terça-feira, 7 de julho de 2015

SACAR 60 EUROS POR DIA

A imprensa portuguesa anda preocupadíssima com o facto dos gregos 'só' poderem levantar 60 euros diários das caixas multibanco. Ainda ontem, um dos nossos canais de televisão repetiu isso, em nota de rodapé, dezenas de vezes, enquanto transmitia uma emissão especial sobre o NÃO dos helénicos a mais medidas de austeridade. Mas, basta saber-se multiplicar 60 euros por 30 dias, para constatar que esse montante perfaz 1 800 euros mensais. E eu pergunto : quantos portugueses se poderão dar ao luxo de levantar, mensalmente, tal soma ? -Certamente muito poucos, sobretudo quando se sabe que mais de 2 milhões de trabalhadores lusos auferem (pelo seu labor) os míseros 500 euros do salário mínimo nacional. E que, infelizmente, a maioria dos outros pouco mais ganha do que isso. Parem, pois, os noticiários, de se preocupar como isso. Porque o problema dos gregos, na realidade, não é esse.

O BENFICA DE 1972

Repare-se na portentosa equipa do Sport Lisboa e Benfica de 1972. Que, uma década depois de ter sucedido aos bi-campeões da Europa, ainda se apresentava com uma força temerosa para os seus rivais. Atente-se na defesa -de grande eficácia- mas também e sobretudo na fabulosa linha avançada; no seio da qual ainda imperava um certo Eusébio da Silva Ferreira... Mágico do futebol, cujos restos mortais acabam de ocupar um espaço no Panteão Nacional, ao lado do general Humberto Delgado, do escritor Aquilino Ribeiro e da poetisa Sophia de Mello Breyner Andressen.

NO PRIMEIRO DIA FOI ASSIM

Quando, em 1967, a Suécia decidiu que a condução automóvel passasse a fazer-se pela direita (e não à esquerda, como nas ilhas britânicas), a situação que se gerou foi de tal confusão que deu nisto : trânsito de viaturas caótico, peões desorientados e agentes policiais incapazes de gerir tamanha barafunda... A fotografia aqui apresentada mostra um instantâneo do primeiro dia, numa artéria de Estocolmo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

COISAS...

Imagem romântica da Lisbos quinhentista : à esquerda, uma das naus dos Descobrimentos. Um daqueles navios que levaram a Cruz de Cristo e o nome de Portugal até aos mais longínquos e recônditos lugares do planeta Terra. À direita, a torre fortificada de Belém (joia emblemática do estilo manuelino e símbolo da inventividade nacional), que foi preservada até ao nossos dias. Nesta imagem reflete-se o prestigioso passado histórico de um povo que -com a sua integração no espaço dito europeu, dominado por gente rica, mas que ninguém mandatou para dirigir a política da C. E.-  perdeu vigor, perdeu capacidade de ser e até perdeu a esperança de construir um futuro digno para os seus filhos. Como disse Miguel Torga , «o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados». Pois é ! Às vezes era bom darmos um pontapé no destino. Para ver se as coisas mudam... Como ousaram fazer ontem os Gregos. Que disseram maioritariamente, e claramente, que não aceitam o 'diktat' dos banqueiros mundiais e dos políticos alemães. E que recusam pagar (com a sua vida e com o futuro dos seus filhos) uma dívida (reconhecidamente impagável) contraída pelos dirigentes corruptos e incompetentes do passado. E agora, seja o que os deuses do Olimpo quiserem.


Sua Majestade Imperial Angela I, soberana de todas as Europas. Senhora diante de quem os nossos governantes dobram vergonhosamente a cerviz e às ordens da qual eles obedecem cegamente. Mas, diga-se, nem sempre a bem da nação.

AH ! O ALENTEJO...

Aqui, a  imagem refrescante das águas do Alqueva, rompe com a ditadura do termómetro; que nestes dias de Verão, no Alentejo, aflora ou fixa as temperaturas nos 40º centígrados. Mas, ainda assim, a terra transtagana continua atraente e merecedora da sua visita. Nem que seja para lhe oferecer uma sombra amiga e um desalterante copo de sangria ou o sabor inconfundível de um oloroso gaspacho.

SOBRE O AMOR


«Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim. E ter paciência para esperar que a vida faça o resto..»

* William Shakespeare (1564-1616), poeta, dramaturgo e actor inglês *

domingo, 5 de julho de 2015

CINE-SAUDOSISMO (17)


«FORTE MASSACRE» («Fort Massacre») é um western militar estreado em 1958. Teve realização de Joseph M. Newman e contou com a participação dos actores Joel McCrea, Forrest Tucker, Susan Cabot e John Russell (tudo gente com experiência neste género fílmico) no desempenho dos principais papéis. A acção desenrola-se no território do Novo México, no ano de 1879. No decorrer de uma patrulha, uma unidade de cavalaria do exército dos Estados Unidos é atacada por um aguerrido bando de Apaches. No rescaldo do combate, verifica-se que as baixas dos militares brancos são elevadíssimas, já que metade do seu efectivo fora posto fora de combate, incluindo-se, no número de mortos e feridos, todos os oficiais do destacamento. Nesse transe, o comando da coluna é assumido pelo sargento Winson, a quem incumbe a responsabilidade de conduzir os sobreviventes até ao longínquo Forte Crane, onde está estacionado o regimento a que pertencem. Acontece, porém, que o novo comandante é um inimigo figadal dos pele-vermelhas (que massacraram a sua família) e vai tirar partido da situação para fazer a sua guerra pessoal e tentar saciar a sua incomensurável sede de vingança. Mas os soldados vão rebelar-se contra as veleidades do sargento, que são incompatíveis com as suas 'chances' de sobrevivência... «FORTE MASSACRE» é uma fita de série B -distribuída pela United Artists- mas distingue-se no panorama do cinema western do seu tempo  por várias razões; sendo, sem dúvida, a mais notável o facto de Newman ter quebrado um tabu, ao mostrar, neste seu filme, uma rebelião no seio da intocável instituição militar. Mostrando um levantamento generalizado de simples soldados (que querem salvar a pele) contra os intentos de um graduado despótico e obsecado pelo seu conflito pessoal contra os índios. E que acaba lamentavelmente a sua carreira e os seus dias com um tiro nas costas, disparado por um dos seus próprios subordinados. Outro ponto altamente positivo para esta excelente película, é o facto do seu director de fotografia -Carl Guthrie- nos ter passeado por algumas das mais agrestes (mas também mais fotogénicas) regiões do mítico Faroeste. Filme colorido, com 80 minutos de duração. Sem cópia videográfica editada no nosso país.