segunda-feira, 21 de setembro de 2015

LIVROS QUE SE RECOMENDAM

Li os livros que formam a chamada 'Trilogia Indianista', de José de Alencar, ainda muito jovem...
Num tempo distante, em que os rapazes e as moças deste país que é o nosso ainda se dedicavam ao inexcedível prazer da leitura. «Ubirajara», que é o derradeiro opus dessa magnífica série literária dedicada ao índio brasileiro, fala-nos do 'Senhor da Lança', um guerreiro araguaia, que é aqui descrito e idealizado, por um Alencar desejoso de (através dos seus livros) realçar os primitivos povos da sua pátria, que, sem serem bons selvagens, também não eram, certamente, os animais ferozes descritos pelos primeiros colonizadores das selvas brasílicas.  A trama desta obra desenrola-se numa época anterior à chegada dos brancos; que segundo o referido autor desnaturaram o 'homo americanus' e projectaram dele uma imagem imerecida, desajustada da realidade. Como para, assim, tentarem camuflar os seus próprios pecados no  inexorável processo de (quase) extinção do ameríndio.
Aqui deixo um extracto de «Ubirajara» (cuja leitura recomendo vivamente), livro que está escrito numa prosa bela, ímpar, verdadeiramente digna de um dos maiores mestres da língua portuguesa :

«Do outro lado da campina assoma um guerreiro.
Tem na cabeça o canitar de plumas de tucano e no punho do tacape uma franja das mesmas penas.
É um guerreiro tocantim. De longe avistou Jaguarê e reconheceu o penacho vermelho dos araguaias.
As duas nações não estavam em guerra, mas sem quebra de fé pode um guerreiro cansado do longo repouso, oferecer a outro guerreiro combate leal...».

UM CARNAVAL ANTES DA HORA, COM REI MOMO E TUDO

Neste autêntico carnaval em que está transformada a campanha para as legislativas -e onde o rei momo se chama 'Pouca Vergonha'- prossegue o festival de promessas e de declarações inauditas, por parte de quem se agarra, desesperadamente, ao tacho. Hoje, por exemplo, na primeira página do jornal «I», pode ler-se (por cima de uma fotografia de um Passos Coelho sorridente) esta extraordinária declaração do ainda primeiro-ministro : «Eles (entenda-se, os seus adversários do PS) querem cortar as pensões mais baixas». Mas que falta de pudor ! Mas que maneira mais constrangedora de tomar os Portugueses por parvos ! Estará o homem a apostar no 'facto' da maioria esmagadora dos nossos compatriotas serem amnésicos ? Se calhar está mesmo...

domingo, 20 de setembro de 2015

CINE-SAUDOSISMO (30)

O filme de aventuras medievais «PRÍNCIPE VALENTE» («Prince Valiant») -produzido, em 1954, pela companhia 20th. Century Fox- foi directamente inspirado nas personagens dos álbuns de BD, criadas em 1937 por Harold R. Foster. Filmado em soberbo TechniColor e com uma duração de 100 minutos, esta fita com realização de Henry Hathaway, beneficiou amplamente da presença e do trabalho de alguns dos melhores actores da Hollywood daquele tempo : Robert Wagner, James Mason, Janet Leigh, Debra Paget, Sterling Hayden, Donald Crisp e Victor McLaglen, entre outros. Ambientado na corte do rei Artur, a história contada é a do herdeiro de um monarca da fria Escandinávia, que viu os seus direitos ao trono usurpados por um tirano; que, sabendo o seu rival com vida, vai envidar esforços para o suprimir. Isso, com a cumplicidade de um  cavaleiro da famosa Távola Redonda, cuja desmedida ambição o fez trair o seu juramento de cavaleiro e todos os pares da sua confraria. Embora favorizando a lenda, tal como a viu o já referido Hal Foster, este bonito filme (com guião de Dudley Nichols e com excelentes imagens de Lucien Ballard, que não podemos deixar de citar) mergulha-nos, surpreendentemente, numa Idade Média muito em conformidade com aquela dos cavaleiros andantes que todos nós idealizámos na nossa adolescência; graças, talvez, à leitura dos maravilhosos romances de 'sir' Walter Scott... Saudoso filme, cuja cópia já é possível adquirir (sobre suporte DVD ou 'Blu-ray') na maior parte dos países da Europa ocidental.

sábado, 19 de setembro de 2015

MAIS OLHOS DO QUE BARRIGA ?

