá.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

FUTEBOL : EMBLEMAS EXÓTICOS (1)

Este é o emblema do HAC (Le Havre Athletic Club), que é o decano do futebol francês. Foi fundado em 1872 nessa importante cidade (Havre) do litoral normando. As suas cores características são o azul marinho e o azul céu. O dragão foi colhido do símbolo municipal e alude ao brasão usado, no século XVI, pelo rei Francisco I; que fundou esta cidade portuária no estuário do rio Sena. Este clube, hoje na divisão secundária, já militou (por várias ocasiões) no principal campeonato do futebol gaulês. Datando desse tempo a última vez que o vi jogar : uma partida contra o F. C. Nantes (no estádio de La Beaujoire), aqui há uns anos atrás... É uma agremiação desportivas com pergaminhos e com grandes hipóteses de, a breve termo, voltar ao convívio dos grandes.

LAGOA DO FOGO, MARAVILHA MICAELENSE

A lagoa do Fogo é um dos grandes cartazes turísticos da ilha de São Miguel, nos Açores. Infelizmente, quando por lá passei em Abril do passado ano, o nevoeiro estragou-me o passeio e frustrou-me desta belíssima visão. Quando ganhar o 'Euroilusões' voltarei lá. Prometido !

O CARNAVAL ESTÁ A CHEGAR...

O Carnaval Trapalhão é em Castelo de Vide. Desenrola-se -para grande satisfação dos foliões locais e forasteiros- entre os dias 24 e 28 de Fevereiro de 2017, naquela bela vila do Alto Alentejo. Se puder, apareça por cá.

CINE-NOSTALGIA (64)

«RIO LOBO» (mesmo título original) foi o derradeiro filme realizado por Howard Hawks. Estreou em 1970, quer dizer 7 anos antes do passamento de um dos mais portentosos cineastas do universo hollywoodiano. A história contada (baseada num texto original de Burton Wohl) toma como pano de fundo a Guerra de Sesseção, durante a qual o coronel nortista Cord McNally perde um carregamento de ouro (confiado à sua guarda) a favor dos sulistas. O golpe, executado com maestria pelo oficial rebelde Pierre Cordona, só pôde ser concretizado com a conivência de um traidor, cuja identidade é desconhecida de McNally. Pouco tempo depois da rendição dos confederados, este ganha a confiança dos antigos inimigos e vai, com a ajuda de alguns deles, localizar o ouro roubado e conhecer o rosto do aleivoso nortista comprometido num caso em que a ambição foi o motor de uma tragédia; que prejudicou o governo federal em milhões de dólares e que sacrificou muitas vidas, entre as quais a de um jovem oficial, no qual McNally via o seu filho adoptivo. Argumento banal ? -Sem dúvida. Só que aqui se reconhece a 'mão' de um mestre do cinema clássico. Que, em «RIO LOBO»,  recorreu a todos os bons truques da sua arte e colocou a figura carismática de John Wayne no topo de um elenco que se serviu (e bem !) de alguns daqueles actores secundários que fizeram a glória do cinema western : Jack Elam, Victor French e Jim Davis, entre outros. Filme, pois, agradável de seguir, tal como já o haviam sido «Rio Bravo» e «El Dorado», do mesmo cineasta e com a supracitada cabeça de cartaz. O tal actor John Wayne que, segundo se disse e se escreveu, aceitou o papel sem mesmo ter lido o guião de «RIO LOBO». Trata-se de uma fita distribuída pela Prodis, colorida e com uma duração de 114 minutos. No elenco, figuram ainda os nomes de Jorge Rivero, Jennifer O'Neill e Chris Mitchum. Largamente difundida em vídeo.