terça-feira, 4 de julho de 2017

LISBOA É COISA BOA

A Lisboa mourisca era, no século XII, antes da sua programada conquista pelo rei D. Afonso Henriques em 1147, uma das maiores, mais ricas e mais belas cidades do ocidente ibérico. Por todos cobiçada. Este bonito e sugestivo trabalho é da autoria do artista Martins Barata (1899-1970) e está exposto no Museu da Cidade.


Já esta aguarela -mais conhecida do que a precedente- foi executada por Roque Gameiro (1864-1935). Nela se podem observar as movimentações dos exércitos, as máquinas de assédio e os navios dos Cruzados (Ingleses, Flamengos, Alemães, etc.), que ajudaram o nosso primeiro rei a submeter a cidade. Que logo se tornou capital do Portugal da Reconquista. (Clicar com o rato nas imagens para as ampliar).

PREOCUPANTE

O consumo de álcool tem crescido (de maneira exponencial) entre os jovens. Portugueses e europeus. Pode dizer-se que as  bebedeiras estão na moda. Facto que tem, como é óbvio, consequências severas e imediatas na saúde (física e mental) dos rapazes e das raparigas menos comedidos naquilo que ingerem. É a saúde e o bem-estar geral dessa gente que é necessário preservar. Mas nada se fará, bem entendido, sem a consciencialização dos jovens bebedores. Nem sem a sua boa vontade...

O NOSSO MUNDO É BELO (118) : SINGAPURA

'TAGINE'

'Tagine de lapin aux abricots'. É um delicioso prato da gastronomia norte-africana (especialmente marroquina), preparado com coelho (bravo ou doméstico) e alperces secos. Pode colher a receita nas muitas páginas de cozinha da Net. A sua realização é fácil e o resultado e gosto inesperados.

CURIOSIDADE DESPORTIVA

Esta é a fotografia oficial da selecção portuguesa de futebol que -no domingo, dia 23 de Março de 1947- disputou no estádio de Colombes (Paris) um jogo amigável com a sua congénere de França. França que venceu o dito desafio por 1-0. Eu ainda não tinha 2 anos de vida quando se desenrolou esse jogo; mas ainda reconheço alguns dos atletas fotografados no documento anexado. Como, por exemplo, o guarda-redes Azevedo e os avançados Jesus Correia (também exímio praticante de hóquei-em-patins), Peyroteo, Travassos e Vasques. Curiosamente, todos eles ligados ao Sporting Clube de Portugal.

SETÚBAL E TRÓIA

Cidade de Setúbal e região envolvente. Ainda há muita gente que não sabe, que o território histórico do Alentejo começa na península de Tróia; que pertence (do ponto de vista administrativo) ao concelho de Grândola. Tróia tem-se afirmado -com as suas belas e extensas praias de areia fina- como um dos grandes pólos turísticos do nosso país e, para a gente de Lisboa e respectiva cintura urbana, como uma excelente alternativa ao Algarve. (Clique com o rato na imagem para a ampliar).

CINE-NOSTALGIA (68)

Esta película norte-americana -«A FAMÍLIA MINIVER» (Mrs. Miniver»)- começou a ser rodada antes do ataque japonês a Pearl Harbour e, consequentemente, antes da entrada em guerra dos Estados Unidos. Realizada por William Wyler, já condenava abertamente o nazismo. Ao ponto de, durante todo o conflito entre Aliados e forças do Eixo, se tornar um filme que serviu a máquina de propaganda dos primeiros. Diz-se (e escreveu-se) que este filme foi muito apreciado pelo presidente Roosevelt, devido à sua influência sobre a opinião pública dos 'states'. Os espectadores locais aplaudiram, igualmente agradados, o facto da fita «A FAMÍLIA MINIVER» ter sido premiada com 6 Óscares. Esta obra foi estreada em 1942, teve produção da companhia Metro Goldwyn-Mayer (que com a sua exibição arrecadou chorudos lucros) e contou com a colaboração dos actores Greer Garson, Walter Pidgeon, Teresa Wright, Dame May Whitty, Reginald Owen, nos principais papéis. Esta película (filmada a preto e branco e com 134 minutos de duração) é a crónica de uma família inglesa da classe média alta, que vive, nos arrabaldes de Londres, os horrores dos primeiros anos de guerra. Num tempo em que as vilas e cidades da velha Albion eram alvejadas, dia e noite, pelos bombardeiros da 'Luftwaffe'. A heroína é, naturalmente a figura de mulher que inspirou o título original do filme. Que, nessa situação de crise aguda, tem de geri-la, sem descurar os seus deveres de esposa e de mãe. Mrs. Miniver é, também, um exemplo de humanismo e de civismo, cuja atitude está bem patente naquele episódio em que ela recolhe um aviador alemão abatido e o alimenta e lhe trata dos ferimentos recebidos, antes de cumprir o seu dever de cidadã exemplar, remetendo-o às autoridades. Esta fita, que teve um enorme êxito popular (e de bilheteira) nos anos 40, envelheceu um pouco, como aliás seria de esperar, mas, ainda assim, merece ser visionada por aqueles que ainda não a conhecem e por quem, há muito tempo, a perdeu de vista. Para tanto existem as cópias videográficas (DVD e Blu-ray) e as transmissões televisivas.