Este diorama (obra de exímio maquetista) mostra o último quadrado defensivo de George A. Custer, tenente-coronel do exército norte-americano e comandante do 7º Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos. A cena aqui recreada faz referência aos derradeiros instantes da batalha de Little Big Horn -travada em 25 de Junho de 1876- durante a qual uma coligação de primitivas nações ameríndias da chamada Grande Pradaria (Sioux, Cheyennes, Arapahos, etc.) derrotou um exército moderno, chefiado por um dos heróis (nortistas) da Guerra Civil. Um oficial saído da reputada Escola Militar de West Point, derrotado, finalmente, pela sua arrogância e desprezo pelas capacidades guerreiras do inimigo. Inimigo que, mais tarde, os peritos em arte militar viriam a considerar que possuía a melhor cavalaria ligeira do mundo... A batalha de Little Big Horn desenrolou-se num território pertencente ao actual estado de Montana. Nela pereceram um número indeterminado de pele-vermelhas (passe o termo, que, para mim, não é pejorativo) e 268 militares do 7º R. C. do exército federal : 16 oficiais, 242 sargentos e praças e 10 batedores-guias.
domingo, 25 de setembro de 2016
DIORAMA HISTÓRICO
Este diorama (obra de exímio maquetista) mostra o último quadrado defensivo de George A. Custer, tenente-coronel do exército norte-americano e comandante do 7º Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos. A cena aqui recreada faz referência aos derradeiros instantes da batalha de Little Big Horn -travada em 25 de Junho de 1876- durante a qual uma coligação de primitivas nações ameríndias da chamada Grande Pradaria (Sioux, Cheyennes, Arapahos, etc.) derrotou um exército moderno, chefiado por um dos heróis (nortistas) da Guerra Civil. Um oficial saído da reputada Escola Militar de West Point, derrotado, finalmente, pela sua arrogância e desprezo pelas capacidades guerreiras do inimigo. Inimigo que, mais tarde, os peritos em arte militar viriam a considerar que possuía a melhor cavalaria ligeira do mundo... A batalha de Little Big Horn desenrolou-se num território pertencente ao actual estado de Montana. Nela pereceram um número indeterminado de pele-vermelhas (passe o termo, que, para mim, não é pejorativo) e 268 militares do 7º R. C. do exército federal : 16 oficiais, 242 sargentos e praças e 10 batedores-guias.
ONDE FICA A ILHA DE SANTA HELENA ?

Acontece-me comprar jornais e revistas e de não ter tempo de ler, de imediato, os artigos e/ou as crónicas que me interessam. Assim, guardo os ditos para deles desfrutar na ocasião que eu julgar mais propícia. Foi o que se passou, um dia destes, com um trabalho sobre a Córsega (publicado num semanário de referência) da autoria de A.C.. No qual, através de um texto muito bonito, essa bela e bravia ilha do Mediterrâneo era descrita nas suas singularidades e contradições. Gostei muito do artigo e, por isso felicito, quem o escreveu. Bravo ! Só fiquei confuso com um 'postal' (figurando na mesma página) sobre Napoleão Bonaparte, no qual se escreveu que «faleceu na pequena ilha de Santa Helena, mesmo em frente à terra natal». E pergunto : não haverá confusão quanto à localização exacta de Santa Helena ? -É que, ao que sei, o último lugar de desterro desse imperador dos Franceses (e onde ele se finou) fica no Atlântico Sul, a muitos milhares de quilómetros da sua ilha de nascimento. Santa Helena (território sob administração britânica) foi descoberta no início do século XVI por João da Nova, navegador galego ao serviço de D. Manuel, rei de Portugal, e situa-se no Atlântico Sul (coordenadas : 15º 57' S - 5º 42' O). Para completar a informação sobre a ilha vulcânica de Santa Helena, direi que tem 122 km2 de superfície, uma população diminuta e que é um dos lugares mais isolados do nosso planeta.
COPIANÇOS

