quarta-feira, 28 de setembro de 2011

«GENTE DO MAR»


Belíssima tela do pintor brasileiro Tomás de Mello (Tom), intitulada «Gente do Mar». O artista prestou aqui homenagem à comunidade piscatória de Portugal, país onde ele viveu e trabalhou largos anos

RICA IDEIA


Os semanários «Visão» e «Expresso» tiveram a rica ideia de juntar, aos seus próximos números, os DVD's com cópias de seis películas da filmografia recente do actor-realizador Clint Eastwood. Estas fitas (de compra facultativa), são : «Gran Torino» (já à venda), «As Pontes de Madison County», «Invictus», «Mystic River», «Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos» e «Imperdoável». Apesar de já as ter todas na minha DVDteca, vou comprar três destas películas; isto para poder substituir aquelas cópias que foram gravadas na televisão e que, por essa razão, não têm a mesma qualidade daquelas agora oferecidas pelos supracitados títulos da nossa imprensa semanal. Repito. Que rica ideia. Espero que, num futuro próximo, outras grandes figuras do cinema mundial possam ser contempladas com idênticas iniciativas. Para regalo dos cinéfilos portugueses !

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PERDIZES


As perdizes sempre foram, em Portugal (e não só), peças cinegéticas muito apreciadas pelos espingardeiros... e por aqueles que, depois de cozinhadas, têm a sorte de saborear a sua carne fina, delicada. Quando eu era cachopo e o meu avô materno caçava, a minha avó preparava-as com um acompanhamento de couves da horta e de tiras de toucinho; e levava-as ao lume (da lareira) num recipiente de barro. Onde as aves e a respectiva guarnição vegetal (e toucinhal) coziam durante horas a fio. O resultado era, do ponto de vista gustativo, insuperável. Devido à caça intensa e descontrolada, as perdizes quase desapareceram dos nossos campos, mas, na minha região, elas ainda se vêem com alguma frequência. Aqui há duas semanas topei com um bando de oito lindos exemplares atravessando o caminho rural por onde circulava de automóvel e, há poucos dias (curiosamente no mesmo sítio), deparei-me com um bela perdiz morta. Certamente por um veículo motorizado, que se tornou o grande predador das espécies animais das nossas zonas rurais


Esta receita da gastronomia transmontana -perdiz com castanhas- também não deve de ser nada de desdenhar. Não acham ?

CHAMINÉ ALGARVIA


A chaminé algarvia é uma das obras-primas da arte popular portuguesa. Facto atestado por esta belíssima fotografia

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O COURAÇADO HMS «NELSON»


Bandeira da 'Royal Navy'


O couraçado «Nelson» começou a ser construído (nos estaleiros Armstrong Whitworth, de Newcastle-upon-Tyne) em finais de 1922. Mas só foi declarado operacional no dia 10 de Setembro de 1930. Deu o seu nome a uma classe de navios, que compreendeu uma outra unidade : o HMS «Rodney», que, curiosamente (já que a sua construção começou no mesmo dia), o precedeu -de três anos- no serviço activo. O «Nelson», assim chamado em honra do herói de Trafalgar, deslocava 38 000 toneladas e media 220 m de comprimento por 32 m de boca. O seu poderoso sistema de propulsão permitia-lhe navegar à velocidade máxima de 23,5 nós. O seu armamento era impressionante, já que a artilharia principal de bordo compreendia 9 canhões de 406 mm, 12 outros de 152 mm e mais 6 de 120 mm. Além destas peças de grosso calibre, o navio contava com 69 canhões AA, de 40 e 20 mm. O «Nelson» participou em várias batalhas navais da Segunda Guerra Mundial, tanto nas águas do Atlântico norte, como nas do mar Mediterrâneo. Esteve implicado, nomeadamente, nos combates da operação Torch (norte de África) e do desembarque da Normandia, sendo torpedeado por duas vezes. Foi a bordo do HMS «Nelson» que Eisenhower e Badoglio assinaram (a 29 de Setembro de 1943) a rendição da Itália