Uma derrota claríssima sofrida pelo Sporting, esta semana, em casa, contra o Lokomotiv de Moscovo (1-3), deixa-nos elucidados sobre os intentos (ou veleidades ?) do seu treinador, Jorge de Jesus. Que, este ano, disse querer «ganhar tudo». Finalmente e ainda a propósito desse jogo, ficou-se a saber que o supracitado não faz o que quer na equipa; pois permitiu que o seu presidente (um simples administrativo do clube de Alvalade...) se intrometesse nas suas funções, exigindo o afastamento da equipa de um jogador com a classe de Carrillo. Penso que assim, os leões não vão lá. Nem no campeonato caseiro...

ESPECIALIDADE : BARBEIRO-CORNETEIRO

Quando, no navio, o barbeiro de bordo também é o corneteiro da guarnição, uma das tarefas acaba por sofrer os efeitos dessa curiosa dualidade. O corte de cabelo ficou a meio, mas o fígaro militar afiança (no cartaz afixado ao lado do espelho) «...que volta já». (Amplie a imagem com um clique do rato).

EFEMÉRIDE



Foi no dia 19 de Setembro de 1900 -há 115 anos, precisamente- que a famigerada 'Wild Bunch', co-chefiada por Robert L. Parker (aliás Butch Cassidy) e por Harry A. Longabaugh (aliás Sundance Kid), assaltou a agência do First National Bank de Winnemucca, uma isolada cidadezinha do Nevada. Foi, que se saiba, a primeira vez que este famoso duo de foras-da-lei 'trabalhou' em conjunto e que as atenções da polícia e da imprensa se voltaram para aquela que viria a ser uma das mais reputadas quadrilhas de malfeitores do Oeste americano : a segunda Quadrilha Selvagem (que herdou um epíteto usado, anos antes, pelo bando dos Doolin, também ele de triste memoria). Depois de uma bem sucedida série de assaltos a bancos e a composições ferroviárias e a outros transportes de fundos, as autoridades policiais dos EUA montaram um cerco apertado aos bandoleiros, o que motivou a fuga dos cabecilhas, Butch e Sundance (e da namorada deste, a professora Etta Place) para o estrangeiro. O trio -que vestia com refinada elegância e que dispunha de muito dinheiro- instalou-se, primeiramente, em Buenos Aires, onde ganhou a confiança e a simpatia das elites locais, chegando mesmo a privar com um diplomata norte-americano destacado na capital argentina. Mas, depois de terem comprado uma fazenda e de terem levado, naquele país, uma vida confortável, acabou-se o dinheiro... E, em 1906, voltaram àquilo que melhor sabiam fazer : roubar bancos. Mas essa aventurosa actividade não se mostrou ali, nos confins da América do Sul, mais fácil do que na sua terra natal e os dois homens (entretanto Etta, doente, regressara aos 'states') começaram a saltitar de país em país, transitando da Argentina para o Chile e do Perú para a Bolívia. A versão oficial do seu trágico fim diz-nos que os dois assaltantes gringos foram mortalmente abatidos a tiro, no dia 6 de Novembro de 1908, em San Vicente, num confronto com uma unidade do exército boliviano; chamada a detê-los, na sequência de um assalto perpetrado pela dupla Butch-Sundance contra a tesouraria de uma sociedade mineira. Mas a lenda (que contraria os factos) perdura : segundo versões mais ou menos fantasiosas, um deles, ou mesmo os dois, teria(m) saído vivo(s) do tiroteio e morrido algures nos Estados Unidos, muito anos mais tarde, sob a capa do anonimato. Em quem acreditar ? -Eu inclino-me mais para aversão oficial...

O cinema norte-americano (muito especialmente aquele que ostenta o carimbo 'made in Hollywood') consagrou numerosos filmes à saga destes perigosos bandidos do Faroeste. E, curiosamente, na sua quase generalidade, exalta os seus 'feitos' e 'virtudes', acabando por transformar banais malfeitores em heróis populares. Uma das mais célebres dessas películas é, sem dúvida, a obra de George Roy Hill, realizada em 1968 e intitulada «Dois Homens e um Destino» («Butch Cassidy and the Sundance Kid»). A dita fita foi protagonizada por Paul Newman (no papel de Butch), por Robert Redford (no de Sundance) e por Katharine Ross (no de Etta). Foi muito aplaudida, simultaneamente, pela crítica e pelo público. E, quase 50 anos após a sua estreia, esta fita produzida pela 20th. Century Fox, é já considerada um clássico do cinema western.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

FANTÁSTICO FLAMENCO !


Flamenco : sem dúvida a mais lídima, a mais bonita e a mais sentida expressão da alma andaluza.

Para ver e ouvir, carregue aqui :

https://www.youtube.com/watch?v=XNhfV_53W7A