quinta-feira, 18 de junho de 2015

«STARS AND STRIPES FOREVER»

Ontem pude ver, pela primeira vez, o filme «Stars and Stripes Forever», um musical da companhia 20th. Century Fox, que relata (de maneira romanceada) a carreira do compositor e maestro John Philip de Sousa, um americano de origem portuguesa (por parte do pai), que -na transição do século XIX para a centúria seguinte- foi considerado o 'Rei das Marchas'. Depois de ter abandonado o Corpo de Fuzileiros Navais, para o qual criou a conhecida marcha «Semper Fidelis», Sousa voltou à vida civil para montar a sua própria fanfarra e para percorrer, com enorme sucesso, os 'states' e até os principais países da Europa, onde foi recebido por presidentes, reis e imperadores, diante dos quais fez a cabal demonstração do seu talento de compositor e de chefe de orquestra. Embora não seja grande apreciador de musicais, confesso que gostei de ver esta feérica fita colorida, que teve realização (em 1952) de Henry Koster e que contou com interpretações de Clifton Webb, de Debra Paget, de Robert Wagner e de Ruth Hussey. Bravo !

quarta-feira, 17 de junho de 2015

JÁ APETECE

Voltou o bom tempo -hoje por aqui, no Norte Alentejano, as temperaturas já ultrapassaram os 30º centígrados- e, com o calor, já apetece tomar uns cocktails. Neste preciso momento, estou a saborear um gim tónico, bem fresquinho (graças à 'colaboração' de meia dúzia de cubos de gelo), aromatizado com uns grãos de pimenta e de zimbro, uma malagueta, cardamomo, gengibre confitado e umas casquinhas de limão e de laranja. O cocktail que aqui vos mostro, também é preparado à base de gim, mas leva, para além da água tónica do costume, um 'soupçon' de licor de kumquat, e alguns desses frutos exóticos frescos. O kumquat é aquela laranjinha minúscula, que, em tempo próprio, se pode adquirir nas grandes superfícies. Experimente. É bom, se consumido com peso e medida.

REGRESSO DO MERCADO, HÁ 100 ANOS

Este postal ilustrado -que, ao que me foi dito, deve datar dos tempos da implantação da República- mostra (numa fotografia artificialmente colorida) um grupo de peixeiras da Figueira da Foz, de volta do mercado. Repare-se nos seus trajes tradicionais, nas canastras à cabeça e... nos pés descalços. Em contraste, aliás, com os dos dois miúdos que as acompanham na sua caminhada.

A SÉRIE NEGRA CONTINUA...

Depois da vergonhosa venda da TAP, o (des)governo que temos apressa-se a entregar a gestão do Metro de Lisboa e da Carris a empresas e/ou consórcios estrangeiros. Ingleses, espanhóis e franceses já esfregam as mãos na perspectiva dos bons negócios que se avizinham. Mas quem pagará as favas desta entrega ao desbarato de algumas das mais emblemáticas empresas públicas do ramo dos transportes ? -Ainda haverá alguém que duvide de que serão, em primeiro lugar, os utentes e, depois, os trabalhadores das empresas em questão ? -Eu cá não tenho dúvidas. E penso, muito sinceramente, que se as supracitadas empresas só podem dar lucros nas mãos de privados, é porque os gestores públicos são incompetentes. Ou de má fé, sendo encorajados a sabotar o património nacional, para que haja um bom pretexto para justificar a sua venda...

COMBATENTES POLACOS

Esta sugestiva imagem (uma tela de artista contemporâneo, cuja identidade eu desconheço) mostra dois caças 'Spitfire' da RAF escoltando um bombardeiro B-17 'Flying Fortress' da aviação norte-americana. Detalhe curioso : os aviões da 'Royal Air Force' ostentam, na parte posterior do capot, as marcas da força aérea polaca, em homenagem aos aviadores que os pilotam. A RAF integrou, com efeito, nas suas fileiras, centenas de combatentes da Polónia. Homens que decidiram prosseguir a luta contra o nazismo, depois da conquista e da ocupação do seu país (em 1939) pelas hordas hitlerianas.

NO PAÍS DOS TRÊS F's : OS SORRISOS DOS ÍDOLOS

Sorrisos e gestos de ternura. Era assim, que acontecia -para gáudio do povão- quando duas das mais emblemáticas figuras da sociedade portuguesa da segunda metade do século XX se encontravam; e que fado e futebol confraternizavam. Só aqui falta uma imagem da virgem de Fátima para completar o famoso quadro do país dos três F's. Nesse aspecto, e depois de tantos anos passados, nada por cá mudou no que respeita o fervor das massas : o fado foi reabilitado e continua a ter -sobretudo agora que é património imaterial da Humanidade- os seus apaixonados cultores; o futebol continua a ser o incontestado rei da festa pseudo-desportiva e a exacerbar paixões; e a aparecida da Cova de Iria continua a atrair -nestes anos de mor tristeza e de vil desgraça- milhares e milhares de peregrinos, todos eles esperançados num milagre. Nem que o dito se resuma aos 1 000 euros de prémio de uma raspadinha. À parte isso, cá vamos nós cantando e rindo, no país mais pobre da Europa ocidental e sem expectativas de deixarmos esse lugar ingrato da classificação.

RIR

............ «Dia perdido, é aquele em que não nos rimos».

Dixit Sébastien-Roch Chamfort, poeta, plumitivo e moralista francês do século XVIII.