quarta-feira, 4 de abril de 2018

FUTEBOL BONITO DE SE VER É ISTO !

Os energúmenos (eufemismo que eu utilizo para não lhes chamar bestas quadradas) que infestam os recintos desportivos portugueses (consagrados à prática do futebol, mas não só) deveriam inspirar-se na atitude das claques da Juve, que, ontem, no seu estádio de Turim, ovacionaram de pé o nosso compatriota Cristiano Ronaldo; que, ao serviço do Real Madrid, acabara de marcar à sua equipa um golo 'do outro mundo'. São gestos como o desse público, que distinguem os apreciadores de futebol dos fanáticos, que aqui vão para os estádios tentar curar frustrações de toda a ordem e não para assistirem a um bom espectáculo desportivo. Amar um clube é uma coisa sã, ter comportamentos desvairados como aqueles a que por cá vamos assistindo é outra. Basta ! Porque o chamado Desporto-Rei não merece 'gente' dessa.



Gesto não menos bonito do que aquele que honrou os adeptos da 'vecchia signora' foi, ressalve-se, o do jogador português; que agradeceu imediatamente os aplausos do público transalpino. E isso só lhe ficou bem. Ah ! Para que fique registado, diga-se que os 'merengues' venceram a Juventus por 3 golos sem resposta.

terça-feira, 3 de abril de 2018

RETRATOS DE ALENTEJANOS AUTÊNTICOS

Henri Cartier-Bresson (1908-2004) passou pelo Alentejo profundo em 1955. Esta foi uma das muitas fotografias que esse insigne artista francês tirou numa das ruas de Estremoz... Num tempo sombrio e de dificuldades sem nome, mas que nunca retiraram a dignidade a este meu povo.

EM DEFESA DOS MAMÍFEROS MARINHOS

Empenhada numa louvável campanha de protecção dos mamíferos marinhos (e suas crias) que povoam os mares da Islândia, a administração postal dessa nação nórdica emitiu -em 2010- esta bonita série de seis selos. Bem haja ! (Amplie a imagem com o auxílio do rato).

DIVERSIDADE DE TÍTULOS, MEDONHA TRAPALHADA


Eu sempre fui de opinião que os títulos dos filmes estrangeiros estreados no nosso país deveriam ter sido (tanto quanto possível) traduzidos literalmente. E que essa política deveria estender-se, também, aos outros países. Como é sabido, tal não aconteceu e, por causa disso, gerou-se uma confusão tremenda. Vejam, por exemplo, o que aconteceu com «Jeremiah Johnson», a magnífica fita com Robert Redford, realizada por Sydney Pollack em 1972. Em Portugal recebeu o título «As Brancas Montanhas da Morte» e, no Brasil, o de «Mais Forte que a Vingança»; em Espanha, a película em questão chama-se «Las Aventuras de Jeremiah Johnson» e, em muitos países hispano-americanos, «La Ley del Talión»; em França, conservou (afortunadamente) o seu título original; em Itália, deram-lhe o nome de «Corvo Rosso Non Avrai il Mio Scalpo» (o que significa, mais ou menos, 'Corvo Vermelho Não Arrancará o Meu Escalpe'); na Finlândia, o filme é conhecido por «Silma Silmästä», o que quer dizer 'Olho por Olho'; Já na Dinamarca, esta fita tem por título «Manden der Ikke Kure Do», que é como quem diz 'O Homem que não Sabe Curar', ou algo parecido. -Depois do que aqui fica exposto, digam lá se eu tenho ou não tenho razão ?

segunda-feira, 2 de abril de 2018

VISITA REAL

Deveras implicado na gesta das Grandes Descobertas Geográficas (obra iniciada por seu tio-avô, o infante D. Henrique), el-rei D. João II visita as tercenas de Lisboa, na então chamada Ribeira das Naus; onde foi construída grande parte das caravelas e das naus que revelariam novos mares e novas terras à isolada Europa dos séculos XV e XVI. Presumo que esta sugestiva aguarela seja obra do insigne artista português Roque Gameiro.

LAGARTOS

Outrora relativamente abundante nos campos da minha região (Alto Alentejo), o sardão ('Lacerta lapida') é, hoje, raríssimo. Parece que esses répteis foram vítimas dos incêndios que por aqui lavraram há uma dúzia de anos... Admitindo que essa tese é correcta, pode deduzir-se que os calamitosos incêndios que têm devastado as nossas florestas não queimam só árvores. Também têm consequências desastrosas para a fauna portuguesa. Eu já não vejo no Norte Alentejano, há vários anos, um desses simpáticos lagartos. O que é, naturalmente, lastimável.



Área de distribuição geográfica dos sardões da espécie 'Lacerta lapida'.

OÙ VONT CES VAISSEAUX ?


MARE VELIVOLUM


Où vont ces vaisseaux aux vives allures
Qui, sortant du port, nous disent adieu ?
Où vont ces vaisseaux aux blanches voilures
Que mon œil poursuit à l'horizon bleu ?

Ils vont, dispersés sur les vastes ondes,
Explorer des bords inconnus de nous;
Loin de ce rivage, ils vont voir des mondes
Mille fois plus beaux, mille fois plus doux.

Mais nul, dans son vol, n'atteindra la grève
Du pays où tend mon désir lointain;
Car le monde, hélas ! Que mon âme rêve
N'est aucun de ceux qu'un navire atteint !...


** Joseph Antran (1813-1877), poète français **