Reparos triplos da artilharia principal de bordo : 9 impressionantes peças de 406 mm. Atente-se no tamanho das ditas e comparem-se com os marinheiros presentes na foto


Curiosamente, a artilharia pesada do «Nelson» (e do «Rodney») estava concentrada à proa, como se pode facilmente observar nesta ilustração. Os dois navios -que sobreviveram ao último conflito generalizado- foram desactivados em meados de 1946 e vendidos, nesse mesmo ano, para a sucata

domingo, 25 de setembro de 2011

FILMOGRAFIA WESTERN DE VIRGINIA MAYO


Virginia Mayo (1920-2005) foi uma das mais belas actrizes da Hollywood das décadas de 40 e 50 do século passado. A sua formosura era tão evidente, que Mohammed V, sultão de Marrocos e avô do actual soberano dos nossos vizinhos do sul, disse o seguinte, durante uma visita que fez à Meca do Cinema : «Virginia Mayo é a prova carnal da existência de Deus». Nem mais, nem menos... Esta estrela do firmamento cinematográfico era natural de Saint Louis (Missouri) e começou a trabalhar para os estúdios californianos em 1943, estreando-se na película «The Adventures of Jack London». A sua filmografia compreende dezenas de fitas de todos os géneros e, como não podia deixar de acontecer, inclui também alguns westerns, um género muito popular nas décadas mais intensas da sua carreira. Sem grande margem de erro, detectámos na lista dos seus filmes 12 obras cuja acção decorre nos vastos espaços do Oeste americano. São elas : «Golpe de Misericórdia», «A Caminho da Forca», «Destinos Opostos», «Terra Maldita», «Terra Sangrenta», «Homens sem Medo», «Nascimento de um Império», «O Desconhecido», «Vencer ou Morrer», «Luta sem Tréguas», «Young Fury» e «Fort Utah». São essas fitas de Virginia Mayo -algumas delas muito boas e outras nem tanto- que vamos evocar (sucintamente) neste 'post' consagrado à divinal estrela de Hollywood. Que, além da sua incontestável beleza, também tinha talento...


01- «GOLPE DE MISERICÓRDIA» («Colorado Territory», Raoul Walsh, 1949) : 'remake' de um outro grande sucesso de Walsh : «High Sierra», de 1941. Virginia Mayo representa aqui o papel de Colorado Carson, uma moça que se apaixona por um perigoso fora-da-lei (Joel McCrea) e que o acompanha na sua caminhada para a morte trágica que o espera...


02- «A CAMINHO DA FORCA» («Along the Great Divide», Raoul Walsh, 1951) : Virginia encarna, nesta outra fita de Raoul Walsh, a figura de Ann Keith, a filha de um hommem acusado de um crime que não cometeu. A moça vai bater-se contra a intransigência de um xerife (Kirk Douglas), pelo qual acaba por embeiçar-se...


03- «DESTINOS OPOSTOS» («The Iron Mistress», Gordon Gouglas, 1952) : Virginia Mayo é aqui a aristocrática Joséphine de Borney, mulher de rara beleza, que é alvo de disputas amorosas por parte de muitos homens, entre os quais figura o famoso Jim Bowie (Alan Ladd)...


04- «TERRA MALDITA» («Devil's Canyon», Alfred L. Werker, 1953) : Filme menor da carreira da nossa homenajeada, onde ela representa o papel de Abby Nixon, uma mulher que vai facilitar a evasão de um perigoso bandoleiro (Stephen McNally) de uma penitenciária do Arizona...


05- «TERRA SANGRENTA» («Great Day in the Morning», Jacques Tourneur, 1956) : Ann Merry Alaine é o nome adoptado -nesta fita de Tourneur- por Virginia Mayo. Trata-se de uma história de rivalidade entre sulistas e nortistas na véspera da eclosão da guerra civil. Robert Stack é a vedeta masculina do filme...


