sexta-feira, 19 de junho de 2015

BEBER SIM, MAS COM CONTA E MEDIDA

Nestes últimos anos, o consumo de álcool dos portugueses baixou substancialmente; passando de 14,4 litros anuais e por pessoa, para 12,9 litros, segundo dados recolhidos e comunicados pela Organização Mundial da Saúde. Ainda assim, os nossos níveis de consumo de bebidas alcoólicas restam elevados, sendo que, na Europa, só são ultrapassados pela Bieolorrússia (com 17,5 litros 'per capita'), Moldávia, Rússia, Roménia, Ucrânia, Andorra, Hungria, República Checa e Eslováquia. Na minha opinião, é necessário agir junto dos jovens (que consomem muito no nosso país, apesar de medidas dissuasivas tomadas nestes últimos tempos), para que estes maus hábitos de consumo baixem, duravelmente, para padrões normais. Beber um copo com os amigos pode ser um acto simpático, desde que não se chegue à bebedeira; que é, ao que me parece, uma parvoíce sem nome. E que anula todo o prazer proporcionado pela bebida. Por outro lado, é sabido, a tomada abusiva de bebidas alcoólicas é  responsável, em Portugal, pela maioria dos acidentes rodoviários, por grande parte da violência doméstica e por outros flagelos que atormentam a nossa sociedade. Enfim, como diziam os franceses de aqui há umas duas décadas atrás : «1 verre ça va; 3 verres... bonjour les dégâts !».


Um destes basta !

OURO ENGARRAFADO OU SNOBISMO ?

Este vinho é o mais caro de todos os néctares (na categoria dos vinhos de mesa) produzidos em Portugal. O 'Barca Velha' -um tinto da região duriense- vende-se, nos grandes restaurantes deste país, por preços que começam nos 500 euros (a garrafa) e que sobem, sobem, sobem por aí arriba. Não sou conhecedor de vinhos, mas sei apreciá-los e sou capaz de distinguir um néctar (daqueles que fariam as delícias de Baco) de uma pinga ordinária. Mas, mesmo que eu fosse rico, nunca teria a coragem de adquirir um vinho que custasse o equivalente a um mês de sacrifícios, a um mês de labor, a um mês de salário de um operário. E se querem que vos conte um segredo, direi ainda (baixinho, para que ninguém nos ouça), que acho tal compra escandalosa, quase pornográfica.

NAUFRÁGIO

Em finais do passado mês de Maio, uma maré excepcional (precedida por violento temporal) pôs a descoberto, na praia do Rostro -situada na Costa da Morte, Galiza- os despojos de um navio português, que ali encalhara no dia 23 de Dezembro de 1927. Esse navio de bandeira portuguesa era o «Silva Gouveia» (primeiro do nome), que pertencia à frota da Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, Lda, casa armadora fundada pelo empreendedor Alfredo da Silva. Aqui deixo uma imagem desses destroços, tal como a publicou a imprensa espanhola e um excelente perfil do navio perdido, da autoria do consagrado artista português Luís Filipe Silva; a quem eu peço, desde já, desculpa pela usurpação bem intencionada (e desinteressada) deste seu trabalho. Se quiser saber algo mais sobre este cargueiro luso e sobre 1 500 outras embarcações de todos os tipos e de todas as nacionalidades, fica convidado a visitar o meu outro blogue, ALERNAVIOS.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

FRONTEIRA

Impressionante foto aérea da foz do rio Bidassoa, que separa a França de Espanha do lado do Atlântico. Em primeiro plano, pode ver-se o casario de Hondarribia, onde foi instalado a pista do aeroporto de San Sebastián. Que se vê no campo mediano da fotografia. Ao fundo podemos observar a cidade francesa de Hendaye, que eu conheço razoavelmente bem, por lá ter passado e pernoitado dezenas de vezes.. Repare-se também, sobre o rio, a ponte que serve de fronteira terrestre entre as duas nações e por onde transitaram, durante muitas décadas, milhões de emigrantes portugueses no seu ineterrupto vai e vem entre o país de acolhimento e a sua terra de origem. Hoje, a maioria desses compatriotas utiliza uma ponte de autoestrada, situada à montante, num lugar denominado La Béhobie. Onde o tráfego automóvel é mais fluído. (Amplie a imagem com um clique do rato).

CR7, NOME DE GALÁXIA

Há pouco mais de 20 anos, este menino pobre da ilha da Madeira não podia sequer imaginar que, um dia, ele seria o futebolista mais bem pago do planeta. Nem que a sua fama -universal- levaria um grupo de astro-físicos a dar um dos seus designativos -o de CR7- a uma galáxia recentemente descoberta Desfruta do momento Ronaldo ! Porque a vida é isso : apenas um instante...

AFINAL, O QUE É TERRORISMO ?

Segundo o jornal britânico «The Guardian» (um diário de referência, que se publica há quase 200 anos), os serviços médicos da CIA -uma das centrais de espionagem dos Estados Unidos- terão violado as suas próprias leis, ao colocarem elementos seus a assistir a sessões de tortura e a aconselhar os operacionais da casa «sobre a resistência física e psicológica das pessoas interrogadas». Lamentável !!! -Afinal, porque não se assimilam actos infames desta natureza -indignos da espécie humana- ao terrorismo mundial, que tão justificadamente se condena e se combate ? A notícia foi publicada anteontem no acima referido periódico inglês.

OS HOSPITALÁRIOS NO ALTO ALENTEJO

Os guerreiros aqui representados pertenceram às duas principais ordens militar-religiosas da época medieval : os Templários e os Hospitalários. Na península Ibérica, nos recuados tempos da Reconquista cristã, estes homens de armas integraram as milícias mais aguerridas na luta contra o ocupante árabe. Os reis de Portugal, por exemplo, recorreram muitas vezes à sua preciosa ajuda para conquistar castelos e territórios; e, em recompensa pelos serviços prestados, doaram-lhes vastas áreas do país, que eles se comprometiam a administrar e a defender dos ataques da moirama. Os cavaleiros Hospitalários de São João de Jerusalém (com um representante aqui, todo de negro vestido) chegaram  à minha região por volta de 1194, no reinado de D. Sancho I. Monarca que lhes ofereceu as chamadas Terras de Guidintesta, exigindo-lhe que construíssem um castelo em Belver, para fortalecer a linha de defesa do Tejo. Isso feito, os Hospitalários por ali se mantiveram até 1356, ano em que a sua sede passou a funcionar no mosteiro fortificado de Flor da Rosa, perto da vila do Crato. Esse mosteiro (situado a 18 km da minha residência) foi fundado pelo grão-mestre D. Álvaro Gonçalves Pereira, pai do condestável dos exércitos de D. João I e grande vencedor de Aljubarrota. Os Hospitalários -instituição que foi criada, enquanto ordem militar, em 1099- chamam-se, hoje, Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta (vulgo Ordem de Malta) e continuam a manter uma relação privilegiada com a minha região.