Gosto muito, por exemplo, de um prato normando preparado com um enchido chamado ‘boudin noir’ e que é, geralmente, servido (depois de ter sido passado pela frigideira numa colher de manteiga) com um simples puré de batata e com maçã (fatiada), também ela previamente aloirada no já referido recipiente. É um prato simples, mas extremamente saboroso, desde que não se tenha reticências em comer o sangue de porco com que ‘boudin’ é feito. Tal como a nossa morcela ou o nosso chouriço de sangue. Este prato é tradicionalmente acompanhado com uns bons copos de cidra fresquinha. Refiro que esta bebida, proveniente da fermentação de uma maçã local, é melhor se for originária do ‘pays’ de Auge ou então do ‘pays’ de Caux, as mais reputadas regiões produtoras da Normandia. Eu até recomendo uns copos de Duché de Longueville (bruto), cidra produzida no verdejante Vale do Scie, situado às portas de Dieppe.
Um destes dias falarei aqui de uma outra espantosa iguaria francesa –pela qual eu também me perco- que é o ‘foie gras’. Cujo complemento ideal são uns copinhos do divinal Sauternes, um vinho branco licoroso, produzido na região de Bordéus.


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