Nesta estação particularmente fria, propícia à aquisição de gripes, bronquites e outras doenças do foro pulmonar, a corrida às urgências dos hospitais continua. Sobretudo por parte da população idosa, que é, como toda a gente sabe, a mais vulnerável. Os jornais (e outros órgãos de informação) têm referido notícias sobre os inauditos tempos de espera impostos aos utentes nessas instituições de saúde, que podem atingir (e até superar) um dia inteiro. O que já provocou (como também noticiou a imprensa) a morte de uma dezena de doentes por falta de assistência atempada. Parece que o recorde absoluto de espera foi batido, na passada semana, pelas urgência do Hospital Garcia de Orta (de Almada), que fez pacientar durante 30 longas horas uma senhora que recorreu aos seus serviços. Coisa realmente desumana, com a agravante da doente em questão ser uma nonagenária. Senhor ministro da Saúde, se eu estivesse no seu lugar demitia-me. Já ! Porque tudo isto é uma autêntica vergonha !
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
E CHAMAM A ISTO SERVIÇOS DE SAÚDE...
Nesta estação particularmente fria, propícia à aquisição de gripes, bronquites e outras doenças do foro pulmonar, a corrida às urgências dos hospitais continua. Sobretudo por parte da população idosa, que é, como toda a gente sabe, a mais vulnerável. Os jornais (e outros órgãos de informação) têm referido notícias sobre os inauditos tempos de espera impostos aos utentes nessas instituições de saúde, que podem atingir (e até superar) um dia inteiro. O que já provocou (como também noticiou a imprensa) a morte de uma dezena de doentes por falta de assistência atempada. Parece que o recorde absoluto de espera foi batido, na passada semana, pelas urgência do Hospital Garcia de Orta (de Almada), que fez pacientar durante 30 longas horas uma senhora que recorreu aos seus serviços. Coisa realmente desumana, com a agravante da doente em questão ser uma nonagenária. Senhor ministro da Saúde, se eu estivesse no seu lugar demitia-me. Já ! Porque tudo isto é uma autêntica vergonha !
VIVA A GRÉCIA, VIVA O POVO GREGO !
Ao darem a maioria dos seus votos ao Syriza, os Gregos demonstraram, ontem -aos partidos incompetentes e corruptos que andam, há décadas, a arruinar o seu país- que estão fartos dos sabujos da chanceler Angela Merkel; que, até aqui, se tem comportado, de maneira arrogante e prepotente, como se fosse ela quem manda nesta Europa que se diz comunitária. Eu não sei o que se irá passar na Grécia nestes próximos meses e anos. Aliás ninguém sabe, embora muito se especule sobre o assunto. Mas a verdade é que, ontem, o povo heleno deu uma verdadeira lição de democracia (que é, refira-se, uma invenção sua) ao mundo. E também uma lição de coragem, não cedendo às inúmeras pressões e ameaças vindas de Bruxelas e de Berlim, que o 'aconselhavam' a trilhar o caminho da continuidade e da dependência. Espero, muito sinceramente, que o Syriza encontre a inspiração, a competência e a força para resolver os principais problemas que afligem o povo grego; e que são, tal como por cá, a miséria, o desemprego, a injustiça. Sei que não será tarefa fácil e que muita água correrá sob as pontes antes que isso aconteça. Mas ninguém poderá acusar os Gregos de não terem experimentado uma via divergente daquela que propõem os partidos do chamado 'arco da governação'. Que no Mediterrâneo oriental, tal como aqui, nas margens do Atlântico, governaram (e governam) no interesse dos bancos e das castas dominantes (inclusivamente a sua, a dos políticos), pilharam o país e roubaram descaradamente o povo. Que isto sirva de reflexão e de exemplo para o povo português. Que, ao que me parece, nada tem a esperar dos figurões do costume. Figurões que não têm a mínima vontade de mudar uma situação que lhes vai (como quem não quer a coisa) enchendo os bolsos. A propósito, já viram alguns desses energúmenos (que saltitam entre tachos governativos e as administrações de grandes empresas privadas) pobres ? -Com certeza que não. E, já agora, faço a ritual pergunta : porque será ? -É urgente mudar isto. Começando por eliminar (através dos votos, obviamente) suas insignificâncias. Sabem, aquelas bestas engravatadas e bem parecidas, que aparecem todos os dias na TV e nos jornais a botar discursos tão bonitos como enganadores. Que têm conduzido o povo confiante e que labuta a um grau de pobreza que salta à vista de todos.
