sábado, 8 de agosto de 2015

LIBERDADE

invitaminerva45

sábado, 8 de agosto de 2015

LIBERDADE

Liberdade

— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome. 
 
* Miguel Torga * 

A MAIS POPULAR E APETECIDA

Esta carrinha da marca Volkswagen foi, com toda a certeza, uma das mais usadas no planeta. E aquela que todas as famílias ambicionavam ter. Fabricada em inúmeras versões (comerciais, minibus, autocaravanas, etc), este veículo robusto e fiável tornou-se -tal como o 'carocha', que o precedeu- uma autêntica lenda do mundo dos automóveis.

OS POLÍTICOS

Para que situações caricatas como esta não se repitam, quando for a votos escolha inteligentemente aqueles que nunca o traíram, que nunca o prejudicaram (a si e ao país), que nunca o decepcionaram. Por respeito por si próprio e pelo bem-estar de todos. Porque os políticos, contrariamente ao que por aí se diz, não são todos iguais. Há os incompetentes, os corruptos, os tachistas, os lambe-botas, os vendidos e há os outros...

ONDE ENCONTRAR CÓPIA DESTA FITA ?

Há muitos anos que procuro, sem sucesso, a cópia de um filme italiano, com acção decorrente na Segunda Guerra Mundial. Estou convencido de que «Os Sete da Ursa Maior» («I Sette dell'Orsa Maggiore»), tal é o nome dessa película, não é aquilo a que se possa chamar uma obra-prima da 7ª Arte, mas, apesar disso, desperta-me uma grande curiosidade. O filme em questão foi realizado, em 1953, por Duílio Coletti e conta com a participação, nos papéis principais, dos actores Pierre Crossoy, Eleanora Rossi-Drago, Paul Muller, Paolo Panelli, Tino Carraro e Carlo Bellini. Os outros títulos que lhe conheço são : «Panique à Gibraltar» (F), «Os Sete do Inferno» (Br), «Alarma en la Flota» (E) e «Hell Raiders of the Deep» (GB/USA). A história contada é a da Flotilha MAS comandada pelo oficial da 'Regia Marina' Luigi Durand de La Penne, que -no início do conflito, com os seus 'maiali' (torpedos humanos)- obteve vitórias sensacionais contra os britânicos; ao afundar três navios em Gibraltar e ao avariar seriamente o couraçado «Valiant», no porto de Alexandria. Uma cópia integral deste filme pode ser vista no 'You tube', mas é reservada a quem entenda o idioma italiano, o que infelizmente não é o meu caso...

Aqui deixo, no entanto e para quem visita este blogue, a possibilidade de ver um extracto da película em causa. Carregue aqui :

https://www.youtube.com/watch?v=3HqN4huPdnM

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

FOTOGRAFIAS COM HISTORIA (46)

Esta fotografia foi tirada no dia 5 de Maio de 1945 no campo de concentração e de trabalhos forçados de Mauthausen. Que se situava na Áustria, a cerca de 20 km da cidade de Linz. A faixa dependurada num dos edifícios da guarda hitleriana (entretanto fugida) tem uma inscrição em língua castelhana, que diz o seguinte : «Los españoles antifascistas saludan a las fuerzas liberadoras». O que nada tem de extraordinário, se soubermos que mais de 7 000 republicanos espanhóis refugiados em França, depois da vitória do caudilho de triste memória, foram entregues, pela polícia do regime colaboracionista de Vichy, à Gestapo e transferidos para Mauthausen. Assim como inúmeros elementos das Brigadas Internacionais (quase todos eles comunistas), que se bateram contra Franco durante a Guerra Civil. Grande parte deles morreu em Mauthausen, esgotada pelo trabalho escravo e pelos maus tratos que ali lhes foram infligidos pelos nazis. Na foto, vê-se uma multidão de prisioneiros aclamando o primeiro tanque (um carro 'Sherman') do 3º Exército dos Estados Unidos que ali chegou.

Mas Mauthausen-Gusen foi mais do que isso. Foi um complexo carceral-industrial que recebeu centenas de milhar de pessoas oriundas de quase todas as nações da Europa e que foram obrigadas a laborar, em regime de escravatura, nas fábricas de material de guerra ali existentes. Por outro lado, serviu de campo de extermínio à população que Hitler e os seus sabujos consideravam insociais : resistentes, comunistas, judeus, ciganos, deficientes, homossexuais, objectores de consciência (como, por exemplo, as Testemunhas de Jeová), etc. Presume-se que ali, naquele sinistro lugar, tenham sido ceifadas mais de 200 000 vidas.

(Clique na foto para a ampliar).

OUTROS TEMPOS, OUTROS FUTEBÓIS

Esta foi a excelente equipa que representou a Associação Académica de Coimbra no Campeonato Nacional da 1ª divisão, na época de 1954-1955. Os 'estudantes' constituíam, então, uma equipa temível, extremamente difícil de bater no seu próprio campo e que também obtinha êxitos assinaláveis fora de casa. Miúdo, eu ainda vi jogar muitos dos jogadores aqui fotografados. Sobretudo quando eles se deslocavam ao campo de Dom Manuel de Melo, para ali defrontarem o Futebol Clube Barreirense. Isto passava-se nos épicos tempos do 'amor à camisola', quando os atletas, geralmente, se mantinham fiéis aos clubes de origem.  Salvo, se se transferiam para algum dos grandes do futebol português. Coisa que, nesses anos, era tida como uma normal progressão na carreira e como uma honra para o clube formador. Não foi o caso do habilidoso Faia (que podemos ver nesta foto), que, quando deixou os alvirrubros para usar o equipamento negro da Académica de Coimbra, teve graves problemas de popularidade no seu Barreiro natal; onde passaram a tratá-lo por um epíteto pouco abonatório, que eu me abstenho aqui de divulgar. Enfim, outros tempos...

Nesta fotografia estão, de pé e da esquerda para a direita : Ramin, Torres, Péricles, Gil, Wilson e Melo;
agachados : Duarte, Faia (ajoelhado), André, Macedo e Bentes.

VELHA 'PONTE VELHA'

A Ponte Velha da Portagem (São Salvador da Aramenha, Marvão) tem traça medieval. Mas pensa-se que seja a reconstrução de uma obra mais antiga, que remonta ao tempo da ocupação romana da península Ibérica. Há até quem avente a hipótese de que a dita tenha feito parte da via que, atravessando ali o rio Sever, ligava a cidade de Ammaia (da qual, hoje, só restam ruinas) a Norba Cesarina  (a actual Cáceres).

Da cidade romana de Ammaia (aqui reconstituída) só resta, hoje, um montão informe de ruinas. Que podem ser vistas e estudadas no distrito de Portalegre.