Esta sugestiva ilustração pretende mostrar um episódio da famosa guerra do Peloponeso, que abalou o mundo helénico entre 431 e 404 a. C.. Aqui, o artista (cujo nome eu desconheço) recriou um dos combates travados aquando da batalha naval do porto de Siracusa, que opôs -no ano de 413 a. C.- a frota dessa cidade-estado da Sicília a uma forte armada ateniense; que submetia Siracusa a um apertado bloqueio por mar. Isso, porque Atenas não suportava rivalidades que metessem em causa o seu predomínio e andava preocupada com a importância crescente da colónia siciliana e com uma possível aliança desta com Esparta. A também simplesmente chamada batalha de Siracusa foi vencida pelos locais, graças às qualidades tácticas do general Hermócrates.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
GUERRAS DA ANTIGUIDADE
Esta sugestiva ilustração pretende mostrar um episódio da famosa guerra do Peloponeso, que abalou o mundo helénico entre 431 e 404 a. C.. Aqui, o artista (cujo nome eu desconheço) recriou um dos combates travados aquando da batalha naval do porto de Siracusa, que opôs -no ano de 413 a. C.- a frota dessa cidade-estado da Sicília a uma forte armada ateniense; que submetia Siracusa a um apertado bloqueio por mar. Isso, porque Atenas não suportava rivalidades que metessem em causa o seu predomínio e andava preocupada com a importância crescente da colónia siciliana e com uma possível aliança desta com Esparta. A também simplesmente chamada batalha de Siracusa foi vencida pelos locais, graças às qualidades tácticas do general Hermócrates.
domingo, 2 de agosto de 2015
O NOVO-RIQUISMO NO SEU PIOR
Segundo notícias dos jornais, casou-se, hoje, na cidade do Porto, um conhecido empresário do meio futebolístico. Um cavalheiro que ganha milhões com a compra e venda de jogadores. Fiando-me, ainda, na imprensa que vou lendo, parece que o homem largou mão de 1/5 milhão de euros, no aluguer de um espaço onde decorreu o tradicional copo-de-água e na recepção a algumas das mais conhecidas figuras do jogo da bola. A mim, isso não me incomoda nada, como também não vejo problema no facto de um dos ilustres convidados lhe ter oferecido -como prenda de matrimónio- uma... ilha grega. Cujo valor estimado ascende a um balúrdio de milhões. O dinheiro é deles e eu acho que têm o direito de o estafar como quiserem. O que me incomoda é o alarde que se faz à volta destas tontarias, num país onde a fome é visível, onde há centenas de famílias a perder as suas casas, na sequência de processos que envolvem situações de desemprego e o seu subsequente corolário de misérias e onde há muitos idosos que têm grande dificuldade em aviar os medicamentos de que necessitam. Perante esta negra realidade, só quero pedir isto : por favor senhores milionários, gastem o vosso dinheiro como vos der na real gana; mas sejam mais discretos na maneira como publicitam os vossos devaneios. Para não ofenderem a dignidade dos muitos milhares de cidadãos deste país, que, nos dias que correm, lutam pela sua sobrevivência e pela das suas famílias. Sinceramente, manifestações de novo-riquismo como esta, não vos ficam nada bem. Isto dito, parabéns aos noivos !
sábado, 1 de agosto de 2015
APETITOSO BIFE
Talvez a generalidade das pessoas não saiba que o grande Eça de Queirós -mestre das nossas letras- tinha no 'Bife à Marrare' o seu prato preferido. E que o acompanhava, não com um dos bons vinhos portugueses, que já no seu tempo se produziam, mas com um refrescante... capilé. É possível também que os nossos compatriotas mais novos ignorem o que é (ou era) essa bebida. Nesse caso eu vou tentar explicar. O capilé é um xarope feito com folhas de avenca, açúcar e essência de flor de laranjeira, que se dilui em água bem fresquinha e que se ingere como refrigerante natural. Aqui há poucos anos atrás, ainda havia uma ou duas marcas industriais que o fabricavam; mas depois, o capilé deixou de se ver nas lojas, cedendo lugar, em exclusividade, ao xarope de groselha, seu concorrente. Quanto ao 'Bife à Marrare' -que ainda hoje é possível saborear nalguns restaurantes da capital- foi criado, na transição do século XIX para a centúria seguinte, por um mestre de cozinha napolitano, que veio para Portugal servir os marqueses de Nisa. Convencido de que, na Lisboa da época, havia perspectivas de bons negócios para quem abrisse um restaurante de luxo, o italiano despediu-se daquela nobre família portuguesa e abriu o Café Marrare das Sete Portas, que, rapidamente, atraiu uma clientela endinheirada e boémia. O prato 'estrela' do menu era o famoso 'Bife à Marrare', também conhecido pelo nome de 'Bife à Café'. Aqui fica a receita para 4 pessoas :4 espessos bifes (de vaca, naturalmente) do pojadouro;
250 gramas de manteiga;
8/10 colheres de sopa de natas;
Pimenta preta do moinho;
Sal grosso q.b..
Como fazer :
1- Derreter, a fogo vivo, metade da manteiga numa frigideira;
2- Alourar a carne de um e de outro lado, sem a picar, para evitar que o suco saia;
3- Temperar com sal grosso e pimenta moída na hora;
4- Escorrer a gordura de fritar o bife e, depois, juntar a restante manteiga;
5- Reduzir a chama e deixar cozinhar o bife mais uns minutos;
6- Adicionar as natas e deixar engrossar o molho, agitando sempre a frigideira;
7- Servir quente num prato apropriado, acompanhado com batatas fritas.
