quarta-feira, 28 de junho de 2017

A MORTE ESPREITA...

Nas regiões desérticas do Oeste americano e do norte do México chamam-lhe, indiferenciadamente, puma, 'cougar' ou leão-da-montanha. É o felino de maior porte das Américas e tem hábitos de caçador solitário. Neste belo e sugestivo desenho do artista Mort Kunstler, uma dessas feras prepara-se, sorrateiramente, para atacar o seu único predador : o homem, que aqui se encontra na pele do caçador caçado. Ou na iminência de sucumbir sob as garras e presas do formidável animal. Nessas circunstâncias, e apesar de equipado com uma poderosa arma de fogo, o homem tem o destino traçado...


'Puma concolor'

terça-feira, 27 de junho de 2017

CINE-NOSTALGIA (67)

«A VACA E O PRISIONEIRO» («La Vache et le Prisonnier») é uma das comédias do cinema francês mais vistas e apreciadas da segunda metade do século XX. Baseada numa história autêntica, teve realização de Henri Verneuil (1959) e a participação artística de Fernandel, René Havard, Alain Rémy, Bernard Musson e Inge Schoner. Esta película (com distribuição da famosa e pioneira companhia Pathé) foi filmada a preto e branco e tem uma duração de 119 minutos. A história contada inspirou-se em factos ocorridos na Alemanha e em França, durante o 2º conflito generalizado. Sinopse : um prisioneiro de guerra francês, Charles Bailly, é obrigado a trabalhar nos campos de uma quinta, cujo proprietário se encontra a combater na frente russa. E estabelece boas relações com as mulheres da dita propriedade, que vão fechar os olhos quando ele decide evadir-se, à luz do dia, usando o seu uniforme de cativo (com as letras KG em evidência nas costas do casaco) na companhia de Margarida, uma pachorrenta vaca leiteira. A travessia do território alemão é cheia de peripécias, mas Bailly logra alcançar a velha Gália e a tão desejada liberdade. Ali, quando já se julgava a salvo, o ex-prisioneiro é perseguido por dois polícias e, para escapar a um rotineiro controlo de identidade, acaba por tomar um comboio que o leva... de retorno a território inimigo. De onde ele será dispensado, dois anos mais tarde, no final da guerra, como os demais prisioneiros. Fernandel teve aqui um papel de excepção e pode dizer-se que esta sua película -que combina apartes de humor hilariante com cenas algo dramáticas- se conta entre as mais populares de todo o seu reportório. Refira-se, ainda, a propósito desta fita e como mera curiosidade, que «A VACA E O PRISIONEIRO» inspirou um outro cineasta francês, Claude Autant-Lara, que a quis rodar com o concurso do actor Bourvil no papel de Charles Bailly. A disputa entre os dois realizadores envenenou-se e foi levada a tribunal para que um juiz estabelecesse quem teria legalmente o direito de a rodar. Verneuil ganhou a questão e fez deste seu trabalho uma referência do cinema clássico francês.

BARBÁRIE SEM NOME

Aqui há tempos (poucos dias) gerou-se uma polémica no nosso cantinho à beira mar plantado à volta de uma curiosa  'tradição'; que consiste, no decorrer das festas de determinada vilória, em brincar com um bovino, a cujos cornos se deita deliberadamente o fogo. Pedindo os locais para que se respeite uma prática que, ao que parece, já vem de longe e que tem sido, até aqui, intocável. Assisti também a uma emissão televisiva sobre o assunto, que teve participação de uma senhora, membro de uma associação de defesa dos animais, que apresentou as suas razões sobre o caso. E não posso estar mais de acordo com ela. Se 'isto' é tradição, não deveria sê-lo; porque se trata de um acto bárbaro, que só pode tirar dignidade a quem o pratica e ao país que o consente. Basta (uma vez por todas) de torturar os animais. -Que não são coisas e que tal como nós, têm sistema nervoso e sofrem. Haja vergonha.

QUARTZO ROSA

Não ! -Não se trata de pedras preciosas, mas de simples pedaços de quartzo cor-de-rosa, na sua forma bruta ou polida. Os primeiros cristais desta bonita pedra ornamental foram descobertos no estado norte-americano do Maine (costa atlântica), mas um dos maiores produtores é Minas Gerais (Brasil), de onde provém grande parte das pedras comercializadas no mundo. A cor rosa desta espécie de quartzo (que geralmente é branco) deve-se, no dizer dos entendidos, a uma pequena quantidade de fosfato que entra na sua composição. Em função da sua transparência, esta gema (trabalhada) pode atingir preços mais ou menos elevados. O quartzo rosa (muito procurado pelos coleccionadores de minerais) é utilizado na realização de adornos vendidos a preços ainda assim abordáveis; que nada têm a ver, naturalmente, com o valor atingido pelas jóias enfeitadas com pedras preciosas e semi-preciosas.

VALE DO DOURO, VALE DE OURO

Esta imagem mostra-nos o rio Douro correndo em território português. A riqueza gerada pelos vinhos produzidos neste generoso vale (portos e de mesa, que são os melhores de Portugal) é -desde há séculos- um dos grandes trunfos da vitivinicultura nacional. Esses preciosos néctares são exportados para o mundo inteiro e têm recebido prestigiosos galardões; que atestam da sua qualidade ímpar.

COISAS E LOISAS SOBRE A GUERRA DE SECESSÃO

A Guerra Civil Americana (também chamada Guerra de Secessão) travou-se -em território dos actuais EUA entre 1861 e 1865. As origens desse conflito fratricida (fala-se entre 600 000 e 1 milhão de mortos) assentaram, em parte, nas diferenças de modo de vida de nortistas e de sulistas e na utilização, por parte  destes últimos, de mão-de-obra escrava oriunda da África negra; que era o sustentáculo da economia de uma região essencialmente agrícola. Isto, num tempo em que a escravatura já havia sido abolida -na prática- do norte industrializado do país. Mas a gota que fez transbordar a taça foi quando, de maneira unilateral, os meridionais optaram (como, aliás, a Constituição dos Estados Unidos lhes permitiam) pela separação política e fundaram a Confederação dos Estados do Sul. Essa situação tornou-se insuportável para o presidente (recentemente eleito) Abraão Lincoln, que mobilizou tropas e entrou em guerra aberta contra o poder 'rebelde'. Estas palavras são apenas um necessário preâmbulo para comentar a imagem anexada e dizer que o conflito em questão também teve uma componente naval, com renhidos combates travados no oceano Atlântico e nos rios norte-americanos. A imagem mostra uma canhoneira unionista alvejando uma unidade inimiga, que se desloca na margem de um rio e que, também ela, está equipada com peças de artilharia. Foi aliás durante esta mortífera guerra, que ocorreram os primeiros combates entre navios couraçados e que foram 'estreados' submarinos e outras armas de tecnologia revolucionária. Mas a guerra seria perdida pelos Confederados em terra, no decorrer de batalhas sangrentas em que a superioridade numérica e o poderio industrial dos Nortistas representaram um papel preponderante... (Clicar com o rato na imagem para a ampliar substancialmente).

segunda-feira, 26 de junho de 2017