domingo, 25 de janeiro de 2015
VELHAS ÁRVORES
Velhas Árvores
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac, in "Poesias"
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac, in "Poesias"
TELAS FAMOSAS : «THE PACEMAKERS»
Esta tela (da autoria do pintor norte-americano George P.A. Healy) é propriedade do governo dos Estados Unidos e está hoje exposta na Casa Branca -por iniciativa do presidente Barack Obama- numa salinha de jantar que comunica com o famoso escritório oval. Esta obra intitula-se «The Peacemakers» ('Os Pacificadores') e representa um encontro do presidente Abraham Lincoln (o terceiro a contar da esquerda) com alguns membros do seu estado-maior : a saber, o major-general William T. Sherman, o general Ulysses S. Grant (general-chefe dos exércitos) e o contra-almirante David D. Porter. Este encontro preparatório para definir a futura política de paz (o armistício com os confederados viria a acontecer em data de 12 de Abril de 1865), teve realmente lugar a 28 de Março desse mesmo ano, num dos salões do vapor fluvial «River Queen», atracado num cais de Point City, perto de Richmond, na Virgínia. Curiosidade : o autor do quadro (uma tela com as dimensões de 120 cm por 159 cm) não assistiu a esta reunião de alto nível e só o pintou em 1868, baseando-se nas informações colhidas junto de alguns dos presentes. Como é sabido, Lincoln faleceu no dia 15 de Abril de 1865, em consequência de um ferimento provocado por um tiro de pistola disparado pelo actor John W. Booth. Que, num acto tresloucado, alvejou o presidente quando este assistia (com sua esposa) a um espectáculo realizado no Teatro Ford, da cidade de Washington.
O AQUEDUTO DOS PEGÕES
Esta notável obra de engenharia -que data dos séculos XVI e XVII- é o famoso Aqueduto dos Pegões; que durante muito tempo abasteceu o Convento de Cristo (Tomar) em água potável. Com cerca de 6 km de extensão e com 180 arcos (alguns deles sobrepostos), a sua construção foi iniciada em 1596, durante o reinado do poderoso Filipe II (primeiro do nome em Portugal), sob a orientação de Filipe Terzio, arquitecto-mor do Reino. E as obras foram dadas como terminadas em 1614, já sob a responsabilidade técnica de Pedro Fernando de Torres. Esta obra canalizava, para o supracitado convento, a água captada em quatro nascentes existentes na actual freguesia de Carregueiros. Tenho amigos de Tomar, que aqui há meia dúzia de anos me quiseram mostrar este grandioso aqueduto da sua terra (inscrito na lista dos Monumentos Nacionais desde 1910). Para além da sua assombrosa arquitectura, uma outra anedótica coisa me surpreendeu : a abundância de caracóis nos canaviais circundantes...
