Guardo boas recordações cinéfilas de todas estes recintos consagrados à difusão do meu espectáculo preferido. Que é também, ainda hoje, o passatempo de eleição de muitos milhões de pessoas no mundo inteiro.
Quando eu era miúdo, a ida ao cinema era sempre precedida por uma visita aos cartazes que promoviam os filmes a exibir nas diferentes salas. Depois de uma inspecção visual e interessada dos ditos, é que se fazia a escolha e se tentava arranjar a ‘massa’ necessária para os bilhetes. Que, quando eu tinha entre 13 e 18 anos de idade, custavam nos cinemas do Barreiro 3$50 (os mais baratos) ou 6$00, se se optava por um balcão do Cinema Ginásio, a melhor e mais confortável sala da localidade.
Tenho saudade desse tempo (pudera ! Era jovem) e do ambiente que se vivia em torno desse ritual, hoje desaparecido, de ir ao sonoro…
Para o recordar, aqui deixo os cartazes de um grande filme, que eu vi em finais desses longínquios anos 50 : «Ouvem-se Tambores ao Longe».
O filme em questão fora realizado em 1939 por John Ford (foi até a sua primeira fita colorida), mas, quinze anos após a sua estreia mundial, ainda era exibido nos cinemas de bairro ou em primeira parte das famosas e muito apreciadas sessões duplas. Que incluíam uma película recente, precedida de uma ‘velharia’. Que, em muitas ocasiões, superava em qualidade o filme vedeta do espectáculo.






A propósito desta saga fordiana -cuja acção decorre na América do norte aquando das guerras pela independência- lembramos que cópias dela, em DVD, já foram editadas em praticamente todos os países da Europa. Mas, em Portugal, nada feito ! Aguarda-se ainda que alguém ligado à indústria videográfica e que perceba alguma coisa de cinema se digne oferecer esse prazer aos desprezados cinéfilos deste país. Eu possuo, felizmente, três cópias do filme : as editadas em França («Sur la Piste des Mohawks»), em Espanha («Corazones Indomables») e no Brasil «Ao Rufar dos Tambores».
As 4 reproduções de cartazes acima apresentados são oferecidas aos cinéfilos que adquirem o excelente DVD editado no país vizinho. Que, infelizmente, só é acessível a quem domina a língua castelhana ou às pessoas que falam inglês
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