quarta-feira, 8 de maio de 2013
SÓ PARA GULOSOS
quinta-feira, 2 de maio de 2013
FILME SUBLIME


Ontem apeteceu-me rever uma película que já não via há muitos anos. Uma fita que os críticos de cinema (e muitos cinéfilos ordinários, como eu) consideram uma das mais belas histórias de amor ocorridas em tempo de guerra. Estou-me a referir à obra-prima de Mikhail Kalatozov «Quando Passam as Cegonhas». Apesar de já ter visto esta obra meia dúzia de vezes, ainda assim me emocionei com o curto idílio vivido, no ecrã, por Tatiana Samoilova (no papel de Verónica) e Alexei Batalov (no de Boris). A acção deste maravilhoso filme russo começa em Moscovo, no ano de 1941, quando as hordas germânicas invadem (sem declaração de guerra) o território da União Soviética e Boris se alista no exército vermelho. Para acabar por desaparecer no turbilhão desse trágico conflito. Depois da vitória, Verónica, que, na ausência prolongada do namorado, acaba por casar com outro, vai à estação de caminhos-de-ferro com um braçado de flores esperar aquele que ela ainda ama. Mas, ali, recebe a confirmação da morte de Boris na frente de combate. E, numa homenagem àquele que perdeu, mas também a todos os que se bateram pela mãe-pátria, distribui, entre lágrimas, as flores que cingia ao peito pelos sobreviventes de uma guerra avassaladora. Que tudo lhe levou. Contado assim, de maneira condensada e pouco hábil, pensará quem me lê que «Quando Passam as Cegonhas» é apenas e simplesmente um melodrama. Sem outro conteúdo. Desenganem-se, porém, os incautos. Esta película é muito mais do que isso. Rodado em 1957, em pleno período do degelo estalinista, este filme é, para além do drama patético e doloroso que se adivinha, uma obra inteligentemente romântica, que também deu que falar pela sua audácia técnica. Que tanto impressionou os especialistas ocidentais. Os actores são todos excelentes, a começar por Tatiana Samoilova, que, de um momento para o outro, se tornou na actriz preferida da população da U.R.S.S. e também muito apreciada no mundo ocidental, sobretudo na Europa. Não creio que este filme tenha tido edição DVD entre nós. O meu videograma foi adquirido em Espanha por 7 miseráveis euros. Só é pena não ter legendagem na nossa língua. Mas pode ser seguido em castelhano ou na versão original com legendagem na língua de Cervantes. Os extras são muito ricos, pois contêm (entre outras coisas interessantes) um documentário sobre a actriz principal, as recordações de Alexei Batalov sobre o filme e, curiosamente, o desfile militar de 1941 na Praça Vermelha.
A VIDA...
BEBER SIM, MAS COM MODERAÇÃO
Este cartaz de origem francesa, que data, muito provavelmente, de inícios do século passado, adverte a população (sobretudo a masculina) contra os perigos do excesso de álcool. E ilustra -de maneira muito dissuasiva- as consequências funestas do vício, mostrando os órgãos do corpo humano que mais sofrem com a ingestão incontrolada de bebidas espirituosas. Interessante, não é verdade ? (Clique na imagem para a ampliar).
ISTO É FUTEBOL !

/////////// É muito provável que as sucessivas eliminações -na 'Champions'- do Real Madrid e do F. C. Barcelona, frente aos clubes alemães do Borussia de Dortmund e do Bayern de Munique, assinalem, por alguns anos, o declínio das supracitadas equipas espanholas (consideradas das melhores do mundo) e o ressurgir dos clubes alemães; que, durante muito tempo, nós vimos, apenas, como formações mais capazes de se impor pelo seu jogo físico (e até algo rude) do que, propriamente, pela beleza técnica dos seus passes e pelo desenho de uma estratégia ganhadora. Ora, o que nós vimos nestes últimos dias, vem desenganar aqueles que professavam essa ideia. Porque o que o Borussia e o Bayern mostraram esta semana, foi um futebol bonito, inspirado e terrivelmente eficaz. Que está aí (penso eu) para durar. Há que reconhecer o mérito a estes dois clubes alemães e desejar que, na final de Wembley, ganhe o melhor. E que o desafio em causa -que determinará o campeão da Europa- tenha a beleza e a espectacularidade agora esperada.
ORA BOLAS !!!
Não sei quem é o autor estrangeiro desta bonita (embora fantasiosa) ilustração, que representa Bartolomeu Dias, o audacioso navegador português, que, pela primeira vez -em 1488- abriu as portas da Índia, ao dobrar o longínquo e temível cabo das Tormentas. Que, pouco tempo volvido, se chamou da Boa Esperança. Tudo bem. Louvo o esforço do ilustrador, que através deste seu trabalho, tentou recrear uma das grandes etapas da História das Descobertas, de que tanto nos orgulhamos. O problema é que os navios de tão insigne mareante, em vez de ostentarem a flâmula de el-rei D. João II, ao tempo soberano do Reino de Portugal, se apresentam aqui com a bandeira de... Castela. Ora bolas ! Que pena ! Outro detalhe que me incomoda, por não ser conforme à realidade, é o das naus. Que, como é sabido, não participaram na referida expedição de Dias. Que esteve nessa sua memorável viagem com caravelas latinas...
DO BOAVISTA ?...

Não ! Não é um antigo autocarro do Boavista Futebol Clube. Este veículo axadrezado, datando do período de entre duas guerras (mundiais), é apenas uma viatura publicitária da marca de massas (francesa) 'Pèr' Lustucru. Que ainda hoje existe, embora com o nome reduzido ao derradeiro vocábulo. Nem sei até se o axadrezado deste carro era de cores preta e branca...
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