sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
RECORDAÇÃO DE UM DOS MAIORES PAQUETES DE SEMPRE
Trabalhei periodicamente num estaleiro naval do Havre, cidade que tem o segundo maior porto de França e um dos maiores da Europa. Esse porto serviu de base (passe o termo militar) ao «France», que era, nesses longínquos anos 60/70 (de um outro século), o mais longo paquete do mundo. Tive a sorte de assistir, um dia, às operações de acomodação deste navio na sua doca seca exclusiva. Uma doca gigantesca (nessa época), já que o navio que justificou a sua construção media 316 metros de comprimento. O «France» foi um dos emblemas da cidade do Havre e até do país; e lembro-me que, quando este símbolo do ‘savoir-faire’ gaulês em matéria de construção naval foi retirado do activo (antes de ser vendido a um armador norueguês), esse acontecimento provocou uma onda de tristeza e de indignação em França. Uma canção –escrita e interpretada por Michel Sardou- até chegou a resumir o estado de alma que, então, ensombrou toda a nação francesa. O estribilho da dita dizia :
Ne m’appelez plus jamais ‘France’
La France m’a laissé tomber
Ne m’appelez plus jamais ‘France’
C’est ma dernière volonté.
E reclamava, numa das suas quadras, um fim mais digno para aquele que fora um gigante dos mares e o embaixador itinerante da nação nas rotas do Atlântico :
Que le plus grand navire de guerre
Ait le courage de me couler
Le cul tourné à Saint Nazaire
Pays breton où je suis né.
Depois de ter navegado, durante uns anos com o nome de «Norway», este explêndido navio (construído para a Compagnie Générale Transatlantique) viu, uma vez mais, o seu nome alterado em 2002. Desta feita para «Blue Lady». A sua demolição, efectuada por um estaleiro especializado de Alang (Índia) terminou no início do ano em curso. Adieu «France»...
Ne m’appelez plus jamais ‘France’
La France m’a laissé tomber
Ne m’appelez plus jamais ‘France’
C’est ma dernière volonté.
E reclamava, numa das suas quadras, um fim mais digno para aquele que fora um gigante dos mares e o embaixador itinerante da nação nas rotas do Atlântico :
Que le plus grand navire de guerre
Ait le courage de me couler
Le cul tourné à Saint Nazaire
Pays breton où je suis né.
Depois de ter navegado, durante uns anos com o nome de «Norway», este explêndido navio (construído para a Compagnie Générale Transatlantique) viu, uma vez mais, o seu nome alterado em 2002. Desta feita para «Blue Lady». A sua demolição, efectuada por um estaleiro especializado de Alang (Índia) terminou no início do ano em curso. Adieu «France»...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A RESPOSTA DO MARECHAL FOCH
Em Novembro de 1918, depois de terminados os mortíferos combates da Grande Guerra (1914-1918), Ferdinand Foch –marechal de França e comandante supremo dos exércitos aliados- recebeu no seu gabinete a delegação alemã, que vinha inteirar-se das condições do armistício. Na presença dos plenipotenciários tudescos, o marechal pegou numa folha (que retirara, instantes antes, da gaveta da sua secretária) e começou a ler em voz alta uma série de cláusulas. Visivelmente assustado com aquilo que acabara de escutar em silêncio, o chefe da representação germânica exclamou : «Senhor marechal, deve haver equívoco. Nenhuma nação civilizada ousaria impor condições dessa natureza a um adversário vencido». Resposta de Ferdinand Foch : «Folgo em ouvi-lo e informo Vossa Excelência que, com efeito, não são estas as nossas condições. Aquilo que acabei de ler foram as condições impostas pelos alemães à cidade de Lille, quando esta capitulou».
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