

No que respeita a ilha da Madeira -que era muito arborizada e rica em torrentes- o problema que se pôs foi o seguinte : devido à densidade das matas ali existentes (e que lhe valeram o nome), Gonçalves Zarco, um dos dois capitães-donátários da ilha (o outro foi Tristão Vaz Teixeira), decidiu incendiar parte da ilha, a fim de transformar o solo assim disponibilizado em terras agrícolas. Aconteceu, porém, que o incêndio voluntariamente provocado se estendeu a toda a ilha e levou -segundo certos historiadores- sete anos a extinguir-se. Também, por causa disso, a Madeira esteve para ser desprezada pelos colonos. Mas, na era pós-fogos, chegou-se à conclusão que isso teria sido um erro tremendo, pois a terra revelou ser extremamente fértil, prestando-se ao cultivo de cereais, mas, sobretudo, ao da cana-do-açúcar (importada da Sicília e que se tornou a primeira grande fonte de rendimento da ilha), ao da vinha, dos frutos e de tudo o mais que por lá se semeasse ou plantasse.


(*) Desconhece-se a data exacta da chegada a este arquipélago dos primeiros navegadores portugueses; que poderão não terem sido os seus primeiros visitantes europeus. Isso, se fizermos fé em mapas do século XIV, que referem essas ilhas. Mas a colonização lusa das terras, é dada como efectiva na transição dos séculos seguintes.
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