O tempo começa a aquecer (na minha região os termómetros já estão a registar temperaturas exteriores superiores a 30º) e o Verão já dá um ar da sua graça. De modo que começam a apetecer uns mimos iguais (ou parecidos) a esta sangria, que a imagem documenta. Para saborear, todavia, nas calmas e com moderação.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
O VERÃO JÁ DÁ UM AR DA SUA GRAÇA
O tempo começa a aquecer (na minha região os termómetros já estão a registar temperaturas exteriores superiores a 30º) e o Verão já dá um ar da sua graça. De modo que começam a apetecer uns mimos iguais (ou parecidos) a esta sangria, que a imagem documenta. Para saborear, todavia, nas calmas e com moderação.
O TÍMIDO SORRISO DA PANTERA
FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA (6)

Estas duas fotografias foram tiradas aquando da famigerada guerra do Vietnam. Que durou uma eternidade e que provocou a morte de centenas de milhar de pessoas, para além de ter causado, naquele país do sudeste asiático, destruições maciças. Tanto materiais, como naturais. A foto de topo mostra uma barcaça blindada do exército fantoche do Vietnam do Sul, uma entidade política que viveu só enquanto duraram o dinheiro dos Estados Unidos e a protecção das suas forças armadas. Estas barcaças patrulhavam os rios, buscando o contacto com os guerrilheiros do Vietcong, nome dado aos combatentes comunistas da Frente Nacional de Libertação do Vietnam do Sul. A segunda fotografia (em baixo) mostra duas rudimentares embarcações deste movimento, deslizando no mesmo espaço geográfico e que tentam surpreender aqueles que os guerrilheiros vietnamitas consideravam simples lacaios do inimigo (que se opunham à reunificação do país), mas também as unidades do poderoso exército invasor. Que eles (mái-lo exército regular do Vietnam do norte) acabariam por vencer -indiscutivelmente !- em 1975, com o derradeiro acto da conquista de Saigão. A guerra do Vietnam (ou da Indochina) durou mais de 30 anos, visto ter começado nos tempos da invasão japonesa (durante a 2ª Guerra Mundial), ter prosseguido contra o colonialismo francês (esfrangalhado pela derrota definitiva de Diên Biên Phu, em 1954) e continuado com a invasão militar do país pelos E.U.A. (anos 60). Nesse conflito -profundamente ideológico- os vietnamitas adeptos da reunificação contaram com o apoio moral e material da China, da U.R.S.S. e seus seguidores do bloco comunista. Mas também com o precioso suporte da opinião pública internacional (inclusivamente norte-americana), que organizou campanhas virulentas e permanentes contra uma guerra cruel e indesejada. Quero dizer, ainda a propósito destas duas fotos, que elas são a demonstração quase perfeita de que as guerras nem sempre são ganhas por quem tem mais e melhores canhões. Por vezes, a razão e a vontade dos povos também é determinante...
BENFICA - MAIS UM SONHO QUE SE ESVAI

O Benfica perdeu, ontem, em Turim, pela oitava vez, mais uma final europeia de futebol. Desta feita, foi a da Taça UEFA, contra a equipa espanhola do Sevilla F. C.; que conquistou esse prestigioso e cobiçado troféu pela terceira vez no seu historial. Vi o jogo (na TV) e penso, muito sinceramente, que os encarnados se mostraram perturbados e perdulários em duas ou três ocasiões decisivas. Quando, diante do guarda-redes do clube rival (o português Beto), vacilaram e desperdiçaram oportunidades flagrantes de golo. E, como diz o outro, quem não marca, sofre... Depois, no momento decisivo -o dos 'penalties'- o adversário do Benfica demonstrou ter mais sangue frio e fez aquilo que tinha de fazer : não falhou ! E agora, por favor, não me venham com a treta habitual ! Não me venham com a corriqueira desculpa do costume. Aquela de que o árbitro foi parcial (mentira !) e se 'esqueceu' de assinalar 3 ou 4 faltas do Sevilla na grande área... O Benfica perdeu, mas novas oportunidades surgirão na vida deste clube centenário e que está aí de pedra e cal para enfrentar novos reptos. E já agora, parabéns ao vencedor, o Sevilla F. C.. E também ao futebol espanhol; que esta temporada -e a nível das competições interclubes- sagrará duas das suas equipas.
terça-feira, 13 de maio de 2014
FAZ FALTA...
