domingo, 6 de setembro de 2015

'J'IRAIS REVOIR MA NORMANDIE'

Os verdes prados, as vacas e as macieiras em flor são elementos inconfundíveis da paisagem normanda. E chamariz de milhares de visitantes a essa bonita região da França nortenha; que -no domínio do turismo- também oferece outras motivos de interesse (a justificar uma demorada visita), como, por exemplo, o seu precioso património monumental e artístico, as suas belíssimas zonas de veraneio ao longo do canal da Mancha e da costa atlântica, a sua gastronomia, que é mais rica do que se possa imaginar, etc. Tenho saudades dessa extraordinária terra, que foi a minha durante mais de 40 anos...

ESTE MUNDO IMUNDO EM QUE VIVEMOS

Sabiam (aqueles que visitam este blogue) que as fortunas das 2 pessoas mais ricas do mundo superam em valor o PIB dos 45 países mais pobres do planeta ? -Pois é verdade ! É verdade e é tremendamente injusto. Tanta riqueza acumulada por particulares (que geralmente a esbanja em futilidades) é uma ofensa feita a milhões de seres humanos, que lutam pela sobrevivência. Sendo que milhões deles não conseguem ganhar essa batalha e morrem de fome...

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

TERNAS IMAGENS DO PASSADO


Esta fotografia -tirada, presumivelmente, na década de 40 do século XX- mostra uma excursão chegando à praia da Trafaria. Repare-se nos cabazes e alcofas com mantimentos trazidos pelos veraneantes de uma ensolarada jornada de descanso... Geralmente, o conteúdo dos ditos (vitualhas várias) era complementado por uns garrafões de vinho (tinto ou branco, segundo as preferências de cada um), que, sem esquisitices, se punham a refrescar num buraco escavado na areia da praia ou, atados com um cordel, na própria água.

Boa ocasião, esta, para ouvirmos o famoso  «Fado Excursionista», na voz do insubstituível Carlos do Carmo. Carregue aqui :

https://www.youtube.com/watch?v=pglI27YowaA

MARAVILHAS DO NOSSO TEMPO

Antes da invenção da imprensa, os livros existentes eram propriedade, na sua quase generalidade, de mosteiros e conventos; onde, aliás, viviam e trabalhavam comunidades inteiras de monges, que se dedicavam à árdua tarefa de copiar, ilustrar e encadernar (à mão, obviamente) os manuscritos que lhes eram confiados para o efeito. Eram, naquele tempo e essencialmente, obras de carácter religioso ou tratados de natureza enciclopédica, tais como livros de medicina, de botânica, crónicas de reinados, relatos de batalhas, etc. Presumo que, nessa recuada época, o sonho das raras pessoas que liam era poder dispor das suas próprias bibliotecas. Era poderem ter, ali à mão de semear, esses vectores do saber, prontos para serem consultados quando muito bem lhes aprouvesse. Mas isso -à excepção da entidade religiosa, como já referi- só foi possível a partir de 1539, que é, segundo a tradição, o ano da genial invenção de Gutenberg.


Já no nosso tempo, -o tempo da imagem cinematográfica- aconteceu algo de similar. Antes que os videogramas com as cópias dos nossos filmes preferidos aparecessem nas mãos dos particulares, eu (e presumo que muitíssimos outros cinéfilos) já havia sonhado com a minha própria videoteca; onde, numa estante, ao alcance do meu braço, eu pudesse ir buscar o filme que me desse na real gana de visionar; sem esperar que o dito fosse programado (se alguma vez isso acontecesse)  pela televisão. Esse sonho concretizou-se nas últimas décadas do século XX  e no que respeita as filmografias de todos os países do mundo. Melhor, é agora fácil (basta ter dinheiro para tanto, o que é muitas vezes o mais difícil) adquirir DVD's com documentos filmados há um século e reportando-se a eventos que, anteriormente, só eram acessíveis a um número restrito de pessoas. Um deste dias deparei-me com uma colecção de videogramas que contém imagens e comentários de algumas dessas ocorrências, que foram notícia. Como, por exemplo, a 'tournée' (no início do século passado) do Circo de Buffalo Bill pela Europa, onde os seus espectáculos foram vistos e aplaudidos pelas cabeças coroadas do velho mundo; como a partida e a chegada do primeiro voo transatlântico sem escalas, realizado por Charles Lindbergh; como os ensaios atómicos feitos pelos norte-americanos no atol de Bikini; como o funeral do malogrado presidente John Kennedy, depois do seu inacreditável assassínio em Dallas; ou como o incêndio e queda do dirigível alemão «Hindenburg» nos arrabaldes de Nova Iorque, nos anos 30, etc. -Não acham isto simplesmente maravilhoso ?

ASSIM VAI O MUNDO...


Foram, ontem, publicadas as somas despendidas pelos clubes portugueses de futebol no negócio de jogadores. Um balúrdio com contornos verdadeiramente escandalosos ! Sobretudo num país onde não há dinheiro para o essencial. E, sem querer aprofundar a questão da origem do dinheiro (manipulado por clubes falidos, ao que se diz), só quero fazer uma observação : depois de todas estas negociatas, os atletas portugueses envolvidos na Primeira Liga são cada vez mais escassos, sobretudo nas equipas dos chamados 3 grandes. Para mim, este campeonato de estrangeiros tem cada vez menos interesse; pois sempre fui de opinião que, tal como no passado, o número de jogadores estrangeiros recrutados pelas equipas europeias devia resumir-se a 3 ou 4 elementos em campo. Enfim, e como diz o outro, cada maluco tem as suas manias...

