O 'Caravelle' foi, no dizer dos peritos em aeronáutica, o melhor avião comercial de médio cruzeiro do seu tempo. Foi concebido nos anos 50, em França, pelos engenheiros da S.N.C.A. du Sud-Est, uma empresa que, mais tarde, viria a chamar-se Aérospatiale. Os protótipos voaram em 1955/56 com motores Rolls-Royce 'Avon' R.A. 29. Este birreactor com características inovadoras (por essa razão foi tão copiado) foi adquirido por dezenas de transportadoras aéreas do mundo inteiro, incluindo a TAP; companhia que começou a integrá-lo na sua frota em 1962 e a utilizá-lo -com o nome de 'Caravela'- nas suas rotas da Europa e das ilhas atlânticas. Este avião, confortável, rápido, seguro, transportava então 75/80 passageiros, mas modelos posteriores (com fuselagem alongada e motorização mais potente) chegaram a uma lotação de 140 lugares. Nos anos 90 do passado século ainda havia muitos 'Caravelles' em serviço, passados mais de 3 décadas sobre o seu voo comercial inaugural, que foi, oficialmente, realizado pela companhia S.A.S.. Comecei a voar (por razões profissionais e por lazer) em meados dos anos 70, inclusivamente com a supracitada companhia escandinava. Mas nunca tive ocasião, infelizmente, de utilizar o 'fleuron' da aviação civil gaulesa. Em contrapartida, voei várias vezes nos Douglas DC-9; que eram, ao que dizem, uma cópia quase conforme do lendário 'Caravelle'.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
LENDÁRIO 'CARAVELLE'
O 'Caravelle' foi, no dizer dos peritos em aeronáutica, o melhor avião comercial de médio cruzeiro do seu tempo. Foi concebido nos anos 50, em França, pelos engenheiros da S.N.C.A. du Sud-Est, uma empresa que, mais tarde, viria a chamar-se Aérospatiale. Os protótipos voaram em 1955/56 com motores Rolls-Royce 'Avon' R.A. 29. Este birreactor com características inovadoras (por essa razão foi tão copiado) foi adquirido por dezenas de transportadoras aéreas do mundo inteiro, incluindo a TAP; companhia que começou a integrá-lo na sua frota em 1962 e a utilizá-lo -com o nome de 'Caravela'- nas suas rotas da Europa e das ilhas atlânticas. Este avião, confortável, rápido, seguro, transportava então 75/80 passageiros, mas modelos posteriores (com fuselagem alongada e motorização mais potente) chegaram a uma lotação de 140 lugares. Nos anos 90 do passado século ainda havia muitos 'Caravelles' em serviço, passados mais de 3 décadas sobre o seu voo comercial inaugural, que foi, oficialmente, realizado pela companhia S.A.S.. Comecei a voar (por razões profissionais e por lazer) em meados dos anos 70, inclusivamente com a supracitada companhia escandinava. Mas nunca tive ocasião, infelizmente, de utilizar o 'fleuron' da aviação civil gaulesa. Em contrapartida, voei várias vezes nos Douglas DC-9; que eram, ao que dizem, uma cópia quase conforme do lendário 'Caravelle'.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
AS MINHAS CANÇÕES PREFERIDAS : «POTEMKINE»

Neste espaço consagrado às minhas canções preferidas, tenho referido, sobretudo, canções de amor e de paixão, interpretadas, no essencial, por cançonetistas franceses dos anos 40 e 50 do passado século... Esta é um pouquinho mais recente, já que data de 1965. Chama-se «Potemkine» e é, também, uma canção sobre a paixão. Mas sobre a paixão dos homens pela Liberdade e pela Justiça. Na realidade, esta inflamada e impetuosa melodia, interpretada pelo saudoso Jean Ferrat (1930-2010), relata o episódio histórico da revolta dos marinheiros do couraçado «Potemkine», ocorrida em 1905 no mar Negro. Revolta que foi um dos prenúncios do levantamento generalizado dos Russos contra o despotismo czarista e que acabaria -em Outubro de 1917- por conduzir ao triunfo da revolução bolchevique; que abalou a Europa e o Mundo. Esta chamada 'canção de intervençãp' tem letra de Georges Coulonges e música do próprio Jean Ferrat. No pequeno filme (publicado no 'You tube') e cujo visionamento aqui recomendamos, aparece, em rodapé, a letra original (em francês) e a sua tradução em língua inglesa. Clique aqui :https://www.youtube.com/watch?v=zkNtz4j9cOc
Em 1965, ano em que foi lançada esta canção, eu já residia em França. E lembro-me muito bem da polémica levantada, nesse país, pelo facto da O.R.T.F. (a televisão estatizada) ter proibido a sua difusão. Devido ao seu marcado conteúdo revolucionário... As imagens anexadas mostram o autêntico couraçado «Potemkine», da marinha imperial russa, algum tempo antes do motim; e um cartaz do famoso filme consagrado -em 1925, por Serguei Eisenstein- ao mesmo tema.
domingo, 5 de outubro de 2014
ALENTEJO ETERNO
//////////////////
SE FORES AO ALENTEJOO mar deixou o Alentejo
onde trouxe canções de oiro
Mas volta a matar saudades
Nas ondas do trigo loiro
Se fores ao Alentejo
vai,vai, vai,vai,vai
não te esqueças dá-lhe um beijo
ai,ai,ai.ai
Nas capelas e nos montes
Há sorrisos de brancura
onde fala a voz de Deus
Na voz da cal e da alvura
Se fores ao Alentejo...
