domingo, 25 de dezembro de 2016

PRESÉPIO


Presépio : tradição e fé no Cristo Redentor.

O NOSSO MUNDO É BELO (100) : BRUNEI

DE KÁDÁR

Esta belíssima aguarela intitula-se «Figuras numa Praça» e é da autoria de Béla Kádár (1877-1955). Kádár era natural da Hungria e tinha raízes judaicas. Nascido no seio de uma família rural e pobre, foi aprendiz de ferreiro na sua mocidade. Dedicou-se muito cedo às artes plásticas e a sua obra sofreu muitas e variadas influências, tais como as das escolas Blau Reiter, Cubista, Futurista, Neo-Primitivista, etc. Transferiu-se para a Europa ocidental relativamente cedo, onde começou a mostrar as suas telas em exposições organizadas nas principais cidades. Tem obras expostas em prestigiosos museus internacionais e nas mãos de ricos coleccionadores.

sábado, 24 de dezembro de 2016

MOSCATEL DO DOURO

Referenciado -tal como o de Setúbal, seu rival no mercado doméstico- como um dos melhores vinhos moscatéis do mundo, este néctar tem coleccionado (assim como o vinho da península sadina) prestigiosos prémios internacionais. Que colocam a nossa vitivinicultura entre as melhores do planeta. E os nossos vinhos produzidos com a famosa casta entre os melhores licorosos de sempre. As festas de Natal e do 'réveillon' até podem servir de teste... Para beber, todavia, com moderação.

JÁ OUVIU PRONUNCIAR O NOME DE ANTÓNIO GALVÃO ?


Provavelmente nunca ! -Embora esse homem tenha sido uma figura de particular relevo na épica História de Portugal do século XVI.
Presumem alguns historiadores que António Galvão tenha nascido na Índia por volta de 1490. Mas também há quem diga que era natural de Lisboa. Certo é que era filho do cronista e diplomata Duarte Galvão, autor da «Crónica do Mui Alto e Mui Esclarecido Príncipe D. Afonso Henriques, Primeiro Rei de Portugal». De qualquer modo, António Galvão passou muito anos no Oriente, onde os seus conhecimentos e experiência da região contribuíram para que fosse empossado no cargo de capitão e governador das ilhas Molucas. Pacificou esse território, do qual foi bom administrador, e ali mandou erigir -a expensas suas- muitas igrejas. Facto que lhe valeu o epíteto de «Apóstolo das Molucas». Veio para a Europa sem um tostão no bolso (em estado de profunda miséria, dizem alguns), vivendo da caridade alheia; que ele retribuiu servindo, durante 17 anos (os últimos da sua vida), no Hospital Real de Todos os Santos, em Lisboa. Escreveu o «Tratado dos Descobrimentos Antigos e Modernos Feitos Até à Era de 1550»; obra que, apesar de encerrar alguns erros. se tornou notável pela vasta e importante informação transmitida nos domínios da botânica, da zoologia, da geografia, da antropologia e da etnografia. Livro tão importante, que foi traduzido em língua inglesa logo no ano de 1601. António Galvão -que, mesmo entre nós, continua a ser um ilustre desconhecido- faleceu na capital do reino a 11 de Março de 1557.

'CORACIAS GARRULUS'

O rolieiro-europeu (de seu nome científico 'Coracias garrulus') pertence à família dos coracídeos e é -sem dúvida- uma das mais belas aves do nosso continente. Dürer ilustrou-a em 1512 e a espécie foi descrita e classificada, em 1758, pelo naturalista sueco Lineu. Tem a cabeça e o ventre azuis-esverdeados, o dorso coberto de plumagem castanha-avermelhada e as asas apresentam dois tons de azul. Tem uma envergadura média de 65 centímetros e um comprimento superior a 30 centímetros. É uma ave migratória que pode observar-se, no Verão, em toda a península Ibérica (mas não só) e que voa, no Inverno, para regiões sub-saarianas. O rolieiro-europeu alimenta-se de insectos, de batráquios, de pequenos répteis e de pequenos roedores, que ele captura na sequência de voos picados. Os rolieiros nidificam no mês de Maio em troncos de árvore ocos, onde as fêmeas põem 4-7 ovos. As crias nascem após 19 dias de incubação e com 28 dias de vida estão prontas a voar. É uma espécie ameaçada e, por essa razão, protegida em vários países da Europa.

A CRISE NO SPORTING

O desbocado J. J., treinador do clube que, anteontem, venceu (graças a um 'milagre' de ultíssimo minuto) o Belenenses, já andava de orelhas murchas por causa dos lenços brancos e de outras manifestações mal-humoradas dos adeptos sportinguistas; que começam a perceber que ele é um logro e o querem ver pelas costas. A última desculpa do referido e provocador técnico é a seguinte : «a crise do Sporting chama-se Jorge Sousa». Isto, numa tentativa desesperada de transferir para o árbitro do penúltimo 'derby' lisboeta as culpas do seu mau trabalho, das suas más escolhas. O Benfica está actualmente no topo da classificação da 1ª Liga por mérito dos seus jogadores (que trabalham num clima de serenidade que não existe em Alvalade) e do seu técnico, que está farto de provar que é muito mais competente e muito mais esperto que o tal Jesus. E que é (o Rui Vitória), sobretudo, um homem mais razoável e discreto do que o seu rival. Se o segundo 'salvador' da nação sportinguista (o primeiro é, obviamente o excitadinho do cigarro electrónico) não perceber isto, então é porque as ameaças que, a médio termo, pairam sobre a sua pobre cabeça lhe andam a toldar o juízo. Há efectivamente crise no Sporting, mas foi engendrada por um ser bicéfalo (mas, ainda assim, sem miolos) que se chama Bruno Jorge de Carvalho Jesus. Disso não tenho eu dúvidas.


Agremiação secular e com indesmentíveis pergaminhos no desporto nacional (no seu todo), o Sporting Clube de Portugal é, também, uma das potências do futebol europeu. Não me lembro de ter visto jogar a famosa formação dos 'Cinco Violinos', mas ainda me recordo de ter visto evoluir -nos campos do Barreiro- o Vasques, o Travassos e o Albano (e outras vedetas do Sporting desse tempo), já depois de extinta aquela que foi uma das mais temíveis e eficientes linhas avançadas do futebol português e mundial; que eu continuo a admirar. Por essa e por outras razões, sempre senti muito respeito pelo grande S. C. P.. E enquanto adepto de um clube rival, sempre recusei alinhar na 'guerra suja' que os divide e que muito contribuiu para contaminar o futebol luso. Muito especialmente com ditos e mexericos, que me agoniam. Mas o que aqui acima escrevi é sincero. Estou convencido que os visados são, ambos, responsáveis pelo clima detestável que envenena o nosso futebol e pelo declínio desportivo dos leoninos.