Toda a riqueza do traje tradicional minhoto é posta em destaque por estas três senhoras. Que, de toda evidência, sentem um incomensurável orgulho em envergá-lo. Atitude que, verdade seja dita, lhes fica tão bem quanto as roupagens.
Esta maqueta (à escala 1/10) encontra-se exposta no Museu do Yamato, que funciona em Kure, no Japão, muito perto do lugar onde, outrora, estava situado o arsenal que construiu alguns dos maiores e mais poderosos navios realizados durante a 2ª Guerra Mundial; sendo que um deles foi precisamente o couraçado «Yamato», que deu o nome à classe de navios do mesmo nome. Este museu -e a sua principal e mais extraordinária peça- é anualmente visitado por inúmeros curiosos (locais e estrangeiras), interessados em conhecer algo mais sobre a também chamada Guerra do Pacífico e sobre o poder naval do Império Japonês, um dos principais beligerantes.

Posso estar errado, mais creio que a cidade de Porto Santo (na Região Autónoma da Madeira) é o único município de Portugal a ostentar um dragoeiro no seu brasão de armas. Esta árvore (de seu nome científico 'Dracaena draco') tornou-se, quase exclusivamente, uma planta de jardim, devido à destruição progressiva do seu habitat natural. Por causa da extensão dos terrenos agrícolas. É comum nas Canárias (sobretudo na ilha de Tenerife) e muito mais raro nos arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo Verde, onde ainda subsistem (e são protegido) alguns preciosos exemplares. O dragoeiro pode atingir os 15 metros de altura e caracteriza-se pelo seu tronco de matéria fibrosa e pela sua copa em forma de umbela. Tive a ocasião de me aproximar de alguns deles na ilha de Tenerife (nomeadamente do que cresce em Icod de los Vinos), que visitei há já muitos anos, e fiquei (agradavelmente) surpreendido com o porte e forma raros desta árvore; que ali foi sagrada, no tempo dos exterminados Guanches, o povo canarino original.

Cuidado !!! Por detrás deste sorriso bonito e tranquilizador (fotografia de topo) esconde-se uma mulher a quem se atribui a morte de 500 militares inimigos, dos quais 309 foram oficialmente confirmados- Sendo que 36 dessas suas vítimas eram 'snipers' do exército alemão que, em 1941, invadiu território da União Soviética. Chamava-se Ludmila Pavlichenko (faleceu em 1974), era natural da Ucrânia e, perante a selvajaria do inimigo (que, na sua própria República, cometeu crimes inauditos contra as populações civis), alistou-se no Exército Vermelho. Onde foi formada como atiradora de elite e usou nas suas missões uma arma de precisão Mosin-Nagant de 7,62 mm. Actuou, muito particularmente, nos combates que se desenrolaram durando os cercos de Odessa e de Sebastopol. Ludmila Pavlichenko recebeu as mais altas honrarias militares do seu país, entre as quais se contam uma Estrela de Ouro de Heroína da URSS. A sua fama foi de tal ordem, que esta infalível atiradora (promovida ao posto de major) foi homenageada num selo dos correios. Também viajou no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos da América, onde chegou a ser recebida na Casa Branca pelo presidente e pela primeira dama Leonor Roosevelt. Foi também nesse país -que durante a 2ª Guerra Mundial fora aliado do seu- que o músico Woody Guthrie gravou uma canção (intitulada «Señorita Pavlichenko») em sua honra. Ali também foi presenteada com uma pistola Colt 45 e com uma espingarda Winchester decoradas com motivos personalizados. Imagino o sucesso desta mulher no seu périplo pelos 'states', país onde se idolatram as armas de fogo; que, a verdade seja dita, tão gravosas consequências tiveram (e têm) no quotidiano dos norte-americanos. Esta mulher de armas fez -depois de ter deixado a tropa e conquistado a paz- estudos universitários e licenciou-se em História. Mas morreu prematuramente, com 58 anos de idade.
A Geórgia do Sul forma (com as ilhas Sandwich do Sul) um território ultramarino da coroa britânica. Situa-se numa área remota do oceano Atlântico, a sudeste do arquipélago das Falkland. Ocupa uma área de terras estéreis com 3 755 km2 e tem uma população permanente de poucas centenas de pessoas; que são , essencialmente, cientistas e gente ligada à indústria da pesca e da caça aos cetáceos. Esta última actividade é hoje apenas praticada pelos japoneses. Esse território é tão longínquo e agreste (é montanhoso e tem picos culminando a cerca de 3 000 metros) que pouca gente por ali se aventura... A administração postal do território emitiu (há já alguns anos) esta bonita série de selos (imagem de topo) em homenagem aos navegadores que por ali se arriscaram; e que foram, quase todos eles, membros de expedições polares... (Clique com o rato na imagem para a ampliar).