
Há 30 anos, passei parte das minhas férias aqui, em Sant Elm, uma sossegada aldeia maiorquina, situada na costa leste, mesmo em frente da ilha Dragonera; que, ao tempo, já era uma reserva de aves marinhas, interdita de acesso ao comum dos turistas. Isso era no tempo em que eu ainda podia escolher o destino de descanso que me convinha. Porque trabalhava, produzia riqueza e essa situação tinha as suas compensações. Esta fotografia, sacada da Internet, deixou-me deveras surpreendido, pelo facto da referida povoação estar diferente. Tem mais hotéis (na altura em que lá estive só existia aquele edifício de 4 andares, que se pode ver à direita, junto à praia), tem mais vivendas de férias, tem muitos mais barcos de recreio no golfo. Ainda assim, parece-me que a evolução do povoado se fez com uma certa harmonia, sem os exageros que se cometeram na baía de Palma. Como em Magaluf ou Palma Nova, onde a construção de hotéis e outros complexos turísticos faz lembrar Portimão (sobretudo na zona da praia da Rocha) e outras cidades e vilas do litoral algarvio. Pelas quais, diga-se de passagem, não tenho a mínima apetência. Gostava de poder voltar a visitar Sant Elm. Mas, por agora e por óbvias razões, é missão impossível.
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