quarta-feira, 5 de agosto de 2015

'VELHINHO' C-130

O quadrimotor Lockheed C-130 'Hercules' iniciou a sua carreira de avião-cargueiro em 1954. E passados que são mais de 60 anos, ainda é utilizado por mais de meia centena de aviações militares do mundo inteiro, assim como por muitas companhias de transporte civil. O que não deixa de ser um extraordinário exemplo de longevidade. Ao longo do seu tempo de vida, o C-130 foi diversificando as suas valências, tornando-se uma espécie de faz-tudo da aviação militar. A Força Aérea Portuguesa possui 6 aparelhos deste tipo, adquiridos em 1977, que estão integrados na Esquadra 501 ('Bisontes') estacionada na Base Aérea nº 6, no Montijo. A sua missão consiste na realização de operações de transporte aéreo táctico e de operações de busca e salvamento. O avião C-130 que ilustra este texto pertence aos efectivos da Guarda Costeira dos E. U. A..

BRASIL ; 1º PRODUTOR MUNDIAL DE CAFÉ

Introduzido no Brasil -em 1727- pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que o trouxe clandestinamente da Guiana Francesa, o café encontrou no sul do país (nos estados de São Paulo e de Minas Gerais) as condições ideais para o seu cultivo e preparação. O êxito deste novo produto agrícola fez do Brasil, desde logo, o primeiro exportador mundial e inaugurou um novo ciclo gerador de riqueza. Mas, já no século XX, aquando da crise de 1929 e no tempo da ditadura de Getúlio Vargas, os preços mundiais do café caíram de tal modo, que o governo preferiu queimá-lo a aceitar uma baixa desastrosa dos preços. Foi assim, que, durante anos, as locomotivas brasileiras foram as únicas no mundo a ser alimentadas com esse estranho combustível. Estima-se que, entre 1931 e 1943, foram queimadas no Brasil 72 milhões de sacas, ou seja o equivalente ao resultado de 4 boas safras. Os preços do café foram regulados a partir de 1944, graças a convénios assinados entre os países produtores. Depois disso, o café tornou-se, de novo, um produto que pesa na economia do Brasil. Em 2004, este país da América do Sul (que cultiva as espécies Robusta e Arábica) produziu 2 356 milhões de toneladas de café, ou seja 35% do total mundial. O café é, actualmente, a bebida preparada mais consumida no mundo, estimando-se que 400 biliões de chávenas sejam servidas anualmente em todo o planeta. O que é obra !

terça-feira, 4 de agosto de 2015

CINE-SAUDOSISMO (22)

O filme «A RAPARIGA DO RIO PÓ» («La Donna del Fiume») foi classificado, em Portugal, para maiores de 18 anos. Curiosamente, apresentava algumas cenas ousadas, que escaparam (vá lá saber-se porquê ?) à habitual sanha dos homens da tesoura censória. A profusão de imagens mostrando as belíssimas pernas nuas de Sofia Loren, bastaram para que um banal 'filme de faca e alguidar' (ou pouco menos) enchesse as salas de cinema que por cá o exibiram. Realizado, em 1954, por Mario Soldati, esta fita contava as desditas de Nives, uma moça de origem rural, seduzida e abandonada por Gino, um galã de aldeia. Malandrim que, por despeito, ela vai denunciar às autoridades como um perigoso contrabandista. Depois de ter satisfeito a sua vingançazinha, a 'desinfeliz' deixa a sua terra, para ir trabalhar -como apanhadora de caniço- no delta do rio Pó. Onde combina os seus afazeres profissionais com o papel de mãe de Tonino, fruto dos seus amores ilegítimos com Gino. Com o tempo, os problemas da sofrida Nives vão agravar-se com a morte acidental do seu filho. Mas esse pungente drama vai aproximá-la do pai do menino, que -arrependido e regenerado- reconquista o coração da bela. Para além da pulposa 'star' italiana, participaram neste filme os actores Rik Battaglia, Gérard Oury Lise Bourdin e Nino Marchetti, entre outros. «A RAPARIGA DO RIO PÓ» tem fotografia a cores, uma duração de 105 minutos e apresenta a chancela da companhia Minerva Film. Nunca cheguei a ver esta película no cinema, mas lembro-me muito bem, quando eu era ainda um miúdo, do fascínio que, ao tempo, as tais imagens da escultural Sofia -futuro 'sex symbol' universal- exerceu nos machos lusitanos e dos comentários libidinosos de alguns deles. Que elegeram esta película de produção ítalo-francesa como um dos filmes das suas vidas. Só há relativamente pouco tempo me foi dada a oportunidade de conhecer esta fita, graças ao visionamento de um DVD editado e comercializado em França. Satisfeita a minha curiosidade, penso que, passados tantos anos, o filme terá perdido muito do seu primitivo charme. Mas, sinda assim, vale a pena ser visto. Nem que seja só para nos lembrarmos de quanto era bela, naquele tempo, uma jovem que trocou o seu anónimo apelido de registo -Scicolone- por Loren e que se tornou num dos grandes mitos da História da 7ª Arte.

