segunda-feira, 3 de julho de 2017

ROUPAGENS


Toda a riqueza do traje tradicional minhoto é posta em destaque por estas três senhoras. Que, de toda evidência, sentem um incomensurável orgulho em envergá-lo. Atitude que, verdade seja dita, lhes fica tão bem quanto as roupagens.

domingo, 2 de julho de 2017

O NOSSO MUNDO É BELO (117) : ISRAEL

UMA MAQUETA COM... 26,30 METROS DE COMPRIMENTO !

Esta maqueta (à escala 1/10) encontra-se exposta no Museu do Yamato, que funciona em Kure, no Japão, muito perto do lugar onde, outrora, estava situado o arsenal que construiu alguns dos maiores e mais poderosos navios realizados durante a 2ª Guerra Mundial; sendo que um deles foi precisamente o couraçado «Yamato», que deu o nome à classe de navios do mesmo nome. Este museu -e a sua principal e mais extraordinária peça- é anualmente visitado por inúmeros curiosos (locais e estrangeiras), interessados em conhecer algo mais sobre a também chamada Guerra do Pacífico e sobre o poder naval do Império Japonês, um dos principais beligerantes.
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OS NAVIOS DA CLASSE 'YAMATO'

Os navios nipónicos da classe' Yamato' deveriam ser quatro. Mas, na realidade, só dois desses formidáveis couraçados (com 72 900 toneladas de deslocamento) seriam construídos e participariam, de facto, na luta contra as forças estadunidenses enviadas para o Pacífico durante a 2ª Guerra Mundial. O «Yamato»  -verdeira fortaleza flutuante, eriçada de canhões, de entre os quais sobressaiam nove poderosas peças de 460 mm- foi afundado pelos-norte-americanos, a 7 de Abril de 1945, ao largo de Okinawa, aquando de um confronto com a U.S. Navy; que, naturalmente, recorreu, nessa ocasião, à acção devastadora da sua aviação embarcada. Quanto ao seu 'sister ship', o «Musashi» (em tudo idêntico ao «Yamato»), esse foi destruído, pelo mesmo inimigo -no dia 24 de Outubro de 1944- durante a batalha do golfo de Leyte. Um terceiro navio desse tipo começou a ser realizado, mas acabou por ser modificado para dar origem ao porta-aviões «Shimano»; que soçobrou ao largo das costas do Japão -a 29 de Novembro de 1944- depois de ter sido atingido por quatro torpedos expedidos do submarino USS «Archerfish». Este navio era novinho em folha, visto ter sido afundado menos de dois meses depois da data do seu lançamento. Quanto ao quarto navio projectado da classe 'Yamato', esse nunca chegou a ser construído...


Tal como os couraçados acima referidos, o porta-aviões «Shinano» era um gigante dos mares, como até então nunca visto. Só em 1955 é que os norte-americanos lograram construir um navio deste tipo, que o superava em dimensões e poder : o USS «Forrestal». (Clicar com o rato sobre as imagens para as ampliar).

sábado, 1 de julho de 2017

LEITURAS QUE SE RECOMENDAM


Sim, utilizo este espaço para recomendar, desta vez, a leitura do apaixonante livro «A Rainha Adúltera», da autoria de Marsilio Cassotti. A quem também já se devem, entre outras interessantes obras, as biografias da duquesa D. Teresa (mãe do nosso primeiro rei), de D. Carlota Joaquina (esposa de D. João VI) e da imperatriz Leopoldina (do Brasil). Em a «Rainha Adúltera», o conhecido e apreciado historiador argentino oferece-nos o relato da vida da infanta Joana (filha del-rei D. Duarte e irmã de D. Afonso V), que casou com Henrique IV de Castela, cognominado «o Impotente». Para além de traçar uma biografia séria da personagem em questão (baseada em muitos anos de aprofundada pesquisa), este é um livro onde se fala da sexualidade, reprodução artificial e ginecologia das rainhas do século XV e das damas da corte de Castela. Mas nesta obra aprende-se, obviamente, muito mais sobre uma soberana que ousou afrontar cortesãos poderosos e, ante eles, defender a sua honra e os interesses de sua filha; que não foi outra senão a malograda princesa Joana, a 'Beltraneja', pelos interesses de sucessão da qual D. Afonso V, «o Africano», fez guerra a Castela. Este livro (que tem como subtítulo, 'Crónica de uma Difamação Anunciada') vai proporcionar-vos horas de útil e apaixonante leitura sobre uma grande e quase desconhecida figura da nossa História. Cassotti veio preencher esse vazio e nós só temos que agradecer-lhe por isso. Boa leitura ! P.S. : esta obra foi editada pela 'Esfera dos Livros e o seu preço de capa é de 24 euros. Mas, talvez, a possa encontrar na biblioteca pública mais próxima do seu domicílio.