Bom Apetite !
Várias variantes surgiram, ao longo dos anos, com a substituição da manteiga por margarina, a troca das batatas fritas por arroz, saladas, etc.. O acrescento de um ovo estrelado ou de bacon e muito mais. Mas isso já fica ao critério dos interessados em degustar esta receita. Da maneira original ou da modernizada. Nota final : cuidado com as calorias.
ESTA 'BOTICA DO XÉXÉ'
Este blogue -já aqui o disse- é um baú de recordações e um bom pretexto para ir escrevinhando coisas numa língua que, durante muitos anos, pouco usei. Por motivos relacionados com o meio onde vivi, num país estrangeiro. Nestas páginas, vou também lançando umas bocas, simpáticas ou nem por isso, relacionadas com a política, com o futebol, com o quotidiano dos Portugueses, enfim com tudo e mais alguma coisa, que me impressione, que me choque ou que, simplesmente, desperte a minha curiosidade de ser humano. Também me interesso por História e, de vez em quando abordo assuntos, relacionados com essa disciplina. Assuntos geralmente 'vistos' pelo lado anedótico, porque não sou especialista (em nada) e não sou capaz (nem tenho pachorra) para aprofundar temas que eu deixo, voluntariamente, aos peritos. Porque eles é que sabem. Isto é, pois, um blogue de 'coisas e loisas', que me permite, quase todos os dias, guardar um contacto prático com a língua que, por cá, me ensinaram na escola primária, que foi a única (enfim, mais uns anitos no ensino secundário) que eu frequentei. Como já tiveram a ocasião de perceber, também sou cinéfilo, razão pela qual, de quando em vez, abordo aqui o tema do cinema, evocando, muito especialmente, os filmes que eu vi nos meus verdes anos. Também gosto de viagens (das que já fiz e das que gostaria de ter feito), de futebol, do Benfica, de literatura, da Natureza, do Alentejo (onde nasci), de petiscos, da História dos Transportes, com particular apetência por aquela que diz respeito aos navios e aos aviões. Enfim, fica aqui esta pobre 'explicação' e, mais uma vez, o aviso para que não se surpreendam com esta amálgama de coisitas que eu vou deixando nesta autêntica 'botica do Xéxé', onde reinam a desordem e a incongruência. E obrigado a todos aqueles que, apesar desta desordem, visitam regularmente 'Invitaminerva45' e leem o que por aqui vou deixando...
UMA HISTÓRICA AMIZADE
A histórica amizade franco-americana é celebrada neste selo de correio emitido em 1931 pela administração postal dos Estados Unidos. Ladeando o general George Washington -obreiro da independência e primeiro presidente da nação- vemos o general Rochambeau e o almirante De Grasse; que tiveram, ambos, um papel preponderante na guerra vitoriosa contra a Inglaterra colonialista. Este selo evoca, também, em cima à esquerda, o ano de 1781, que foi o da terrível e decisiva batalha de Yorktown, ganha pelas forças coligadas das treze províncias insurgidas e de França. As treze províncias (ou colónias) revoltadas contra o poder britânico, foram as seguintes : Virgínia, Massachusetts, New Hampshire, Maryland, Connecticut, Rhode Island, Delaware, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Nova Jérsia, Nova Iorque, Pensilvânia e Geórgia. Todas elas fundadas no século XVII, à excepção da última, que foi criada na centúria seguinte (em 1732).
<Acampamento de tropas francesas na América do norte, aquando da Guerra da Independência dos Estados Unidos. As suas fardas (de cor predominantemente azul) distinguiam-se das famosas casacas vermelhas dos Ingleses (red jackets).
BARBARA
Barbara
Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest ce jour-là
Et tu marchais souriante
Épanouie ravie ruisselante
Sous la pluie
Rappelle-toi Barbara
Il pleuvait sans cesse sur Brest
Et je t'ai croisée rue de Siam
Tu souriais
Et moi je souriais de même
Rappelle-toi Barbara
Toi que je ne connaissais pas
Toi qui ne me connaissais pas
Rappelle-toi
Rappelle-toi quand même ce jour-là
N'oublie pas
Un homme sous un porche s'abritait
Et il a crié ton nom
Barbara
Et tu as couru vers lui sous la pluie
Ruisselante ravie épanouie
Et tu t'es jetée dans ses bras
Rappelle-toi cela Barbara
Et ne m'en veux pas si je te tutoie
Je dis tu à tous ceux que j'aime
Même si je ne les ai vus qu'une seule fois
Je dis tu à tous ceux qui s'aiment
Même si je ne les connais pas
Rappelle-toi Barbara
N'oublie pas
Cette pluie sage et heureuse
Sur ton visage heureux
Sur cette ville heureuse
Cette pluie sur la mer
Sur l'arsenal
Sur le bateau d'Ouessant
Oh Barbara
Quelle connerie la guerre
Qu'es-tu devenue maintenant
Sous cette pluie de fer
De feu d'acier de sang
Et celui qui te serrait dans ses bras
Amoureusement
Est-il mort disparu ou bien encore vivant
Oh Barbara
Il pleut sans cesse sur Brest
Comme il pleuvait avant
Mais ce n'est plus pareil et tout est abimé
C'est une pluie de deuil terrible et désolée
Ce n'est même plus l'orage
De fer d'acier de sang
Tout simplement des nuages
Qui crèvent comme des chiens
Des chiens qui disparaissent
Au fil de l'eau sur Brest
Et vont pourrir au loin
Au loin très loin de Brest
Dont il ne reste rien.
** Jacques Prévert, in «Paroles» **
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