sábado, 14 de abril de 2018

'TOMAHAWKS' CONTRA A SÍRIA, QUANDO O QUE O MUNDO QUER É PAZ

Hoje, às primeiras horas do dia, forças navais e aéreas dos EUA, da França e do Reino Unido atacaram alvos na Síria. Tendo, no entanto, o cuidado de não atingir as bases russas e os militares do senhor Putin; que terá sido previamente advertido do envio de 110 (ao que diz a imprensa) mísseis de cruzeiro contra território administrado por Damasco. Os representantes dos 'lobbies' armamentistas devem esfregar as mãos de contentes, pois os 'tomahawks' e congéneres custam, cada um deles, mais de 1 milhão de dólares. Que os povos das potências agressoras pagarão, naturalmente, sob forma de impostos e/ou das restrições que atingirão os seus sistemas de saúde, de educação, etc. Como sempre, aliás ! Há pouco, estive a ver, na TV, partes da conferência de imprensa dada pelo Pentágono. E pasmei pelo facto de uma porta-voz do departamento de defesa dos Estados Unidos, convidada por um jornalista a apresentar provas sobre a utilização recente de armas químicas pela aviação síria se ter recusado a fazê-lo. O que reforça a minha ideia de que as ditas armas talvez sejam da índole das 'armas de destruição maciça' do defunto Hassam Hussein. Quer dizer, inexistentes. Acho (já o disse e repito) que esta gente ensandeceu e anda a brincar com o fogo; e que, qualquer dia, incendiarão o planeta. É por essa razão que eu desprezo os líderes mundiais (todos eles medíocres) que temos. Outra coisa que me entristece é ver os jornalistas da imprensa (nomeadamente os da televisão) repetirem, como papagaios inconsequentes e sem memória, os gritos de indignação de países como os 'states'. Esquecendo os crimes da guerra do Vietnam, onde as tais armas químicas foram usadas em profusão contra o povo e a Natureza desse país do longínquo Oriente. -Ou já olvidaram as milhares e milhares de toneladas de Agente Laranja ali utilizadas, que tantas mortes e destruições provocaram ? Para além de terem causado gerações de crianças, que, já depois de ter terminado o conflito, ainda nasciam com deformações (físicas e mentais) provocadas por esse devastador produto. -E que dizer dos milhares de cancros causados nos próprios combatentes norte-americanos que estiveram expostos a esse veneno ? Todos queremos, naturalmente, a abolição desse abominável tipo de armas; mas, a verdade é que os 'states' não têm, nesse domínio, autoridade moral para dar lições seja a quem for. Pois, aqui há anos atrás, foram os seus arsenais que as forneceram aos exércitos do supracitado ditador iraquiano. Que as usou, sem o mínimo remorso, na mortífera guerra que sustentou contra o Irão. Pois é, os velhos como eu ainda se lembram dessas coisas. Os jornalistas é que não. Talvez por comerem muito queijo, coitados !

Vítimas da guerra química na Síria.

Aviões da USAAF 'regando' florestas e aldeias do Vietnam com o criminoso Agente Laranja.
A guerra química é um crime atrós, que não se apaga da memória dos homens. Seja qual for (ou tenha sido) o seu utilizador. Enfim, a guerra 'tout court' é uma aberração. Que é importante denunciar em toda e qualquer circunstância.

FALECEU MILOS FORMAN

Faleceu, ontem, com 86 anos de idade, o grande realizador Milos Forman. O conhecido director checo, que nos ofereceu obras de excelência como, por exemplo, «Os Amores de uma Loira», «Voando Sobre um Ninho de Cucos» e «Amadeus», foi consagrado pela crítica e pelo público e internacionalmente premiado. Arrecadando, nomeadamente, 2 Óscares da Academia de Cinema Americano, atribuídos ao melhor realizador. Obrigado pelo seu legado.

NA EUROPA AMA-SE O CINEMA WESTERN. EM PORTUGAL, MUITO POUCO...



