quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

'REMEMBER' PEARL HARBOR

Comemora-se hoje -dia 7 de Dezembro de 2016- o 75º aniversário do ataque-surpresa a Pearl Harbor (a maior e mais poderosa base militar norte-americana das ilhas Hawai) pelas forças aeronavais japonesas. Acto que acabou por arrastar os Estados Unidos para a 2ª Guerra Mundial e por ser determinante (apesar dos desaires iniciais) no desfecho do conflito e na vitória das nações aliadas sobre o Eixo. Devido ao seu poderio económico-industrial, os 'states' tornaram-se num dos mais importantes arsenais da coligação anti-fascista, fornecendo armamento moderno às nações empenhadas -a seu lado- numa luta de morte contra os regimes belicistas de Hitler, de Mussolini e de Hiro Hito; que acabariam por ser definitivamente derrotados em 1945. Para não esquecer !

«SILÊNCIO»

«Silêncio» («Silence») é o último filme realizado por Martin Scorsese. Será estreado nos EUA ainda este mês (por altura do Natal) e está previsto que chegue aos ecrãs portugueses pouco depois. «Silêncio» é a adaptação cinematográfica do romance homónimo de Shusaku Endo, que foi um 'best seller' mundial. No elenco deste filme (inteiramente rodado em Taiwan, colorido e com uma duração de 160 minutos) destacam-se os actores Andrew Garfield, Liam Neeson, Adam Driver, Tadanobu Asano, Ciarán Hinds, Shynia Tsukamoto e Yosuke Kubozuka. A história contada situa-se no Japão do século XVII, onde os missionários jesuítas portugueses (que ali tentam difundir o catolicismo) são alvo de feroz perseguição por parte das autoridades locais. Perseguição que se abate com especial violência sobre os padres Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe, que procuram -no país dos samurai- um seu correligionário, o padre Cristóvão Ferreira, que teria, depois de ser torturado, abjurado da sua fé em Cristo. Alguns críticos, que já tiveram a ocasião de assistir a projecções privadas deste filme (que, há 30 anos, Scorsese desejava realizar), apontam-no como um sério candidado aos óscares. Aguardamos (com muita impaciência) para ver este filme, que tem a particularidade (rara) de abordar um tema da nossa História.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O NOSSO MUNDO É BELO (97) : BÉLGICA

UM BELÍSSIMO TRABALHO DE HORNAK

Esta vistosa tela é obra do artista plástico Ian Hornak; um pintor norte-americano, nascido em Filadélfia no ano de 1944, que foi um dos fundadores da escola hiper-realista . A obra aqui apresentada intitula-se «Sunflowers with Makaw», o que se traduz na nossa língua por 'Girassóis com Arara'. O artista supracitado faleceu, prematuramente, em 2002.

RECORDAÇÕES : LE HAVRE-DE GRÂCE

Esta fotografia mostra a zona marginal e a praia da cidade do Havre, na Normandia. Foi fundada no século XVI por Francisco I, rei de França, junto à foz do rio Sena; que pode ver-se em segundo plano. Mas desse tempo nada (ou quase nada) resta, devido aos bombardeamentos intensivos feitos, durante a última grande guerra, pelas aviações aliadas; que a arrasaram completamente (quando estava ocupada pelas tropas nazis), ao ponto de uma testemunha dizer da cidade, observada após a sua libertação, em 1945, que «tinha apenas 1 metros de altura». Conheço bem esta cidade industrial-portuária (com cerca de 300 000 almas na sua área urbana), onde trabalhei largos meses e onde conheci uma importante comunidade lusa. Da qual é figura emblemática o 'Toino das Neiges', proprietário do restaurante Arcada Portuguesa; que agora funciona na vizinha e burguesa Sainte-Adresse. O Havre foi reconstruído no pós-guerra sob as directivas do arquitecto Auguste Perret. Foi sede de um Consulado de Portugal, há muitos anos extinto.

NAVIOS MISTOS

Quando, no último quartel do século XIX, se começaram a adaptar as máquinas de propulsão a vapor aos navios ditos de alto mar, os armadores não confiaram em absoluto nessa nova tecnologia e, por causa disso, continuaram a manter em uso, nas suas embarcações, os tradicionais mastros e respectivo velame. Nasceu, então e assim, uma nova categoria de navios ditos mistos; porque recorriam, simultaneamente, ao emprego da milenar força eólica e à revolucionária invenção de Robert Fulton, o engenheiro norte-americano que concebeu o primeiro navio a vapor de transporte de passageiros. Essa situação perdurou até inícios do século XX; até ao momento em que a nova técnica se afirmou definitivamente e relegou os ancestrais panos para uso exclusivo dos 'sportmen', amadores de regatas. O navio que ilustra este texto é o «Ebro», uma embarcação (de passageiros e carga) desse período de transição, que hasteou bandeira espanhola; e que, no decorrer da sua vida activa, operou no mar Mediterrâneo, entre a Catalunha e as ilhas Baleares.

PASSANDO PELA BEIRÃ, À DESCOBERTA DE UM ALENTEJO DIFERENTE

Nas chuvosas tarde e noite do passado sábado estive na Beirã, uma aldeia norte-alentejana da raia. Para ali assistir a um concerto de Natal, patrocinado pelo INATEL e abrilhantado pelo Grupo Coral «Estrela da Planície», de Comenda. Apesar de próxima da minha terra, confesso que não conhecia a Beirã, localidade que foi, até há tempos recentes, a última paragem ferroviária do extinto ramal de Cáceres. Por onde circulavam comboios de mercadorias, mas, também e sobretudo, de passageiros, como o prestigioso 'Lusitânia Expresso', que ligava Lisboa a Madrid pela via mais directa. Parece, a dar fé no que me foi dito, que a localidade -que surgiu praticamente ao mesmo tempo que a ferrovia e o estabelecimento da respectiva estação- sofreu bastante com a supressão da referida linha; que retirou protagonismo à Beirã e que a privou de actividades que sustentavam a sua economia. Prometi a mim próprio que lá voltaria, numa altura mais amena do ano. Para visitar essa simpática e hospitaleira localidade de fronteira, que faz parte, administrativamente falando, de Marvão. Localidade inserida numa região, banhada pelo rio Sever, com atractivos para os turistas que procuram, para os seus dias de lazer, algo de diferente. Como, por exemplo, a gastronomia, a paisagem (rude, mas com encanto) e a riqueza do seu património arqueológico; que ali é particularmente rico em antas e dólmenes. Outra curiosidade da Beirã -para além da antiga estação, que está decorada com belíssimos azulejos- é, sem dúvida, o imponente Penedo da Rainha (erigido, pela, Natureza, praticamente na linha de fronteira), em cujo sopé terá descansado a rainha D. Leonor de Áustria -irmã do imperador Carlos V- que por ali passou com o seu séquito a caminho de Lisboa, no mês de Novembro de 1518, para ir casar-se com el-rei D. Manuel I.