Confirmou-se a inacreditável notícia de que o auto-intitulado Estado Islâmico destruiu, no famoso sítio arqueológico de Palmira (na Síria), o Templo de Bal; que, com os seus 2 000 anos de
existência, era uma das joias mais preciosas engendradas pelas civilizações que floresceram naquela região do Próximo Oriente. A inaudita 'dinamitagem' desse património classificado pela UNESCO, é mais uma 'façanha' dos novos bárbaros, que, tarde ou cedo, acabarão por pagar por um longo rol de crimes cometidos contra as pessoas -que eles odeiam- e contra toda forma de cultura, que eles abominam. Convém também não esquecer, que a ascensão deste movimento terrorista ganhou novo fôlego, quando, há alguns anos atrás, os EUA e outros 'campeões da liberdade'  da Europa ocidental decidiram acabar com o estado sírio, armando e municiando todos os grupos de aventureiros que se lhes apresentaram para fazer o 'trabalho sujo' por eles. O resultado está à vista : um país em ruínas, dezenas e dezenas de milhar de mortos e estropiados, muita miséria e colunas infindáveis de refugiados, que agora acodem à Europa, atraídas pelas suas miragens. Francamente, não dou os parabéns àqueles que fomentaram a guerra na Síria e que engendraram a difícil situação que se apresenta aos olhos de todos.


No primeiro frente-a-frente televisivo entre candidatos às eleições legislativas de 4 de Outubro, Jerónimo de Sousa (em representação da CDU) e Catarina Martins (porta-voz do BE) desiludiram o jornalista mobilizado para 'arbitrar' o debate e, em geral, a chusma de comentadores políticos da nossa praça; que são, como se diz, mais do que as mães. É que, em vez de centrarem a conversa naquilo que os divide, como todos queriam, os convidados preferiram falar de coisas sérias, dirigindo as suas críticas contra os partidos que -em quatro décadas- conseguiram colocar o nosso país e o nosso povo no estado lastimável em que se encontram. Bem feito ! Só tenho pena é que esse frente-a-frente e as verdades que dele ressaltaram, tenha decorrido num canal secundário (RTP Notícias), com acesso limitado aos assinantes do cabo...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

SANT ELM

Há 30 anos, passei parte das minhas férias aqui, em Sant Elm, uma sossegada aldeia maiorquina, situada na costa leste, mesmo em frente da ilha Dragonera; que, ao tempo, já era uma reserva de aves marinhas, interdita de acesso ao comum dos turistas. Isso era no tempo em que eu ainda podia escolher o destino de descanso que me convinha. Porque trabalhava, produzia riqueza e essa situação tinha as suas compensações. Esta fotografia, sacada da Internet, deixou-me deveras surpreendido, pelo facto da referida povoação estar diferente. Tem mais hotéis (na altura em que lá estive só existia aquele edifício de 4 andares, que se pode ver à direita, junto à praia), tem mais vivendas de férias, tem muitos mais barcos de recreio no golfo. Ainda assim, parece-me que a evolução do povoado se fez com uma certa harmonia, sem os exageros que se cometeram na baía de Palma. Como em Magaluf ou Palma Nova, onde a construção de hotéis e outros complexos turísticos faz lembrar Portimão (sobretudo na zona da praia da Rocha) e outras cidades e vilas do litoral algarvio. Pelas quais, diga-se de passagem, não tenho a mínima apetência. Gostava de poder voltar a visitar Sant Elm. Mas, por agora e por óbvias razões, é missão impossível.

FOI HÁ 76 ANOS...

Foi há precisamente 76 anos -a 1 de Setembro de 1939- que as tropas hitlerianas invadiram território da Polónia e abriram, assim, as portas a 6 longos anos de terror na Europa e no mundo. Há quem continue a afirmar que os genes desse horrendo conflito (durante o qual pereceram 85 milhões de seres humanos, entre militares e civis) estão no iníquo tratado de Versalhes, imposto à Alemanha em 1919. Talvez... Eu não sou especialista em assuntos históricos para ir ao âmago das coisas à procura de responsabilidades, que, muito provavelmente, foram partilhadas. O que eu sei, é que sem a cumplicidade activa do povo alemão (na sua esmagadora maioria, porque houve quem resistisse) com o nazismo e com os facínoras que fundaram esse movimento criminoso, o drama poderia ter sido evitado. Ou, pelo menos, reduzido em dimensão e em consequências. Mas a História é o que é e não pode ser refeita. Cabe-nos é a nós, povos do mundo, aprender com ela. Para não voltarmos a cometer os erros do passado. Por isso, há que evocar, na altura própria, datas como estas e reflectir. E, sobretudo, não esquecer que é a ignorância das pessoas, dos povos, que os faz (em grande parte) ser vítimas de manipulações por parte dos políticos. Em suma, temos que nos interessar mais pelo nosso próprio destino. Enfim, é o que eu penso...