SERENIDADE


Esta belíssima tela de Carol Armstrong -uma talentosa pintora americana dos nossos dias- intitula-se «Young Brave». Apesar da presença da arma do jovem guerreiro, o momento e a paisagem envolvente (com a luxuriante vegetação e o cristalino ribeiro) transmitem serenidade. Coisa que os povos ameríndios deixaram de ter nos seus próprios territórios, com a chegada maciça dos invasores europeus.

SOMOS TODOS ARCO-ÍRIS

«Olha de novo : não existem brancos, não existem amarelos, não existem negros. Somos todos arco-íris».

** Ulisses Tavares (nascido em 1950). Poeta, prosador, professor, jornalista, compositor, argumentista e actor brasileiro. Tem mais de uma centena de títulos publicados, com 20 milhões de exemplares vendidos **

TRISTE ANIVERSÁRIO

Comemora-se, hoje, o 51º aniversário da descoberta dos corpos de Michael Schwerner, Andrew Goodman e James Chaney -três militantes da luta pelos direitos civis da população negra do estado do Mississippi- assassinados pelo Ku-Klux-Klan. No final do ano de 1964, depois de apurado inquérito do FBI, dezanove homens ligados àquela sinistra organização racista foram apresentados a tribunal e condenados a severas penas de prisão. Este penível caso, serviu de base à realização do filme «Mississippi em Chamas» («Mississippi Burning»), com, realização (em 1988) de Alan Parker.

A fotografia de topo nada tem a ver com o caso evocado. Trata-se, 'apenas' de um instantâneo captado (algures no sudeste dos Estados Unidos), aquando de uma das inúmeras agressões a membros da comunidade afro-americana...

O PRÓXIMO DUELO

As claques do Benfica e do Sporting agitam-se em vésperas do jogo da Supertaça, a disputar, já no próximo domingo, entre estas duas equipas da capital.  Um alvoroço optimista ganha os adeptos leoninos, que perspectivam uma vitória sobre o seu rival da 2ª circular; que é, igualmente, o seu maior antagonista de sempre. A claque encarnada, essa, está menos esperançada num bom resultado, porque sente o seu plantel diminuído pela partida de peças essenciais do dispositivo e por uma série de lesões de última hora; mas também está tocado pela desmoralização provocada pelos péssimos resultados da pré-época. E vive, naturalmente, um momento de algum desânimo. A ver vamos, se tudo isto vai ter incidências no resultado de um embate que se adivinha épico. Eu, enquanto adepto dos campeões nacionais, temo que o actual estado de espírito dos benfiquistas também prejudique, porque sei que os desafios também se ganham com a confiança e a fé de todos... para além da pontaria de alguns artilheiros. A ver vamos...