

Parece que em Espanha as coisas estão más para o bipartidarismo, protagonizado -desde a queda do franquismo de triste memória- pelo PP e pelo PSOE. Fartos de votar nos mesmos (que nunca corresponderam às profundas aspirações de quem neles votou), os eleitores espanhóis deram, no passado domingo, uma parte significativa dos seus votos a duas novas formações políticas : o Podemos, firmemente ancorado à esquerda e o Ciudadanos, conotado, ele, com o centro-direita. Parece que, apesar de muito diferentes na ideia que têm para a Espanha futura, não está descartada a hipóteses de formarem uma coligação para governar. Que, naturalmente, afastará do poder os populares e os socialistas. A ver vamos (com muita curiosidade e com muito interesse) como vão evoluir as coisas nas próximas semanas, aqui ao lado...

Já em França, como aliás era espectável, a Frente Nacional (dos Le Pen e apaniguados, mais votantes equivocados), esbarrou, na 2ª volta das eleições regionais (disputada há uma semana), com a coesão da maioria dos eleitores, que descartam a possibilidade de ver no poder os aventureiros de um partido ultranacionalista e xenófobo; que, no entanto (e isso é preocupante), atingiu um número nunca antes conseguido de votos. Preconizo que a derrota da F. N. nas presidenciais de 2017 venha a acontecer, graças, mais uma vez, à união das forças que se lhe opõem. E que ainda são, e de longe, maioritárias no 'hexágono'. Mas cuidado com as políticas irresponsáveis e irrealistas dos Hollande e dos Sarkozy, que, a prosseguirem como dantes, acabarão por facilitar a ascensão, a médio termo, dos neofascistas. É que, a não haver mudanças de vulto, os Franceses, em desespero de causa, poderão acabar mesmo por ceder ao canto do cisne entoado pelos abutres.
Sem comentários:
Enviar um comentário