segunda-feira, 2 de junho de 2014

«SHANE»

////////// Os conhecidos actores Alan Ladd, Jean Arthur e Van Heflin reunidos numa foto promocional do filme «Shane»; em cuja feitura eles participaram (desempenhando os principais papéis) sob a direcção do realizador George Stevens. Esta soberba fita foi estreada em 1953 e é, sem sombra de dúvidas, uma das mais representativas do cinema western. Género que vivia, então, os seus 'anos de ouro'. Esta película, filmada em maravilhoso tecnicolor, foi rodada no Wyoming, mais precisamente no Parque Nacional de Grand Teton. As montanhas dessa cordilheira (pertencente ao sistema das Rochosas), são visíveis na fotografia, em segundo plano.

ESTAMOS NO TEMPO DAS CEREJAS; FRUTOS PARA DEGUSTAR SEM LIMITAÇÕES

Adoro cerejas. Da Gardunha, de Resende, da serra de Portalegre ou de cascos de rolha... Pouco importa a origem. O que interessa é que sejam grandes, carnudas e doces. Estamos em plena época desses frutos e é necessário aproveitar a ocasião para os degustar à fartazana; porque o tempo das cerejas é sempre muitíssimo curto. Tenho duas cerejeiras na horta, mas a sua produção anual limita-se a um quilito por árvore... Isto, porque a minha região não tem um clima favorável ao desenvolvimento destes deliciosos frutos vermelhos. Em contrapartida, e inexplicavelmente, detesto as sobremesas (doces, compotas, queques, tartes, etc) confeccionadas com cerejas. Vá lá saber-se porquê ?!... Há muitos anos, no quintal da casa de meus pais, no norte da Normandia, havia duas cerejeiras que carregavam intensamente na época própria. Uma dessas árvores produzia 'Burlats' e a outra frutos da espécie 'Napoléon'. Ambos deleitosos. A passarada também apreciava muito as nossas cerejas. E, um dia, frustrados por uma colheita precoce (e para eles inesperada), fizeram viver a minha mãe uma cena digna do famoso filme de Hitchcok. A minha progenitora -que conta actualmente 91 anos de idade- ainda hoje fala nisso e se arrepia...

1147-1947

Em 1947 -quando se comemorava o 7º Centenário da Conquista de Lisboa aos Mouros- a nossa administração postal emitiu este bonito selo de correio; que mostra o agora chamado castelo de São Jorge (que se presume ter sido uma fortaleza de construção árabe, senão de fundação anterior à sua chegada à Hispânia e por eles restaurada) e um cavaleiro cristão medieval, de espada em riste e ostentando escudo e bandeira. No tempo 'da outra senhora', foi apanágio do regime salazarista (intimamente ligado à mui influente igreja católica) apagar todos os traços da herança deixada pelos muçulmanos. Isso, para privilegiar as figuras da Reconquista e a sua acção de recristianização do actual território nacional. E, por causa disso, ainda hoje, os Portugueses (na sua quase generalidade) ignoram os avanços civilizacionais trazidos a este recanto do mundo pelos seguidores de Maomé. Que sob a bandeira verde do profecta, conquistaram e arabizaram a península Ibérica a partir do ano 711 da era cristã. É pena que, desse modo, tivesse sido escamoteada toda a verdade sobre a presença muçulmana no nosso país. Que, não haja dúvidas, foi altamente profícua.

domingo, 1 de junho de 2014

SAAB 'VIGGEN' EM PATRULHA

Esta parelha de impressionantes e poderosos interceptores Saab J-37 'Viggen' sobrevoa as densas florestas da Suécia em rotineira missão de soberania. Estes aparelhos (e muitos outros deste tipo) garantiram a segurança do espaço aéreo e a neutralidade da nação das 'três coroas' durante trinta anos; sendo, depois desse tempo, substituídos por aviões Saab 'Gripen', que são, agora, os mais modernos caças da real força aérea sueca. Os aviões aqui ilustrados (já retirados do activo) eram rapidíssimos, ascendendo a sua velocidade a Mach 2.

