sexta-feira, 2 de maio de 2014

AZEITES DE LUXO PODEM SER UMA NOVA FONTE DE RECEITAS PARA O PAÍS

Já aqui tive a ocasião de referir que o nosso país produz alguns dos melhores azeites do mundo. Prova disso é que, todos os anos, os azeites 'made in Portugal' são premiados no estrangeiro, com galardões que atestam a sua pureza e as excelentes técnicas de fabrico dos nossos produtores. E isso não admira. Porque Portugal é provavelmente -de todos os países mediterrânicos- aquele onde a oliveira cresce e prospera por todo o território. Temos óleos de azeitona tão reputados em Trás-os-Montes, como nas Beiras ou no Alentejo. A propósito desta última região produtora de azeites (e que azeites !) quero lembrar que só a Herdade do Marmelo (propriedade de uma conhecida e galardoada marca oleícola nacional) tem aqui um olival de 10 000 hectares, onde crescem 10 milhões de oliveiras ! Que é o maior do nosso país e, porventura, o mais extenso do mundo. Isto dito, o que eu quero mesmo referir é que Portugal ainda vende o essencial da sua produção ao preço (passe o termo) da uva mijona. Já é tempo dos nossos produtores  colocarem no estrangeiro -a par de azeites de qualidade a preços acessíveis- uma gama de azeites de luxo a preços que os ricos estão dispostos a pagar pelos produtos de excelência. Como já o fazem espanhóis, franceses e italianos. Que, em frasquinhos dignos dos mais reputados perfumes, os vendem a preços inacessíveis (muitas dezenas de euros) ao comum dos mortais. No estrangeiro, o luxo paga-e e é um sector em plena progressão, onde a crise é desconhecida. Aqui deixo um forte incentivo aos nossos oleicultores e mostro aos leitores deste blogue algumas fotografias de azeites de luxo (todos de origem estrangeira) colocados mas melhores lojas do mundo. Onde são vendidos aos preços de custo dos melhores uisques e dos melhores conhaques.

MARTIM MONIZ - HERÓI OU MITO ?

Herói da tomada de Lisboa aos mouros, ocorrida em 1147. Segundo a tradição, Martim Moniz -um guerreiro de D. Afonso Henriques- terá facilitado a entrada da cidade aos cristãos, atravessando o seu corpo numa das portas da fortaleza que a defendia. Quanto à veracidade deste acontecimento, os historiadores dividem-se. Contestado por uns, realçado por outros, este episódio só começou a ganhar consistência tardiamente (no século XVII), após ter sido relatado por frei António Brandão. Aqueles que defendem a sua veracidade, apoiam-se num texto atribuído ao cruzado Osberno, que (na sua narração sobre a conquista de Lisboa) se refere a um feito em tudo similar à tradição. Os lisboetas conhecem este guerreiro medieval (real ou lendário), graças a uma praça da baixa que perpetua o seu nome. E eu lembro-me dele, porque nos compêndios de História de Portugal dos meus tempos de menino, o seu nome era evocado sem 'nuances' e apontado como um herói sem medo e sem mácula e como um exemplo de sacrifício patriótico e consentido da própria vida. Pela pátria !

MARINHO E PINTO E A AMARGA EXPERIÊNCIA DA EMIGRAÇÃO

Numa entrevista concedida (e publicada em 30 de Abril) a dois profissionais do «Jornal de Notícias», o Dr. Marinho e Pinto -ex-bastonário da Ordem dos Advogados e candidato às eleições europeias pelo MPT - Partido da Terra- falou sobre o drama da emigração. Transcrevo algumas linhas dessa entrevista, com a devida vénia ao supracitado e conceituado diário nortenho : «Sou filho de emigrantes. Os meus pais emigraram para o Brasil, a partir de Leixões, a 10 de Março de 1951. Tinham 26 anos, eu tinha oito meses, cumpridos nesse dia. Da memória que tenho, os meus pais eram patriotas até à medula. Um dia, tinha para aí oito anos, perguntei ao meu pai se gostava tanto de Portugal, porque tinha ido para o Brasil, e ele disse-me : 'em Portugal não há futuro para nós'. Há três anos, a minha filha veio ter comigo e disse-me : 'pai, vou embora. Aqui não há futuro para nós'. E lá foi, com os meus três netos. Foi aí que sofri o grande solavanco da minha vida de adulto. 60 anos depois, a minha filha foi para o estrangeiro pelas mesmas razões que os meus pais. Alguma coisa está errada neste país e eu também sou responsável por isso. Decidi chegar-me à frente. Dizer o que penso, seja populismo, seja o que for».

quinta-feira, 1 de maio de 2014

VELHA RELÍQUIA

Este veículo, de forma arcaica, pertenceu ao material rolante da CP, a Companhia Portuguesa de Caminhos-de-Ferro. Operou há muitas décadas atrás na linha do Vouga e é, hoje, apenas uma recordação para todos aqueles que tiveram a ocasião de nele viajar. Aqui, onde foi fotografada por autor que eu não conheço, a velha automotora está estacionada na estação de Sernada do Vouga.

OLHAI E BABAI-VOS

Há muito tempo que me interesso pela heráldica municipal. Tanto portuguesa, como estrangeira. Mas, confesso que nunca conheci nenhum brasão de armas tão 'saboroso e convidativo' como o da Freguesia da Mealhada. Que, como podem verificar, nos oferece tudo o que a região tem de bom para dar aos visitantes. A saber : um apetitoso leitão (assado no espeto à moda da região) e os seus vinhos (algo acidulados), aqui representados pelos cachos de uvas que os produzem. Ohai e babai-vos.

FINAL MADRIDISTA EM LISBOA

Depois de ter afastado, sem remissão, o Chelsea de Mourinho, o Atlético de Madrid vai disputar, em Lisboa, a final da 'Champions' com o seu prestigioso vizinho e rival Real Madrid. Difícil antever quem ganhará o prestigioso troféu em disputa, considerando o valor de ambas as formações. De qualquer modo, será um dia em cheio para a capital portuguesa, que verá afluir às suas ruas muitos milhares de adeptos dos dois clubes; com as consequências benéficas para o turismo que se adivinham. É que o futebol deste nível arrasta multidões e movimenta rios de dinheiro. O que é bom para a economia do país, que vive muito à custa da visita dos estrangeiros. Cá estaremos para ver o jogo (na TV, obviamente) e para deixar um pequeno comentário sobre esse apoteótico desafio entre 'merengues' e 'colchoneros'.Cujas equipas utilizam, ambas, atletas nacionais.

VIVA O 1º DE MAIO, DIA DE CELEBRAÇÃO E DE LUTA

Hoje é dia de sair às ruas para celebrar os mártires de Chicago (mas não só) e de desfraldar as bandeiras das justas reivindicações dos trabalhadores : Mais emprego ! Melhores salários ! Mais segurança ! Mais respeito por quem produz ! Mais justiça ! -Hoje é dia de sair às ruas, para que os senhoritos que nos (des)governam -impantes de arrogância- não pensem que têm a partida ganha. E que os favores que fazem ao patronato, em prejuízo de quem trabalha, são definitivos. Desenganem-se !