Contrariamente ao que acontece na nossa terra -onde o cinema western sempre foi considerado um género menor, pouco apreciado pelos críticos e pela 'gente fina' da nossa praça- os filmes ambientados do Faroeste continuam a merecer aceitação junto da generalidade dos públicos  de Espanha, de França, de Itália, da Alemanha, do Reino Unido, etc. -Porque será ? Eu não conheço a resposta, mas, considerando o estado de desenvolvimento (económico, social e educacional) desses países, não me parece que isso esteja ligado ao facto dessa gente ser primária e/ou lorpa.  A verdade é que os editores de videogramas locais continuam a lançar no mercado da especialidade catadupas de westerns. Com particular abundância de clássicos, de filmes estreados na década de 40 e seguinte, que constituíram a 'Época de Ouro', daquele que foi definido, por um conhecido crítico francês, como sendo «o mais genuíno de todos os géneros do cinema norte-americano». Em Espanha, por exemplo, não é raro topar nas lojas da especialidade (mas não só) com estojos como este que aqui se apresenta e que contém meia dúzia de 'coboiadas' de um actor que se distinguiu na interpretação de personagens westernianas. Como Alan Ladd; que aqui viu reeditadas as cópias de : «A Vida por um Fio» («Whispering Smith»), «A Marca Rubra» («Branded»), «A Grande Ofensiva» («Saskatchewan»), «A Última Ordem» («Drum Beat»), «Homens das Terras Bravas» («The Badlanders») e «Dragões da Violência» («Guns of the Timberland»). Na minha modesta opinião, a escolha não foi criteriosa e, se fosse eu, tinha retirado alguns desses títulos para incluir outros. Onde não faltaria, obviamente, o famoso e universalmente apreciado «Shane», que é um dos melhores westerns alguma vez realizados. E que, qualitativamente, pode emparceirar com obras consagradas como «A Desaparecida», «Duelo ao Sol», «Homem sem Rumo», «Johnny Guitar», «O Sargento Negro», «O Pistoleiro Romântico», «O Homem que Matou Liberty Valance», «O Passado não Perdoa», «Quem Ventos Semeia...», «A Flecha Quebrada» e muitas mais outras maravilhas que sobressaiem num género que muitos dizem ter morrido... Boato no qual nós, obviamente, não acreditamos.

CAPRICHOS DO TEMPO...

Embora o calendário nos garanta que já estamos na Primavera, os campos se adornem de coloridas flores e os insectos zumbam durante os seus rápidos e graciosos voos, a verdade é que o tempo está desagradável. 'Presenteando-nos' a Natureza com chuvadas já indesejadas (mesmo se continuam a ser necessárias para compensar a seca severa do passado ano), com ventanias rijas e com temperaturas muito pouco amenas. Esperemos por melhores dias...

sexta-feira, 13 de abril de 2018

UM AVÔ DOS ACTUAIS EXPRESSOS RODOVIÁRIOS

Este autocarro de marca Ford data das primeiras décadas do século XX. A fotografia aqui apresentada parece ter sido tirada numa Feira Agrícola, que teve lugar nas Caldas da Rainha... A imagem foi colhida do excelente 'site' «Restos de Colecção», que eu não hesito em considerar um dos mais originais e mais interessantes que conheço. E que, por essas razões, aconselho toda a gente a visitar. Entretanto, espero que o gestor do dito e recomendado 'site' não se melindre com esta desinteressada usurpação. (Pode ampliar a imagem com um clique do rato).

JÁ ESTÃO NAS BANCAS OS DVD's NUMEROS 3 E 4 DA COLECÇÃO «HISTÓRIA A HISTÓRIA»

No DVD número 3 desta excelente colecção apresentada por Fernando Rosas («História a História»), podemos familiarizar-nos com os temas intitulados «O Milagre de Tancos - Portugal na 1ª Guerra Mundial» e «A Gripe Pneumónica, a Pandemia de 1918-1919». E no DVD número 4 (que sai hoje), são nos propostos os documentários «Rostos da Condição Feminina» e «O Porto Insurgente». Que, como é de adivinhar, abordam, todos eles, assuntos de grande interesse, que têm a ver com um período pouco conhecido da maioria dos nossos compatriotas. Aqui fica, pois, a informação dirigida, muito especialmente, àqueles que se interessam pela História de Portugal. Com temas que aqui são apresentados de maneira original e com o aval de um historiador-apresentador competente e respeitado.

BELO E GOSTOSO !

Dois camarões-tigre de Moçambique, duas batatas cozidas e aspergidas com um molho emulsionado de salsa, uns 'pickles' e sumo de limão. Eis uma excelente refeição para todas as estações do ano, senão para todas as bolsas. Já que o exótico crustáceo que entra na sua composição, também entra, pesadamente, na bolsa de quem queira experimentar esta receita... para ricos. É evidente. Mas, perante isto, e para os outros, basta fechar os olhos e sonhar. É, geralmente, o que eu faço.