quarta-feira, 28 de março de 2018

LEMBRAR A «CANÇÃO DE LISBOA»...


«A Canção de Lisboa» é um clássico do cinema nacional, que todos os portugueses (de todas as gerações) conhecem e apreciam. Realizada em 1933 por Cottinelli Telmo, esta deliciosa comédia teve, na interpretação dos papéis principais, os impagáveis actores Vasco Santana, Beatriz Costa, António Silva e muitas outras glórias do nosso 'sonoro'. Penso que a imagem anexada neste meu 'post' seja a capa de um disco, no qual foram reunidas as gravações das cinco inesquecíveis canções da fita. A saber : «A Canção de Lisboa», «A Agulha e o Dedal», «Castelos no Ar», «O Balãozinho» e «Fado do Estudante». Que, como também é referido neste velho documento, tiveram música de Raul Portela e Raul Ferrão e versos de José Galhardo. Felizmente que houve a invenção dos leitores de vídeo e dos videogramas para perpetuar esta e outras películas feitas há já perto de um século...

segunda-feira, 26 de março de 2018

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS DOS MENINOS POBRES

Esta viatura -concebida e construída por meninos da Etiópia- faz-me recordar os meus tempos de criança... Quando, no início dos anos 50 do passado século, também muitos meninos portugueses se viam na necessidade de construir os seus próprios joguetes : com restos de madeira, arames, pregos e... muita imaginação. Porque -na minha classe social- o escasso dinheiro ganho pelos pais mal dava para encher a barriga e para satisfazer outras necessidades básicas. Nada de comparado, obviamente, com a miséria da África dos nossos dias, é certo. Mas, ainda assim, tempos de pobreza e de privações, que as crianças portuguesas de hoje desconhecem. Felizmente !

LÍNGUA PORTUGUESA

-Sabia que a palavra 'mamposteiro', agora em desuso, designa uma pessoa encarregada por outra para a substituir numa função, num cargo ou num negócio ? É verdade. Mas, na Idade Média, 'mamposteiro' era o nome que designava aquele que, oficialmente, se encarregava de pedir esmolas para determinadas causas, como as bulas dos Cruzados que partiam guerrear na Terra Santa, como o resgate dos cativos dos infiéis, etc.

MARINHEIROS DE PORTUGAL

Esta foi, sem dúvida, uma das mais belas séries filatélicas consagradas a navegadores lusos dos séculos XV e XVI. Foi emitida pelos Correios de Portugal em 1945, desenhada pelo insigne artista alentejano Jaime Martins Barata (natural de Santo António das Areias, no distrito de Portalegre) e fazia referência aos ilustres marinheiros Gil Eanes, João Gonçalves Zarco, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Gonçalo Velho e Diogo Cão. (Ampliar a imagem com um clique do rato).

NOSTÁLGICOS WESTERNS


Esta fotografia de um ainda jovem John Wayne, mostra o 'rei do cinema western' numa pose promocional da película «Cavalgada Heróica» («Stagecoach»), realizado, em 1939, por mestre John Ford. O saudoso actor representa, na dita fita, o papel de Ringo Kid, um forajido que persegue uma vingança; e que se regenera graças ao amor que partilha com Dallas (Claire Trevor), um outro ser marcado pela vida. A propósito deste género fílmico, quero referir que, em meados deste mês (tal como é referido nesta capa do jornal «Destak»), estreou em Portugal um dos últimos westerns realizados pelos estúdios de Hollywood : «Hostis» («Hostiles»), que teve realização (em 2017) de Scott Cooper e que contou com a participação de Scott Shepherd, de Rosamund Pike e de Wes Studi nos papéis principais.

UM LIVRO SURPREENDENTE, QUE SE RECOMENDA


Um livro que se recomenda : «Histórias Desconhecidas da II Guerra Mundial», da autoria de Jesús Hernandéz. Esta obra (que eu há pouco descobri) é apaixonante, pelo facto de nos revelar alguns 'feitos insólitos e heróis improváveis do maior conflito armado do século XX'. Tais como este que aqui vou mencionar. E que, no livro em questão, cuja leitura recomendo vivamente, nos é relatado pelo já referido historiador espanhol. Começarei com uma pergunta : -Sabia que no Verão de 1944 os Estados Unidos enviaram para a Europa 19 000 toneladas de celulose, para que as fábricas do Velho Mundo as convertessem em 50 milhões de rolos... de papel higiénico ? Pois é verdade ! Quando as forças armadas norte-americanas entraram na guerra contra as tropas do Eixo (Tóquio-Berlim-Roma), os especialistas dos serviços de intendência estimaram que cada um dos seus combatentes necessitaria, diariamente, de 22,5 folhas desse artigo de asseio. O que levou à mobilização de milhares de pessoas (tanto nos 'states' como fora deles) e provocou um complicado problema aos serviços logísticos. Refira-se, a título de curiosidade, que os britânicos avaliaram que os seus militares, necessitariam -em idêntico espaço de tempo- de apenas 3 folhas do dito papel. -Incrível, não é verdade ? Mas, como eu já vos disse, o livro em apreço está recheado de histórias como esta. Que nos deixam embasbacados, por tão desconcertantes que são...

NA SOLIDÃO DOS GELOS ETERNOS

Com o seu casco de cor alaranjada e a sua característica proa quebra-gelos, este navio científico russo -o «Akademik Trechnikov»- parece perdido na imensidão dos gelos polares... (Clique com o rato na imagem, para a ampliar).