Aqui há muitos anos (mais de 30, sem dúvida) no decorrer de uma das muitas visitas que fiz a Fécamp -uma conhecida cidade balnear da costa normanda- entrei no museu de uma grande fábrica de licores, conhecida internacionalmente : a Bénédictine. Tão conhecida e reputada, que o licor que então produzia, desde 1863 (e que ainda hoje produz), foi copiado por fabricantes do mundo inteiro. Fabricantes que, para além de terem tentado reproduzir olores e sabores, também imitaram a forma da garrafa original, a etiqueta, etc. Ao percorrer o dito museu -instalado numa abadia medieval- deparei-me com uma sala onde haviam sido expostas dezenas de botelhas (sim, sim, o termo é português) de todas as origens e, naturalmente, todas elas... falsíssimas. No lote, encontrava-se esta (ou uma garrafa igual a esta), que era comercializada em Portugal com o nome de «Fradetine» e produzida por uma conhecida (e, refira-se, excelente) marca de licores, hoje extinta. Nunca provei pingo desta 'bénédictine' nacional, cujo nome, referências do rótulo e garrafa podiam, efectivamente, levar os eventuais compradores ao engano. Hoje, tal prática seria impossível (penso eu) e a marca plagiante implicada num processo que, certamente, perderia nos tribunais. Não sei, aliás, se, já naquele tempo, a marca prejudicada pelo copianço não terá movido queixas contra os seus 'indelicados' rivais...

Lembro que o consumo abusivo de bebidas alcoólicas é altamente prejudicial. E que saboreá-las moderadamente é um acto de inteligência.
sábado, 24 de setembro de 2016
COISAS DE OUTROS TEMPOS... E UM LIVRO INCONTORNÁVEL

Os 'moços' da minha idade não terão esquecido que, no chamado 'tempo da outra senhora', o ensino primário -no seu quarto e último ano de escolaridade- nos impunha conhecimentos verdadeiramente descabidos e, a breve prazo, varridos da memória dos cachopos, por inúteis que eram. Como, por exemplo, saber o itinerário das linhas férreas (com citação das estações principais do traçado) e/ou noções de geografia de todas as 'províncias ultramarinas'. Para tanto e neste último caso, existiam, nas salas de aulas, grandes mapas de Angola (como aquele que ilustra este texto), de Moçambique, da então nomeada Guiné Portuguesa ou do arquipélago de Cabo Verde. As exigências dos senhores professores incidiam, sobretudo, no nome das divisões administrativas desses territórios africanos e das respectivas capitais, nos principais rios (e num ou outro detalhe físico) e nas riquezas minerais (e outras) que por lá existiam para grande proveito, diga-se, dos grandes grupos económicos de Portugal e de algures. Estou a lembrar-me que, décadas mais tarde, seriam enviados -para reprimir os movimentos independentistas dessas colónias e tentar parar a roda da História- uns 800 000 jovens militares e respectivo enquadramento. Por lá morreram (durante 13 anos de guerra) mais de 8 800 soldados e de lá voltaram 15 mil deficientes e mutilados, para além de 1/2 milhão de refugiados, os famosos retornados. Tudo gente sacrificada no altar de uma pseudo-pátria, que, segundo a dupla Salazar/Caetano e os seus acólitos, se estendia do Minho até Timor. Tudo isto para eternizar uma retrógrada política colonialista, que já fora abolida no resto do mundo... E para perenizar uma situação insustentável que -no dizer do capitão Salgueiro Maia, que combateu em Angola e na Guiné- se resumia, em grande parte, a isto : «O tal Portugal uno, indivisível, inalienável e multirracial, mais não sei quantos, era uma fraude. Nós chegámos lá e vimos que existia quase escravatura».
As lembranças da primeira parte deste texto são minhas. Os números e a citação do saudoso capitão Salgueiro Maia, o herói sem medo e sem mácula do 25 de Abril, foram colhidas das páginas de «Descolonização Portuguesa - O Regresso das Caravelas», da autoria de João Paulo Guerra, que eu estou (tardiamente) a ler. E que acho que todos os meus compatriotas deveriam ler. Esta obra foi editada em 2009 pela Oficina do Livro. Aconselho, se já não encontrarem este livro essencial sobre a nossa História recente nas livrarias, recorram às bibliotecas da vossa cidade, vila ou região e que o leiam com atenção. Porque, como referiu Ernesto Melo Antunes no prefácio, «este livro, com todos os depoiamentos cruzados que tem, é um bom ponto de partida para a compreensão do complexo processo de descolonização».
ADVERTÊNCIA (MAIS UMA)
Nunca é demasiado tarde para (re)lembrar que este blogue de 'coisas & loisas' é apenas isso mesmo. Um lugar no vasto e variado mundo da blogosfera, onde não há regras (a não ser as da boa educação e do respeito pelos outros) e onde cabe tudo. O autor -já bem entrado na casa dos setenta- quer precisar, também, que se dedica a isto somente (ou quase) para ultrapassar rotinas e para lutar contra a doença de Alzheimer. Que espreita os velhos cerebralmente inactivos. Não acreditem que seja para ensinar alguma coisa a quem aqui encalha acidentalmente ou a quem visita este «Invitaminerva45» regularmente e por curiosidade. Manifesto, por vezes, aqui algumas impressões sobre política e sobre futebol que são muito minhas e que não serão, como é óbvio, consensuais. Atitude que até me valerá críticas e o rogar de algumas pragas. Mas entendo que isso é o preço a pagar por aquele fracção de liberdade a que todo o ser humano legitimamente aspira e pela qual ele deve lutar, sem constrangimentos. Por essa razão e como diria o outro, 'desculpem qualquer coisinha'. Isto dito, volto já à minha mania, ao meu vício, de escrever aqui (quase) todos os dias. Nem que seja umas rematadas parvoíces... 'Gracias y hasta luego', como diriam os meus vizinhos espanhóis.
AL MOSSASSA 2016