Faz falta na nossa TV uma emissão semanal exclusivamente dedicada ao cinema e aos seus cultores. Uma emissão inteiramente consagrada à 7ª Arte, que ressuscite filmes clássicos, para os revelar aos jovens apreciadores de bom cinema. E que, ao mesmo tempo, dê satisfação a uma importante franja de telespectadores mais velhos, que adorariam ver (ou rever) aquelas películas que marcaram o seu tempo e que fazem parte das suas melhores recordações. Proponho que essa emissão seja criada num dos canais estatais e que seja apresentada e animada por pessoa competente na matéria, capaz de ter uma atitude didáctica perante o seu potencial público. Como o fez, outrora, e muito bem, o Sr. Lauro António. Enfim, proponho. Mas só isso, porque tenho a certeza que, na nossa televisão, ninguém está minimamente interessado em montar e manter uma emissão desse género. Que é susceptível de transmitir cultura. Ainda se fosse mais um programa da treta subordinado ao tema do futebol... ///// O cartaz anexado é belga e publicitou, há mais de meio século, o filme «A Viúva Negra», que Nunnally Johnson realizou em 1954. Amplie a imagem com um clique do rato e sonhe, pois é tudo o que lhe resta fazer. A não ser que descubra por aí um DVD com cópia desta saudosa obra... O que é muito pouco provável.
ASSIM VAI O MUNDO...
Um estudo recente, cujos resultados são hoje noticiados pela imprensa diária, diz que os Portugueses são (a par dos Búlgaros) os europeus mais insatisfeitos com o presente e os mais descrentes quanto ao seu futuro. Enquanto isso, os partidos da coligação governamental -envolvidos da campanha eleitoral- não param o foguetório de gabarolices insanas e o arraial de promessas; que, está bem de ver, têm o mesmíssimo valor que aquelas que nos fizeram há 3 anos atrás... Dizem também os jornais de hoje, que o trabalho precário mais do que duplicou no espaço de 1 ano. E que o Estado é um dos principais responsáveis por essa situação, visto os seus serviços estarem a trocar funcionários (22 000 pessoas só em 2013) por tarefeiros... Informam, igualmente, os 'media' deste dia 13 de Maio, que 66 municípios portugueses estão a investir parte do seu orçamento social para manterem as cantinas escolares abertas em tempo de férias. E que ali mandam servir 30 000 refeições diárias a crianças, que têm, muitas delas, nesses almoços, a única refeição que tomam por dia. Se eu fosse minimamente responsável por esta situação (que é obra da política de coligação PSD/CDS), teria vergonha e pintava a minha cara de preto... E já agora, para acrescentarmos ao rol das nossas desgraças, ficámos agora a saber que Portugal se mantém firme no 'top 10' dos países que mais álcool consomem... O escrevinhador de serviço (que nem tem espírito de bota-abaixo) sabe bem que coisas positivas também vão acontecendo (e ainda bem) neste nosso amado país. Mas, também sabe que, regra geral, essas coisas boas nada têm a ver com a acção dos nossos (des)governantes. Infelizmente !