EXÓTICO E RARÍSSIMO DRAGOEIRO

Posso estar errado, mais creio que a cidade de Porto Santo (na Região Autónoma da Madeira) é o único município de Portugal a ostentar um dragoeiro no seu brasão de armas. Esta árvore (de seu nome científico 'Dracaena draco') tornou-se, quase exclusivamente, uma planta de jardim, devido à destruição progressiva do seu habitat natural. Por causa da extensão dos terrenos agrícolas. É comum nas Canárias (sobretudo na ilha de Tenerife) e muito mais raro nos arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo Verde, onde ainda subsistem (e são protegido) alguns preciosos exemplares. O dragoeiro pode atingir os 15 metros de altura e caracteriza-se pelo seu tronco de matéria fibrosa e pela sua copa em forma de umbela. Tive a ocasião de me aproximar de alguns deles na ilha de Tenerife (nomeadamente do que cresce em Icod de los Vinos), que visitei há já muitos anos, e fiquei (agradavelmente) surpreendido com o porte e forma raros desta árvore; que ali foi sagrada, no tempo dos exterminados Guanches, o povo canarino original.

SORRISO BONITO, PONTARIA LETAL

Cuidado !!! Por detrás deste sorriso bonito e tranquilizador (fotografia de topo) esconde-se uma mulher a quem se atribui a morte de 500 militares inimigos, dos quais 309 foram oficialmente confirmados- Sendo que 36 dessas suas vítimas eram 'snipers' do exército alemão que, em 1941, invadiu território da União Soviética. Chamava-se Ludmila Pavlichenko (faleceu em 1974), era natural da Ucrânia e, perante a selvajaria do inimigo (que, na sua própria República, cometeu crimes inauditos contra as populações civis), alistou-se no Exército Vermelho. Onde foi formada como atiradora de elite e usou nas suas missões uma arma de precisão Mosin-Nagant de 7,62 mm. Actuou, muito particularmente, nos combates que se desenrolaram durando os cercos de Odessa e de Sebastopol. Ludmila Pavlichenko recebeu as mais altas honrarias militares do seu país, entre as quais se contam uma Estrela de Ouro de Heroína da URSS. A sua fama foi de tal ordem, que esta infalível atiradora (promovida ao posto de major) foi homenageada num selo dos correios. Também viajou no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos da América, onde chegou a ser recebida na Casa Branca pelo presidente e pela primeira dama Leonor Roosevelt. Foi também nesse país -que durante a 2ª Guerra Mundial fora aliado do seu- que o músico Woody Guthrie gravou uma canção (intitulada «Señorita Pavlichenko») em sua honra. Ali também foi presenteada com uma pistola Colt 45 e com uma espingarda Winchester decoradas com motivos personalizados. Imagino o sucesso desta mulher no seu périplo pelos 'states', país onde se idolatram as armas de fogo; que, a verdade seja dita, tão gravosas consequências tiveram (e têm) no quotidiano dos norte-americanos. Esta mulher de armas fez -depois de ter deixado a tropa e conquistado a paz- estudos universitários e licenciou-se em História. Mas morreu prematuramente, com 58 anos de idade.

VISITANTES ILUSTRES DA REMOTA GEÓRGIA DO SUL

A Geórgia do Sul forma (com as ilhas Sandwich do Sul) um território ultramarino da coroa britânica. Situa-se numa área remota do oceano Atlântico, a sudeste do arquipélago das Falkland. Ocupa uma área de terras estéreis com 3 755 km2 e tem uma população permanente de poucas centenas de pessoas; que são , essencialmente, cientistas e gente ligada à indústria da pesca e da caça aos cetáceos. Esta última actividade é hoje apenas praticada pelos japoneses. Esse território é tão longínquo e agreste (é montanhoso e tem picos culminando a cerca de 3 000 metros) que pouca gente por ali se aventura... A administração postal do território emitiu (há já alguns anos) esta bonita série de selos (imagem de topo) em homenagem aos navegadores que por ali se arriscaram; e que foram, quase todos eles, membros de expedições polares... (Clique com o rato na imagem para a ampliar).