sábado, 24 de janeiro de 2015
FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA (29)
Anos 40/41 do século passado. Esta espectacular fotografia mostra um bimotor Heinkel He.111 da 'Lufrwaffe' (a aviação militar hitleriana) sobrevoando o casario de Londres e o Tamisa, procurando localizar o alvo a bombardear. Durante a chamada Batalha de Inglaterra -que durou, oficialmente, de Julho de 1940 a Maio do ano seguinte- milhares de aviões de todos os tipos e valências foram utilizados pelos nazis-fascistas (200 desses aparelhos eram italianos) para submeter o Reino Unido. Nação que resistiu heroicamente, graças ao seu material de defesa de superior qualidade ('Spitfires', radares, etc), à abnegação e valentia dos seus combatentes (nomeadamente pilotos) e ao moral elevado da sua população, galvanizada pelos discursos patrióticos de Winston Churchill. Durante a Batalha de Inglaterra, a Real Força Aérea perdeu 1 547 aparelhos e 417 aviadores (mortos em combate) e destruiu cerca de 2 300 aviões inimigos, nos quais pereceram mais de 2 500 pilotos e especialistas da aviação bélica do Eixo. Recordo que o comandante-chefe da R.A.F. era, ao tempo, o marechal Hugh Dowding e que o comandante e coordenador dos ataques contra Londres e outras cidades do Reino Unido era o famigerado Hermann Goering, delfim de Hitler e condenado à morte pelo Tribunal de Nurembergue por crimes de guerra. Esta sinistra figura -também conhecida por ter procedido ao roubo sistemático de obras de arte nos países ocupados pela Alemanha entre 1939 e 1945- envenenou-se na prisão, antes de ser enforcado pelos Aliados. Como aconteceu a muitos outros dos capangas de Hitler.
FUTEBOL E VIOLÊNCIA

O Carcavelinhos Football Clube foi uma agremiação desportiva da região de Lisboa, extinta há muitas décadas, que (com outro clube popular da capital portuguesa, o União de Lisboa, também ele dissolvido) esteve na origem da fundação, em 1942, do simpático Atlético Clube de Portugal; cuja equipa (então integrada no campeonato da 1ª divisão nacional) eu ainda vi jogar com Germano (o ulterior e lendário defesa do Benfica e da selecção) e com outros 'artistas' chamados Ben David, Imbelloni, etc. Isto no século passado, está bem de ver, nos idos dos anos 50 e inícios da década seguinte. Mas, voltando ao início, quero aqui recordar (por pura curiosidade) a famosa 'sandes à moda de Carcavelinhos', que nos meus tempos de miúdo ainda era citada por muita gente. E cuja origem me explicaram ser esta : o Carcavelinhos foi, até à sua dissolução, o clube de futebol preferido do operariado de Alcântara; que assistia aos jogos envergando orgulhosamente os seus fatos-macaco. Para 'aguentar' uma tarde cheia de emoções, essa malta levava frequentemente para o campo uns petiscos sob forma de sanduíches; que nesses tempos -sem ASAE- eram singelamente envolvidos em papel de jornal. Diz, porém, a tradição, que as páginas de «O Século» e de outros jornais da época também envolviam, por vezes, um calhau ou um tijolo. Para o que desse e viesse... E que, ocasionalmente, essas 'sandes à moda de Carcavelinhos' eram arremessadas à cabeça de árbitros manhosos e de apoiantes e jogadores do clube adversário. Cá por coisas... Felizmente essa tradição das 'sandes' perdeu-se. Mas a gente que sucedeu -nos recintos desportivos- à malta de Alcântara não é melhor. Antes pelo contrário. Agora, com milhares de membros e organizada (quase militarmente) em claques clubísticas, vocifera e arma arraiais de porrada com a polícia e com os adversários do dia. Sejam eles quais forem. E já obtiveram vitórias estrondosass, sendo a primeira delas a de ter afastado dos estádios milhares de pessoas que gostam de futebol, mas que detestam estar rodeadas por essa cáfila de bestas quadradas. Afinal, o operariado de Alcântara de outros tempos até era gente simpaticíssima, se comparada aos elementos da Juve Leo, dos No Name Boys, dos Guerreiros do Minho e dos dragões de bancada, tenham eles lá o nome que tiverem. P.S. : As ilustrações mostram o emblema do extinto Carcavelinhos e uma amostra de 'brinquedos' apreendidos, pela polícia portuguesa, a uma das claques supramencionadas.
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