sábado, 17 de março de 2018

EMIGRANTES

Esta sugestiva aguarela (de autor cuja identidade eu confesso desconheçer) mostra-nos o desembarque de um grupo de emigrantes (provavelmente britânicos) na Nova Zelândia de finais do século XIX. o veleiro que os levou até àquelas ilhas dos antípodas é chamado «Maori» pelo artista. -Nome verdadeiro ou fictícioo ? Que importa... Na realidade, durante toda essa centúria, a Nova Zelândia abriu-se à emigração europeia e recebeu milhares de famílias provenientes do Velho Mundo, que ali se instalaram para construir uma nova vida. Numa futura nação melhor, mais livre e mais digna. (Clicar com o rato sobre a imagem, para a ampliar).

sexta-feira, 16 de março de 2018

OSTRAS, DIVINAS OSTRAS

Confesso ser um grande apreciador de ostras. Francesas, 'creuses' de preferência. E não é destas maneiras que prefiro saboreá-las. Para mim, basta que sejam servidas ao natural : quero dizer, vivinhas e saboreadas apenas com um fio de sumo de limão ou com uma vinagreta confeccionada com chalotas...

-MANIPULAÇÃO GENÉTICA DE UM SÁBIO TRESLOUCADO ?

Não ! Isto não é o resultado do cruzamento de um cachorro com uma centopeia. Mas uma 'habilidade' que nos é oferecida por um fotógrafo... brincalhão.

GLÓRIA A ALEXANDRE BAPTISTA, ATLETA SPOSTINGUISTA


Alexandre Baptista foi um dos muitos futebolistas naturais do Barreiro, que, um dia, deixaram a margem esquerda do rio Tejo para ir fazer carreira (desportiva) nos grandes clubes da capital : Sporting e Benfica. O José Alexandre da Silva Baptista -o nosso homenageado- nasceu na então chamada 'Vila Operária' a 17 de Fevereiro de 1941. E teve como primeiro objectivo na vida tirar um curso universitário. O que veio a realizar, pois tirou o curso de Economia. Para dar curso à sua paixão pelo futebol, ingressou no Sporting Clube de Portugal nos anos 50 (do passado século, obviamente); onde, rapidamente, se tornou uma das estrelas da companhia. Tendo passado dos escalões de formação até à categoria de sénior, Alexandre Baptista jogou uma década no clube ao mais alto nível, conquistando -com reconhecido mérito- dois títulos de Campeão Nacional (1965-66 e 1969-70), para além de uma prestigiosa Taça das Taças. Operando no eixo da defesa, com elegância e segurança, Alexandre é, ainda hoje, reconhecido pelo clube de Alvalade como um dos 'Heróis de Antuérpia'. Alinhou onze vezes na chamada Selecção das Quinas, incluindo naquela equipa que obteve um honroso 3º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol de 1966, disputado em Inglaterra. Deixou o desporto em plena glória, para exercer a sua profissão de doutor em economia. Também foi membro da Direcção do Sporting Clube de Portugal. Este antigo atleta tem, hoje, 77 anos de idade.

terça-feira, 13 de março de 2018

TRAJES DE OUTRORA


Estes trajes de alentejanas já não se usam; a não ser em manifestações folclóricas e afins. O primeiro deles era típico do distrito de Portalegre. Note-se, nas mãos do modelo, uma cantarinha de barro empedrado de Nisa. Onde, infelizmente, esse artesanato está prestes a extinguir-se... A segunda figura é típica do distrito de Évora e do Alentejo mais a sul. Mostra as roupagens tradicionais de uma ceifeira de outros tempos. De tempos de grande sacrifício para as mulheres do campo, que eram obrigadas a desempenhar essa duríssima profissão, para poderem assegurar a sobrevivência da família.

«QUEVILLY», O PRIMEIRO NAVIO-TANQUE

Veleiro francês (um quatro mastros barca com casco em aço) construído em 1897 nos estaleiros navais de Grand Quevilly; que se situavam no curso inferior do Sena, perto de Ruão. Era um navio que deslocava cerca de 3 500 toneladas e que media 105 m de comprimento por 13,90 m de boca. Podia arvorar 4 500 m2 de velame, o que lhe permitiu bater, em 1906, o record da travessia do Atlântico e de hastear, num dos seus paus, a cobiçada flâmula azul. O «Quevilly» foi concebido para transportar ramas de petróleo entre o porto de Filadélfia e os entrepostos de Grand Quevilly, onde a descarga se fazia em apenas 24 horas. Este navio foi o primeiro da história dos transportes marítimos a dispor de tanques. Até fins do século XIX, o chamado 'ouro negro' era transportado em barris arrimados nos porões de navios de carga vária, não especializados. O «Quevilly», que atravessara os conturbados tempos da Grande Guerra sem problemas, foi torpedeado (quando já se chamava «Déodata») por um submarino alemão no dia 21 de Outubro de 1939. Os seus despojos, perfeitamente identificados, repousam no fundo mar, ao largo de Malblethorpe (Escócia), onde têm sido visitados por estudiosos devidamente autorizados. Uma magnífica maqueta do primeiro petroleiro da História está exposta no 'hall' da Câmara Municipal de Grand Quevilly, a cidadezinha da Alta Normandia que o viu nascer.

O escrevinhador de serviço trabalhou, durante vários anos, no estaleiro que construiu este magnífico veleiro; uma unidade fabril centenária, que terminou a sua actividade (em finais do século XX) depois de ter produzido várias centenas de navios de todos os tipos.

LENDÁRIOS YAK-9

Os aviões de caça aqui mostrados (graças às ilustrações de caixa da Ark, uma marca russa de kits) pertenceram à aviação militar da URSS e combateram os invasores hitlerianos durante o segundo conflito generalizado. Ambos são aparelhos monolugares Yak-9. O primeiro deles pertence ao modelo K e apresenta uma característica camuflagem de Inverso; que consiste numa pintura branca cobrindo todas as superfícies do aparelho, salvo as insígnias de nacionalidade e o número usado no seio da esquadrilha. Este aparelho pertenceu a um piloto não-identificado, mas que foi um ás. Essa qualidade está patente nas estrelinhas vermelhas pintadas abaixo do habitáculo e que correspondem (cada uma delas) ao derrube de um avião inimigo. Já o segundo, pertence ao modelo T. Que aqui exibe a camuflagem de Verão (manchas em vários tons de verde e castanho). O seu piloto está perfeitamente identificado, pois trata-se de Ivan Stepanenko, Herói da União Soviética e detentor de várias outras distinções honoríficas. No 'focinho' do avião aqui representado pode ver-se a insígnia que identifica este caça como fazendo parte de um dos prestigiosos Regimentos da Guarda; que eram compostos por pilotos de elite. (Clicar nas imagens com o rato, para as ampliar).