Um grupo de radicais islamistas raptou, há dias, centenas de alunas numa escolas do Nigéria e ameaça as autoridades do país e as famílias das meninas sequestradas de as vender como escravas a quem mais der. Isso, se não forem satisfeitas as suas reivindicações, clamadas, na TV, por um doido varrido brandindo ameaçadoramente uma 'kalashnikov'. Penso que esta infâme atitude nada tem de político, nem de religioso. É banditismo puro e em grande escala, ao qual é urgente dar uma resposta firme e imediata. Tendo, naturalmente, em conta que a segurança das crianças raptadas é primordial. A África, que tem grandes problemas (muitos deles criados por governantes corruptos e pela passividade dos seus protectores neo-colonialistas) está cada vez mais distante daqueles padrões que nós, no dealbar das independências, quisemos para o continente negro. E isso é lamentável. Tanto mais que se trata de uma terra razoavelmente rica, que, se fosse bem gerida, podia garantir, a todos, o seu quinhão de relativa felicidade. O mal dos africanos é, em maior escala talvez, o problema de todos os povos da Terra, onde as riquezas são muito mal distribuídas; onde alguns figurões acumulam riquezas espantosas, enquanto outros (a maioria) morrem de fome ou procuram nos caminhos ínvios da emigração, prespectivas de vida melhor. O que é cada vez mais utópico. Entretanto, no caos gerado pela extrema injustiça, vão-se multiplicando, por todo esse martirizado continente, os grupelhos pseudo-revolucionários, que, à miséria reinante, juntam a confusão, o desespero, a morte. É minha opinião que, após tantos séculos de sofrimento, os nossos irmãos de África já mereciam melhor sorte e o direito de viverem dignamente na sua própria terra. //////
A, apenas, um mês de ser dado o pontapé de saída do Campeonato do Mundo de Futebol organizado pela FIFA no Brasil, há estádios e infraestruturas que ainda não estão acabados. E a contestação nas ruas, contra a Copa, pouco tem abrandado. No que às obras diz respeito, quero acreditar que os brasileiros têm capacidade para as terminar nos prazos estabelecidos, antes que as selecções convidadas desembarquem no país de Pelé e de Mané Garrincha. Já quanto ao resto, estou apreensivo pela intransigência de alguns (muitos) brasileiros que se encarniçam contra a organização do campeonato, mas, também e sobretudo, contra um governo acusado de despesismos fúteis, quando parte da população das grandes cidades vive no desconforto das favelas ou, simplesmente, não tem tecto. O governo diz que os manifestantes estão a ser manipulados pela oposição e que o dinheiro gasto na realização dos estádios é um investimento, que terá retorno. E mais afirma, em relação aos contestatários, que é estranho que essa gente se manifeste no momento em que o Brasil já é a sétima economia do mundo e num tempo em que os governos de Lula e Dilma extrairam (em 10 anos) 36 milhões de pessoas da miséria e levaram 42 milhões de outros brasileiros a integrar a classe média. Não sei. Desconheço a realidade do país irmão e, num conflito que não me diz respeito (mas que me interessa) não me meto. Acho é que, depois das despesas feitas, já não é tempo de retroceder. Adeptos vindos de 200 países encomendaram (ou já compraram) bilhetes para o mundial. O mais sensato, agora e quanto a mim, é recebê-los calorosamente, mostrar-lhes o que de bom tem o Brasil e esperar que todos esses estrangeiros gostem e voltem. É também assim que se promove a imagem de um país e que se desenvolve a sua indústria turística. Que dá dinheiro e prestígio internacional.
'GLADIATORS'

O Gloster 'Gladiator' foi um avião de caça construído em Inglaterra nos anos 30 do século XX. Biplano rústico, era apreciado dos seus pilotos pelo voo agradável que proporcionava; mas, em 1939, quando rebentou a 2ª Guerra Mundial, este aparelho estava completamente ultrapassado e não podia competir com as aeronaves que os inimigos do império britânico lançaram na batalha. Daí, ter sobrevivido apenas na aviação de países neutros, não beligerantes ou de importância secundária no desenrolar do conflito. A Portugal foram fornecidos 30 destas máquinas. Algumas delas operaram nos Açores, sem, todavia, terem conhecido o confronto armado que abalou o mundo. Os 'Gladiators' da nossa aviação militar foram retirados do activo em 1953.Principais características do Gloster 'Gladiator' Mk1 :
Comprimento - 8,36 m
Envergadura - 9,83 m
Altura - 3,58 m
Monolugar
Peso máximo à descolagem - 2 088 kg
Motor - 1 Bristol 'Mercury' de 830 h.p. (radial)
Velocidade máxima - 407 km/h (a 4 400 m de alt.)
Tecto operacional máximo - 10 000 m
Autonomia - 2 horas
Armas - 2 ou 4 metralhadoras.
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