06- «HOMENS SEM MEDO» («The Proud Ones», Robert D. Webb, 1956) : agradável western, que coloca frente a frente o xerife de uma cidadezinha do Kansas (Robert Ryan) e o filho (Jeffrey Hunter) de um homem morto, outrora, pelo agente da autoridade. À bela Virginia foi atribuído aqui o papel (secundário) de Sally...


07- «NASCIMENTO DE UM IMPÉRIO» («The Big Land», Gordon Douglas, 1957) : a nossa 'star' encarna aqui o papel de Helen Jagger, uma mulher envolvida numa aventura em que alguns ousados pioneiros, conduzidos por um antigo combatente da Confederação sulista (Alan Ladd), vão opor-se à ganância reaccionária de poderosos barões do gado...


08- «O DESCONHECIDO» («The Tall Stranger», Thomas Carr, 1957) : fita que narra o caso de um homem ferido (Joel McCrea) que é recolhido por uma caravana, que se encaminha, inexoravelmente, para as terras de um seu irmão; que é também o seu maior e mais perigoso inimigo. Virginia interpreta, nesta película, o papel de Ellen...


09- «VENCER OU MORRER» («Fort Dobbs», Gordon Douglas, 1958) : excelente fita de Gordon Douglas, onde Virginia Mayo encarna a personagem da senhora Gray, uma mulher constrangida a aceitar a protecção -em território índio- do presumível assassino (Clint Walker) de seu marido...


10- «LUTA SEM TRÉGUAS» («Westbound», Budd Boetticher, 1959) : em plena guerra de Secessão, um capitão do exército nortista (Randolph Scott) é desmobilizado para poder cumprir uma missão secreta; que consiste em organizar o transporte de ouro californiano para as reservas da União. Virginia é Norma Puttman...


11- «???????» («Young Fury», Christian Nyby, 1965) : embora tenha visto esta fita, desconheço o título que recebeu em Portugal; isto, se alguma fez ela foi estreada comercialmente no nosso país. É um filme menor na carreira de Mayo, que aborda o tema do conflito de gerações. A actriz (que encarna a figura de Sara) contracena aqui com Rory Calhoun...


12- «???????» («Fort Utah», Lesley Selander, 1967) : outra fita que, provavelmente, não foi estreada nas salas portuguesas. Daí a minha ignorância do título que, porventura, lhe terá sido dado no nosso país. De qualquer modo, trata-se de um medíocre western de carácter militar, com John Ireland e Virginia Mayo (que aqui se denomina Linda Lee) nos principais pepéis...



Virginia Mayo e Walter Brennan contracenaram na fita «A Caminho da Forca», realizada por Raoul Walsh em 1951. Atenção, este western é a preto e branco, contrariamente ao que esta foto deixa transparecer


«Virginia Mayo é a prova carnal da existência de Deus» (dixit Mohammed V, avô do actual rei do Marrocos)

BASTA !!!


A imprensa portuguesa (e até a internacional) refere -como notícia da semana- o escândalo da dilapidação de dinheiros públicos protagonizado por Alberto João I, o soba da ilha da Madeira. Então, senhores deputados da República e regionais : não há maneira de votar uma lei para limitar o tempo de mandato dos nossos políticos a 10/12 anos no máximo ? -É que o poder absoluto e duradouro (para lá do que é normal e sensato) acaba sempre por dar maus resultados, como agora se vê.
E o papagaio palrador ? -Ainda não se apercebeu do seu papel ridículo e nefasto, mesmo se é apoiado nas urnas (e nós sabemos porquê...) pela maioria dos eleitores do arquipélago ? -Bolas, que é demais, estamos todos fartos dessa figura ridícula, desbocada e incoerente, que, um dia, reclama em altos berros a independência da Madeira, e que, logo no dia seguinte, aparece diante das câmaras de televisão a manifestar o seu indefectível portuguesismo. Basta ! -Já chega de palhaçadas !