«A BATALHA - 4 DE AGOSTO DE 1385»

Adquiri, na passada semana, um excelente álbum de banda desenhada (de autor nacional) intitulado «A Batalha - 14 de Agosto de 1385». Data que nos remete, naturalmente, para a memorável jornada de Aljubarrota. Da autoria (texto e desenho) de Pedro Massano,  esta obra, com 86 páginas magnificamente ilustradas, é uma autêntica lição de História de Portugal (tanto para miúdos, como para graúdos), cuja aquisição e leitura eu aconselho vivamente. «A Batalha - 14 de Agosto de 1385» (álbum que foi editado pela Gradiva e que custa à volta de 15 euros) contém textos de qualidade, inspirados nas mais sérias fontes históricas da época : Fernão Lopes, Jean Froissart, Castañeda e D. Juan I de Castela, o monarca vencido pelas diminutas hostes do mestre de Avis (que o povo já havia aclamado rei de Portugal) e de D. Nuno Álvares Pereira, o seu invencível condestável. Verdadeiramente irresistível !

PUBLICIDADE DE OUTROS TEMPOS

A primeira imagem deste 'post' mostra uma 'pub' da Renault, promovendo os seus veículos de transporte colectivo de passageiros -o 37/45 lugares- e, simultaneamente, uma das suas máquinas agrícolas, o tractor 18/25 cv. Este reclamo (como então se dizia) deve datar do imediato pós-guerra. De um tempo em que as fábricas Renault já haviam sito estatizadas, pelo facto do seu antigo proprietário ter sido acusado de actividades colaboracionistas.

A segunda imagem faz publicidade à companhia aérea norte-americana Northwest Airlines e, muito particularmente, à sua ligação com o extremo Oriente. O avião representado no cartaz, é um quadrimotor Boeing 337 'Stratocruiser', cuja construção se iniciou logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a transformação do bombardeiro B-29. Este aparelho, que podia voar à velocidade de cruzeiro de 550 km/hora, foi um dos mais confortáveis e seguros do seu tempo; e só foi eclipsado pelos primeiros aviões de jacto civis.

O MÁRIO WILSON, DA ACADÉMICA DE COIMBRA

O Mário Wilson -que era natural da antiga cidade de Lourenço Marques, alfobre de tantas glórias do futebol português- jogou em vários clubes, nomeadamente no Sporting Clube de Portugal, onde substituiu Peyroteo, um dos lendários '5 violinos'. Mas eu, confesso,  já não me lembro dele envergando a camisola verde e branca dos leões. Em contrapartida, recordo-me muito bem de o ter visto jogar, na segunda metade dos anos 50, todo de negro vestido, na equipa Académica de Coimbra. Sim, vi-o evoluir várias vezes nos campos (ainda pelados) D. Manuel de Mello e de Santa Bárbara, em disputadíssimos 'matchs' contra o Futebol Clube Barreirense e contra o Grupo Desportivo da CUF. Mário Wilson era um jogador fino (do melhor que havia nos campeonatos nacionais do tempo), que não se distinguia apenas pela qualidade do futebol praticado. Recordo-me que, quando ele cometia uma falta sobre um adversário (o que acontecia raramente), chamado à presença do árbitro para a costumeira admoestação, Mário Wilson se perfilava (diante do juiz da partida) em rígida posição de sentido e de cabeça baixa para ouvir a reprimenda da praxe. E eu, que nessa altura era um miúdo, ficava pasmado e admirativo perante o edificante aprumo do atleta. Atitude que, infelizmente, não fez escola... Hoje, em tempos dominados pela falta de educação e pela arrogância dos ases da bola, seria bom que se meditasse na exemplaridade do 'Grande Capitão' e se lhes seguissem as passadas. Não sei o que é feito do senhor Mário Wilson... Se for vivo, e creio que sim, terá uns 85 anos de idade. E eu vou recordá-lo como um dos melhores jogadores de futebol de sempre deste país. E também como um dos mais correctos que vi em campo.