sábado, 19 de maio de 2018

MUNDIAL, MUNDIAIS

Nesta altura em que os 23 eleitos de Fernando Santos já fazem as malas para se deslocarem à Rússia -onde vão participar no Campeonato do Mundo de Futebol- muito me apraz colocar, aqui, uma foto tirada aos 'Magriços'. Que foi uma das nossas melhores selecções de futebol de sempre ! E que, não tivesse o Mundial de 1966 sido disputado em Inglaterra, talvez tivesse trazido para a nossa terra o prestigioso caneco; pois foi a formação que, nessa competição, melhor futebol praticou... Já agora vou lembrar o nome dos atletas que figuram na fotografia anexada : De pé, da esquerda para a direita : Germano, Graça, Festas, Hilário, Vicente e José Pereira- Agachados e pela mesma ordem : José Augusto, Torres, Eusébio, Coluna e Simões.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

CARA LINDA

Candice Bergen é uma das estrelas mais bonitas do cinema americano. De sempre ! E foi, sem favor, uma excelente actriz. Adorei vê-la em todos os seus filmes; mas muito especialmente em «Soldado Azul» («Blue Soldier»). Um western diferente, realizado (em 1970) por Ralph Nelson e no qual ela contracenou com Peter Strauss e Donald Pleasence. Um filme que evoca o ignóbil massacre de Sand Creek, ocorrido em data de 29 de Novembro de 1864.

O NOSSO MUNDO É BELO (154) : QUIRGUISTÃO

BOM BOBÓ


Nunca provei, nunca comi. Mas acredito que muito apreciaria este prato típico da culinária baiana : o Bobó de Camarão. Quem o apanhasse...

DVD's : «ANDERSONVILLE» & «MR. HORN»


Acabam de ser lançadas no mercado espanhol as cópias DVD das mini-séries «Andersonville» e «Mr. Horn». Dois fabulosos êxitos da TV norte-americana, descurados, até agora, pelos editores videográficos de muitos países da Europa. O que é lamentável, considerando a qualidade das ditas. «Andersonville» descreve o inferno do campo de concentração do mesmo nome, que, nos anos 60 do século XIX, os Confederados instalaram na Geórgia, para acolher prisioneiros do exército unionista. Por ali passaram 45 000 prisioneiros de guerra ianques. Que, devido à fome, à sede, ao calor, às deploráveis condições sanitárias, a doenças e aos maus tratamentos infligidos pelos guardas ali morreram em massa. Nesse antro de miséria e de sofrimento pereceram 13 000 homens do exército federal ! É a história de alguns desses prisioneiros do campo de Andersonville (considerado, por muitos historiadores, como o inspirador antepassado dos campos de extermínio nazis) que é contada -com verdade- neste telefilme. Que todos deveriam ver...



Já «Mr. Horn» (que, há muitos anos, teve direito, por cá, a um cópia em cassete VHS) conta-nos o percurso de vida de Tom Horn. Que, na qualidade de 'scout' da cavalaria dos Estados Unidos, se ilustrou na captura de Gerónimo, o derradeiro resistente Apache. E que, depois disso, se tornou assassino profissional a soldo de um grémio de poderosos ganadeiros do Wyoming. O homem acabou por ser identificado como um assassino de colonos, juldado e enforcado...

Pena é que os DVD's em questão não tenham legendagem em português. Nem sequer em castelhano, pois foram, muito, simplesmente dobrados em espanhol. O que é, deveras, redutor e frustrante.

A CRISE SPORTINGUISTA

Optando por não se demitir (com os últimos irredutíveis da directoria sportinguista) o ainda presidente do clube de Alvalade está a forjar a imagem de coveiro da prestigiosa agremiação lisboeta. Empurrado por todos, o homem (que é de uma cabeçudice obsessiva, doentia) agarra-se encarniçadamente ao poder, embora negue a evidência. Atitude que pode acarretar, no curto termo, problemas quase insolúveis ao clube. Outra coisa que já todos perceberam, inclusivamente muitos adversário dos alvi-verdes, é que o Sporting Clube de Portugal -enquanto emblema com indesmentíveis pergaminhos no mundo do desporto, mas não só- não merece isto... E o que eu (embora benfiquista assumido) sinceramente desejo ao clube rival é um regresso, sem delongas, à normalidade; para que possa continuar o seu caminho ao serviço do desporto nacional e de toda a comunidade leonina.

O VAPOR «LISBONENSE»

O vapor «Lisbonense» foi a segunda embarcação assim baptizada a operar entre as duas margens do Tejo, na qualidade de transporte de passageiros. Este cacilheiro foi construído na Bélgica, nos estaleiros de John Cockerill, em Hoboken(*), no ano de 1901. Usou (primitivamente e por curto espaço de tempo) o nome de «Rainha Dona Amélia». Pertenceu à frota da Parceria de Vapores Lisbonenses e apresentava as seguintes características : casco de aço; 299 toneladas de arqueação bruta; 4o,40 metros de comprimento; 8 metros de boca; 2,65 metros de pontal. Era movido por 2 máquinas de tríplice expansão (desenvolvendo 400 cv de potência) e por 2 hélices. Para além de ter assegurado o transporte regular de pessoas entre Lisboa e a Outra Banda (sobretudo a ligação com Cacilhas), o «Lisbonense» também foi utilizado em excursões fluviais no Tejo (Vila Franca de Xira, Azambuja) e em passeios pelo litoral (baía de Cascais, praia das Maçãs). Este cacilheiro sofreu trabalhos de transformação em 1903, de modo a poder receber a bordo veículos automóveis. O seu armador alugou-o, em 1918, à empresa portuense Fretamentos Marítimos Lda., que o utilizou no transporte de mercadorias diversas para portos estrangeiros. A sua derradeira e fatídica viagem iniciou-se em Leixões no dia 22 de Agosto desse mesmo ano. No dia seguinte, quando o «Lisbonense» nevegava para Bristol (Grã-Bretanha), foi interceptado ao largo do cabo Prior (Galiza) por um navio de guerra alemão (submarino ?), que o metralhou e afundou. Curiosidade : este velho cacilheiro dispunha de um seguro de 200 contos de réis numa companhia lisboeta. A sua destruição durante a Grande Guerra provocou a falência da dita, de modo que o seu proprietário só seria (parcialmente) indemnizado alguns anos depois da perda do navio.


(*) O escrevinhador destas linhas trabalhou, algum tempo, nesse estaleiro do rio Escalda. Onde foram construídos para a marinha mercante portuguesa alguns navios; nomeadamente (e entre outros) os quase lendários paquetes «Vera Cruz» e «Santa Maria». Este articuleto foi publicado (ligeiramente modificado), em 2011, no blogue ALERNAVIOS, também de sua responsabilidade.