

O fascismo andou à solta nas ruas de Paris. Onde ontem, pelas 11 horas locais, um grupo de energúmenos a soldo do radicalismo islâmico investiu a sede da revista satírica «Charlie Hebdo» e assassinou cruamente 12 pessoas, entre membros da sua redação e agentes policiais. Entre os jornalistas abatidos -de maneira ignóbil- figurava a fina flor dos 'cartoonistas' de França : Wolinski (cujo trabalho eu conheço há décadas), Cabu, Tignous e Cherb. Tudo isto aconteceu numa clara (e vã) tentativa para cercear liberdades, para calar vozes críticas de uma facção terrorista do mundo muçulmano, que quer impor aos próprios seguidores do Corão -e à Humanidade em geral- um modo medieval e tenebroso de estar no mundo. Parece que a polícia francesa já identificou os malandrins e já os terá neutralizado. Se assim é (Inch'Allah !), espero que a justiça tenha mão pesada na pena a aplicar a bestas sanguinárias da sua qualidade. Que, a meu ver, só merecem o infamante qualificativo de desprezíveis. Isto dito, quero afirmar -com firmeza- que nem sempre concordo com a provocação que emana dos 'bonecos' publicados pela revista atacada. Que eu acho, por vezes, que ofendem a sensibilidade religiosa de pessoas que nada têm a ver com radicalismos. E que, no contexto actual, são susceptíveis de provocar a ira (contida) de comunidades geralmente pacíficas. Seja qual for a sua crença. Mas isso é apenas a minha opinião de pessoa cordata e que gostaria que a tolerância se exercesse nos dois sentidos...
Sem comentários:
Enviar um comentário