quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CINE-NOSTALGIA (51)

Arquétipo do filme de piratas, «O CAPITÃO BLOOD» («Captain Blood») foi estreado em 1935 e está na origem da formação de um trio (formado por Michael Curtiz, Errol Flynn e Olivia de Havilland) que conquistaria -com esta e com outras fitas- o favor das plateias mundiais. Inspirado num romance de aventuras da autoria do popular escritor Rafael Sabatini, esta película foi produzida pela Warner Bros, tem fotografia a preto e branco e uma duração de aproximadamente 120 minutos. Sinopse : na Inglaterra do século XVII, um jovem clínico -Peter Blood- é deportado para as Caraíbas (na condição de escravo), por ter prestado assistência médica um rebelde à autoridade real. Ali, depois de ter passado pelas agruras reservadas aos condenados, Blood tem a sorte de aliviar o sofrimento do governador da Jamaica, que sofre de gota. Beneficiando, agora, de um estatuto especial de semi-liberdade, o médico apaixona-se por Arabella Bishop, sobrinha do seu aristocrático e poderoso paciente. Mas, aproveitando-se de um violento ataque de flibusteiros espanhóis à colónia britânica onde está desterrado, Blood liberta alguns companheiros de desgraça, apodera-se de um navio e vai procurar refúgio no mar das Caraíbas; onde, naquele tempo, imperava a lei do mais forte. Vivendo à margem da lei, o novo pirata aborda e pilha todos os navios que encontra, inclusive os da marinha do rei de Inglaterra Jaime II, que o condenou ao degredo. Esse estado de coisas vai mudar com a morte e substituição no trono desse impopular soberano. Blood e os seus companheiros de aventuras são indultados, depois de terem mudado o rumo das suas vidas e de terem, entretanto, prestado serviços inestimáveis à coroa britânica; e o antigo capitão pirata pode agora, livremente, fazer a corte à bela e doce Arabella... Acção é o que não falta neste filme, onde os duelos à espada, as abordagens e os canhoneios entre navios são particularmente espectaculares. «O CAPITÃO BLOOD» resta um filme muito agradável de ver/visionar, 80 anos após a sua estreia nas salas de cinema. Com a marca dos grandes clássicos hollywoodianos, esta película já tem edições videográficas em praticamente todos os países do mundo. Eu tenho uma cópia desta fita de Michael Curtiz (com imagem e som perfeitamente restaurados) editada em França.

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