
sábado, 31 de dezembro de 2016
O ANO 2016 ESTÁ A ACABAR

O CAFÉ DE VAN GOGH


ANOS 60 : SAUDOSO R8 'GORDINI'


NO INVERNO...
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
O BARQUINHO DO RIO MINHO

O chamado Barquinho do Rio Minho foi usado pelas populações ribeirinhas daquele curso de água, que separa território do norte de Portugal de chão galego. Era uma embarcação comprida, esguia, que podia transportar, entre margens e/ou ao longo do rio, um máximo de 30 pessoas. Carregava, quando necessário, mercadorias variadas : pipas de vinho, areia, madeira e outros materiais de construção, etc. Também era usado, com alguma frequência, na faina piscatória. Esta embarcação tipicamente minhota (com casco quase sempre pintado de negro) era de fundo chato e sem quilha. Arvorava 1 único mastro (implantado à vante e removível), que hasteava uma vela quadrada ou de espicha. Mas o seu principal sistema propulsivo era a força humana, quando os seus esforçados barqueiros recorriam, nos troços pouco profundos do rio, ao uso da vara. O Barquinho do Rio Minho desapareceu na primeira metade do século passado, sendo suplantado pelo melhoramento da rede viária, pela construção de pontes e pelo subsequente progresso do tráfego rodoviário. Desenho do arquitecto Telmo Gomes.
FRUTOS ULTRABRILHANTES

«HOSPITAL REAL», EXEMPLO A SEGUIR

Aqui há dias, por puro acaso, topei -na televisão- com um episódio da série «HOSPITAL REAL»; cuja programação num canal da nossa TV me passara totalmente despercebida. O que muito lamento, pois, pelo que vi, pareceu-me que essa série galega é de altíssima qualidade; tanto do ponto de vista técnico, como interpretativo ou reconstitutivo. Tentei saber mais sobre o assunto e tomei nota de que se trata de uma história de amor e de mistério, que nos conduz em pleno século XVIII, ao chamado 'Hostal' dos Reis Católicos (de Santiago de Compostela), onde, entre muitas outras coisas mais, podemos assistir aos êxitos e insucessos da medicina do tempo. Pelo que pude ver (e foi pouco), estamos perante uma obra de grande fôlego e de imenso valor, que é uma excelente alternativa às fastidiosas telenovelas oferecidas (em doses cavalares) pela produção nacional. Os canais portugueses de televisão têm aqui, neste «HOSPITAL REAL», um excelente exemplo daquilo a que é costume chamar serviço público. Senhores guionistas, inspirem-se também na nossa História -tão rica e tão emocionante- para colherem matéria para as produções da TV. Basta de cretinices ! Para além dos muitos motivos que me seduziram nesta série, destaca-se o facto dela ser falada em língua galega. Perfeitamente entendível para quem queira fazer um pequeno esforço. Senão, existem as legendas em idioma português; que, por sinal, até é filho dos falares do Noroeste peninsular...
NAVEGANDO AO LONGO DAS COSTAS DA CALIFÓRNIA...


LUTO EM HOLLYWOOD

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
AI, AI OLEDO
CANTIGA DE OLEDO
Nasci nos campos de Oledo
Por lá mondei, guardei gado
Não há leira nem penedo
Que já não tenha pisado
Ceifei os campos de Idanha
Ganhando amargo sustento
P'ra além dos confins de Espanha
Voava-me o pensamento
Ai, ai Oledo !
Namora-me à noite
Que eu guardo segredo
Ai, ai Oledo !
Só dormes um sono
Levantas-te cedo
O meu amor abalou
E foi para terras de França
Em Oledo me deixou
Minha alma aqui não descansa
Oh minha andorinha negra
Só uma coisa de peço :
Que tragas em tuas asas
O meu amor de regresso.
*******************
Letra : Luís Simão
Música : Arlindo de Carvalho
CONHECE O 'VIBURNUM OPULUS' ?

CAMPEÃO 1955-56

SONHAR É FÁCIL...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
SIMPLESMENTE IMPRUDENTE !

terça-feira, 27 de dezembro de 2016
NATAL TRÁGICO


domingo, 25 de dezembro de 2016
HÁ NATAL E NATAIS...

Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão
E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão
Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão
José Carlos Ary dos Santos, in «As Palavras das Cantigas»
NAUS PORTUGUESAS DO SÉCULO XVI VISTAS (OU IMAGINADAS) POR ARTISTAS DE CIPANGO


A chamada arte Nanban floresceu durante 1 século, entre os anos 1500 e 1600 e foi inspirada pela chegada dos Portugueses. Os exemplares que sobreviveram ao tempo, sobretudo as telas, mostram cenas da vida dos primeiros europeus que demandaram aquelas exóticas paragens.
DE KÁDÁR

sábado, 24 de dezembro de 2016
MOSCATEL DO DOURO


JÁ OUVIU PRONUNCIAR O NOME DE ANTÓNIO GALVÃO ?

Provavelmente nunca ! -Embora esse homem tenha sido uma figura de particular relevo na épica História de Portugal do século XVI.
Presumem alguns historiadores que António Galvão tenha nascido na Índia por volta de 1490. Mas também há quem diga que era natural de Lisboa. Certo é que era filho do cronista e diplomata Duarte Galvão, autor da «Crónica do Mui Alto e Mui Esclarecido Príncipe D. Afonso Henriques, Primeiro Rei de Portugal». De qualquer modo, António Galvão passou muito anos no Oriente, onde os seus conhecimentos e experiência da região contribuíram para que fosse empossado no cargo de capitão e governador das ilhas Molucas. Pacificou esse território, do qual foi bom administrador, e ali mandou erigir -a expensas suas- muitas igrejas. Facto que lhe valeu o epíteto de «Apóstolo das Molucas». Veio para a Europa sem um tostão no bolso (em estado de profunda miséria, dizem alguns), vivendo da caridade alheia; que ele retribuiu servindo, durante 17 anos (os últimos da sua vida), no Hospital Real de Todos os Santos, em Lisboa. Escreveu o «Tratado dos Descobrimentos Antigos e Modernos Feitos Até à Era de 1550»; obra que, apesar de encerrar alguns erros. se tornou notável pela vasta e importante informação transmitida nos domínios da botânica, da zoologia, da geografia, da antropologia e da etnografia. Livro tão importante, que foi traduzido em língua inglesa logo no ano de 1601. António Galvão -que, mesmo entre nós, continua a ser um ilustre desconhecido- faleceu na capital do reino a 11 de Março de 1557.

'CORACIAS GARRULUS'


A CRISE NO SPORTING


Agremiação secular e com indesmentíveis pergaminhos no desporto nacional (no seu todo), o Sporting Clube de Portugal é, também, uma das potências do futebol europeu. Não me lembro de ter visto jogar a famosa formação dos 'Cinco Violinos', mas ainda me recordo de ter visto evoluir -nos campos do Barreiro- o Vasques, o Travassos e o Albano (e outras vedetas do Sporting desse tempo), já depois de extinta aquela que foi uma das mais temíveis e eficientes linhas avançadas do futebol português e mundial; que eu continuo a admirar. Por essa e por outras razões, sempre senti muito respeito pelo grande S. C. P.. E enquanto adepto de um clube rival, sempre recusei alinhar na 'guerra suja' que os divide e que muito contribuiu para contaminar o futebol luso. Muito especialmente com ditos e mexericos, que me agoniam. Mas o que aqui acima escrevi é sincero. Estou convencido que os visados são, ambos, responsáveis pelo clima detestável que envenena o nosso futebol e pelo declínio desportivo dos leoninos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)