quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

«SAINT-PIERRE»


O 'dundee' representado nesta bonita tela de Eugène Grandin é o «Saint-Pierre», um veleiro construído em 1895, nos estaleiros Massé & Chantelot de Fécamp (Normandia), França. O «Saint-Pierre» (de 180 tonéis) foi utilizado pelo armador Charles Bénard, de Saint Pierre-en-Port, na pesca do arenque e da cavala. Seria posteriormente vendido a uma sociedade de Bayonne, que o mandou à pesca do bacalhau para os Grandes Bancos da Terra Nova. O «Saint-Pierre» desapareceu em 1916, na sequência de um acto de guerra, cuja natureza confessamos desconhecer.

sábado, 19 de dezembro de 2009

FORMOSO BICHAROCO


Que vem para aqui fazer este exemplar da borboleta 'Aglais urticae' ? -Nada de especial, a não ser dar uma nota de cor e beleza a este meu blog de coisas e loisas...

NON, JE NE REGRETTE RIEN


Édith Giovanna Gassion, aliás Édith Piaf


NON, JE NE REGRETTE RIEN

Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est bien égal !

Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé !

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux !

Balayés les amours
Et tous les trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro

Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est bien égal !

Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui, ça commence avec toi !

(letra : Michel Vaucaire - música : Charles Dumont)


Esta canção -que deu a volta ao mundo na voz de Édith Piaf- é uma das mais bonitas do seu repertório e uma das minhas preferidas dessa intérprete quase mítica da canção francesa do século XX.


Esta placa comemorativa não assinala a casa onde nasceu Édith Piaf. A futura cançonetista -uma das maiores de sempre- nasceu na rua, em condições miseráveis, na soleira desta moradia sita na rua de Belleville, no 20º bairro de Paris

LUTA CONTRA DOENÇAS CONTAGIOSAS


Os médicos da Idade Média protegiam-se assim, quando tratavam de pacientes atingidos pela peste ou por outras doenças contagiosas. O bico, que sobressaía da máscara, continha especiarias e ervas aromáticas, destinadas a 'purificar' o ar respirado pelo clínico. Se a moda tivesse pegado, hoje andaríamos todos disfarçados de passarinhos para prevenir a gripe A

O REGRESSO DOS BACALHOEIROS

Segundo noticiaram recentemente os jornais, parece que as autoridades canadianas vão abrir, de novo, as suas águas territoriais aos navios estrangeiros de pesca ao bacalhau. Alguns armadores portugueses de pesca longínqua já manifestaram o desejo de enviar os seus barcos aos Grandes Bancos, reatando assim com uma tradição ancestral. Da qual muitas pessoas (entre as quais eu me conto) ainda se recordam...


Sua Majestade o Fiel (e, agora, caro) Amigo


Uma unidade de pesca ao bacalhau de outros tempos...


Além das piscosas águas da Terra Nova (a antiga Terra de Corte Real), os pescadores portugueses também procuravam o bacalhau nos ainda mais frígidos mares de Davis e de Baffin, situados entre o leste do Canadá e a Groenlândia, território sob administração dinamarquesa

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CHINA : CORES, ODORES E SABORES


Por baixo de dois festivos e tradicionais lampiões, aqui estão o arroz chau-chau, os rebentos de soja e os 'nems' (com o respectivo acompanhamento de alface e de hortelã); pitéus que evocam o país da Grande Muralha, onde a cozinha pode ser simples ou requintada, mas é sempre saborosíssima

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SANGUE INGLÓRIO


Como nódoas azuis sobre a campina,
Repousam, às dezenas, imóveis, hirtos,
Expostos às feras, às aves de rapina
E aos facalhões de arrepiantes ritos.

Eram soldados de um sétimo regimento,
Que ao som de irlandesa e fera melodia,
Iam destroçar índios em seu acampamento,
Levados por quem lá do alto lhes sorria.

Desenfreado Cavalo Louco que ali andava,
Mais um Touro Sentado que dançava
Desfizeram-lhes os sonhos de vã glória,

Despejando sobre eles frechas, metralha,
Gritos, uivos de lobo, crocitos de gralha,
Selando, num cru instante, a sua história.

(Johnny Portugal)