O símbolo heráldico que hoje vos ofereço é o da cidade de Los Angeles, Califórnia. Acho-o extremamente bonito e vistoso. Os seus elementos principais fazem referência às potências que controlaram politicamente a urbe ao longo da sua existência : Espanha, México, República da Califórnie e, finalmente, Estados Unidos da América. Os elementos vegetalistas (apostos no exterior do brasão) mostram alguns dos frutos produzidos, em abundância, nos campos californianos : azeitonas, uvas, laranjas. Todos eles (e muitos mais) foram introduzidos na região pelos colonos de origem europeia. A cidade de Los Angeles foi fundada em 1781 por missionários espanhóis com o extenso e complicado nome de Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles del Río Porciúncula. Isto depois da sua baía ter sido descoberta, no ano de 1542, pelo navegador português (ao serviço do reino vizinho) João Rodrigues Cabrilho. Los Angeles ( ou simplesmente L.A., como os norte-americanos gostam de chamar-lhe) é, hoje a 2ª maior cidade do país, depois de Nova Iorque. A sua área urbana é habitada por perto de 19 milhões de almas. Estive lá 3 dias em 1999 e achei-a menos interessante do que San Francisco, que é muito mais segura e tem um charme particular, único. Mas guardo boas recordações de L.A.; sobretudo de Olvera street (núcleo original da cidade), do passeio da fama, de Santa Mónica, de Beverly Hills (o luxuoso poiso das estrelas de cinema) e de Hollywood, onde pernoitei.
(a foto anexada mostra o bloguista diante dos estúdios Universal, visita obrigatória, divertida e inesquecível para todos aqueles que passam pela chamada Meca do Cinema).
sábado, 3 de outubro de 2009
PARA QUE SE SAIBA : O NOME DE BOTAFOGO
O bairro de Botafogo, situado a sul da ‘Cidade Maravilhosa’, é conhecido -no mundo inteiro- graças ao turismo e, também, ao Botafogo de Futebol e Regatas, cujas origens remontam a 1904. O clube alvinegro é, efectivamente, uma das agremiações desportivas mais conhecidas do Brasil no domínio do futebol e pertence ao naipe de quatro equipas de elite que (com o Fluminense, o Flamengo e o Vasco da Gama) animam as tardes desportivas dos cariocas. Lembramos que o último clube citado entre parênteses foi fundado por membros da numerosa comunidade lusa do Rio e que o seu nome e emblema aludem, claramente, a um herói do período das Grandes Descobertas; que, por acaso, nunca esteve no Brasil.
O que é curioso é que o bairro de Botafogo também tem muito a ver com essa época da nossa História e que o clube local até poderia ter adoptado o emblema do seu rival de S. Januário. É que o nome do lugar (e, por via de consequência, o da conhecida associação carioca) ficou a dever-se ao alentejano (de Elvas) João Pereira de Sousa, que, pelos serviços prestados à pátria na luta contra os Franceses e contra os índios Tupi, seus aliados, recebeu da Coroa de Portugal aquelas terras ribeirinhas da baía de Guanabara. Terras que, desde então, ficaram a ser conhecidas por Botafogo, sobrenome do supracitado.
A alcunha de João Pereira de Sousa, o ‘Botafogo’, provém do facto dele ter desempenhado, com rigor, o cargo de artilheiro-mor a bordo do famoso galeão do século XVI «São João Baptista». Navio da nossa armada que devido ao seu arrasador poder de fogo -demonstrado aquando da conquista de Tunis, no dia 13 de Julho de 1535- passou, também ele, a usar esse surpreendente e temível epíteto.
O que é curioso é que o bairro de Botafogo também tem muito a ver com essa época da nossa História e que o clube local até poderia ter adoptado o emblema do seu rival de S. Januário. É que o nome do lugar (e, por via de consequência, o da conhecida associação carioca) ficou a dever-se ao alentejano (de Elvas) João Pereira de Sousa, que, pelos serviços prestados à pátria na luta contra os Franceses e contra os índios Tupi, seus aliados, recebeu da Coroa de Portugal aquelas terras ribeirinhas da baía de Guanabara. Terras que, desde então, ficaram a ser conhecidas por Botafogo, sobrenome do supracitado.
A alcunha de João Pereira de Sousa, o ‘Botafogo’, provém do facto dele ter desempenhado, com rigor, o cargo de artilheiro-mor a bordo do famoso galeão do século XVI «São João Baptista». Navio da nossa armada que devido ao seu arrasador poder de fogo -demonstrado aquando da conquista de Tunis, no dia 13 de Julho de 1535- passou, também ele, a usar esse surpreendente e temível epíteto.
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