Sobe o sol abrasa a terra
A fecundar as espigas
à sombra das azinheiras
Na dolência da cantigas
Se fores ao Alentejo...
Por lonjuras e planuras
Oh solidão, solidão
Eu quero paz no trabalho
p'ra poder ganhar o pão
Se fores ao Alentejo...
(canção popular)
«RAINHA SANTA»


Que é feito desta fita (fruto de uma coprodução luso-espanhola), que eu creio ter visto na televisão na minha adolescência ? «Rainha Santa» foi realizada em 1947, por Rafael Gil/Aníbal Contreiras e beneficiou do trabalho de uma equipa de excelentes actores, oriundos das duas nações ibéricas. Do lado português, realço as participações de António Vilar, de Virgílio Teixeira (que fizeram, ambos, uma feliz carreira internacional) e de Barreto Poeira. O guião (da responsabilidade de Frederico Tavares Alves e do supracitado Aníbal Contreiras) focava-se na figura da excelsa senhora dona Isabel de Aragão (aqui encarnada por Maruchi Fresno), que reinou em Portugal -ao lado de D.Dinis- e que morreu com fama de santa. É pena que esta evocação histórica tenha desaparecido totalmente, ao ponto de nada sobrar para preencher um videograma e saciar a nossa imensa curiosidade em rever esta película. Curiosidade que se estende, naturalmente, a outros filmes dessa época e desse género. Aqui ficam as minhas queixas...
PREOCUPANTE BRASIL
Mais de 142 milhões de brasileiros vão hoje às urnas para escolher o novo presidente (ou a nova presidenta) da República do mais vasto e poderoso (economicamente falando) país de toda a América latina. No dizer dos jornais, o resultado não deverá ser conhecido antes de uma segunda e definitiva volta. Isso, porque os eleitores estão divididos entre as certezas do que têm (com Dilma Rousseff) e as dúvidas daquilo que poderão ou não vir a ter com Marina Silva e/ou Aécio Neves. Aguardemos, esperando que os brasileiros tomem a opção certa. Para que, nos próximos anos, o país possa resolver alguns dos problemas que o afligem e que são, alguns deles, desprestigiantes e incompatíveis com o papel futuro que o Brasil quer representar no concerto das nações. Confesso que aquele que mais me preocupa, é o da extrema violência que reina nas antigas terras de Vera Cruz, onde o homicídio atingiu níveis verdadeiramente alarmantes. Aqui deixo um quadro elucidativo, onde os índices de criminalidade dessa natureza são expostos. Sem comentários.
sábado, 4 de outubro de 2014
O CIRCO DE EMERITA AUGUSTA
Situadas num local relativamente afastado do casario da cidade imperial (extra muros), as ruínas do Circo de Mérida são impressionantes pela sua dimensão, mas também pelo estado de conservação em que ainda se encontram nesta segunda década do século XXI. Este vasto recinto, onde se realizavam -há cerca de 2 000 anos- corridas de carros e jogos similares, leva-nos, infalivelmente, a pensar no filme «Ben-Hur» (com argumento extraído da obra-prima de Lewis Wallace) e no desafio lançado pelo príncipe judaico do mesmo nome àquele que fora o seu melhor amigo; e que, por razões de natureza política, se torna no seu algoz : Messala. Mas voltemos à realidade, para dizer que este recinto (declarado Património Mundial pela UNESCO, em 1993) foi fundado na época de Tibério. Era uma arena tradicional, dividida em duas pistas (pela 'spina'), por onde corriam as bigas e quadrigas; ou os cavalos nas provas sem carros, que também tinham muitos adeptos. As suas impressionantes dimensões -que se podem comprovar 'in situ'- eram (são) de 440 metros de longitude por 150 metros de largura. E as suas bancadas podiam acolher até 30 000 espectadores, que ocupavam espaços distintos e determinados pela posição social de cada um deles. Segundo descobertas recentes, este espaço desportivo (como hoje lhe chamaríamos) terá sido preparado para poder ser (parcialmente) inundado, de modo a que nele se realizassem, igualmente, jutas náuticas. Visitei este monumento há uma semana e confesso-me impressionado pela sua grandeza, mas também pelo esforço feito pelo estado espanhol e pelas autoridades locais, no sentido de o proteger e de promover a sua visita. Que prestigiam Mérida, uma cidade de visita obrigatória.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
PIZZA COM SALMÃO FUMADO
Adoro uma boa pizza de salmão fumado. Lamentavelmente, essa é uma das coisas boas que por cá não têm clientela. Só se encontram em Lisboa e, e... Talvez isso aconteça devido à escassez e consequente carestia dessa iguaria nórdica. Embora com a multiplicação das 'quintas' marinhas, esse peixe (mesmo 'bucanado') já não atinja os preços exorbitantes de outrora.
Subscrever:
Mensagens (Atom)