Marvão : começa já no próximo dia 30 de Setembro (prolongando-se até 2 de Outubro) o Festival Al Mossassa 2016. Que se realiza em parceria (mas em datas diferentes) nesta vila do Norte Alentejano e na cidade de Badajoz, na vizinha Extremadura espanhola. Este evento, que apresenta mui variadas actividades de carácter cultural, mas não só, pretende prestar homenagem a Ibn Marwan líder militar e religioso do Al-Andaluz, que se rebelou contra o poder do emir omíada de Córdova e fundou o reino de Badajoz; entidade territorial que compreendeu vastos territórios para cá da actual linha de fronteira, incluindo as terras de Marvão, cujo topónimo deriva do seu nome. Boa oportunidade esta, pois, para dar um salto a esta bela região do distrito de Portalegre e marcar encontro com a História. Apareçam por cá, porque serão sempre bem-vindos !
CR-42 NÓRDICO
Este avião de caça biplano e monolugar, construído em Itália durante a 2ª Guerra Mundial, é um Fiat CR-42 'Falco'. Embora estivesse completamente ultrapassado nos anos 40 do passado século, foi, ainda assim, adquirido pela aviação militar sueca; que vestiu o aparelho aqui apresentado com camuflagem de inverno, o equipou com esquis e lhe impôs as insígnias da sua força aérea. Este aparelho dos nórdicos nunca participou nos combates da guerra de 1939-1945, pelo facto da Suécia ter optado, nesse período, pelo estatuto de nação neutra. Apesar de ter mantido (tal como o nosso próprio país, a Suíça e outros não-beligerantes) lucrativos negócios com a Alemanha hitleriana, vendendo-lhe, por exemplo, o ferro das suas minas; com o qual a grande responsável pelo conflito generalizado alimentou a sua poderosa indústria de guerra.
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