segunda-feira, 11 de julho de 2011

'ISOLE DELLE AZZORRE'


Quando, em 1943, em plena 2ª Guerra Mundial, o governo de Salazar aplicou (mais uma vez) a sua famosa lei do 'pau de dois bicos' e entregou uma parcela do território açoreano aos Aliados, para que -os britânicos primeiro e os norte-americanos em seguida- ali construíssem uma base aérea, os amigalhaços transalpinos do ditador ficaram surpreendidos. E a imprensa da Itália fascista publicou (entre outros) estes documentos que ilustravam a importância estratégica que tinham, realmente, as ilhas portuguesas situadas no meio do oceano Atlântico. O mapa mostrava, de maneira inequívoca, o raio de acção dos aviões de grande alcance estacionados nas ilhas, que os levava a cobrir (e proteger contra os submarinos tudescos) uma área que se estendia da Terra Nova até à Irlanda e da Groenlândia até lugares situados muito a sul do arquipélago canarino...


...E mostrava, por outro lado, a fotografia de um bombardeiro quadrimotor Boeing B-17 'Flying Fortress', um dos maiores e mais poderosos aviões de guerra dos Estados Unidos da América. Na verdade, os norte-americanos só chegaram aos Açores em 1944, quando a guerra contra os submarinos de Hitler já estava ganha e as facilidades que lhe foram concedidas nos Açores pelo Estado Novo serviram apenas como elemento (crucial, é certo) da ponte aérea permanente criada pelos E.U.A. entre a América do norte e o Magrebe e a Europa do Sul

domingo, 10 de julho de 2011

«DUELO AO SOL» EM 12 CARTAZES

«Duelo ao Sol» é a obra-prima de King Vidor e um dos filmes mais carismáticos de toda a história do cinema western. É, igualmente, um dos grandes clássicos do cinema 'tout court'. Apresentamos aqui a prova da sua universalidade, através de 12 cartazes oriundos de outros tantos países


Original (E. U. A.)


México


Japão


Espanha


Jugoslávia


França


Dinamarca


Argentina


Polónia


Itália


Brasil (capa de DVD)


Portugal (capa de DVD)

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Jennifer Jones interpreta neste drama de paixão e de sangue a figura de Pearl Chavez, uma jovem mestiça que se perdeu de amores...


...pelo seu primo Lewt (Gregory Peck), um dos herdeiros do senador e rico rancheiro McCanles. Película inesquecível, «Duelo ao Sol» vale também o seu peso em ouro pela fotografia fulgurante de um excepcional trio de cameramen : Lee Garmes, Harold Rosson e Ray Rennahan; e, convém não esquecer, pela partitura do celebrado compositor Dimitri Tiomkin...

A ESSÊNCIA DOS NOSSOS POETAS


LIBERDADE

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...



(Fernando Pessoa)

VEÍCULOS UTILITÁRIOS DE OUTROS TEMPOS





Todos de marca Citroen, estes veículos serviam, também de suporte publicitário. O primeiro, muito vistoso, foi utilizado pela empresa Vini-Prix, que negociava em vinhos; o segundo, muito mais antigo, transportou óleos motor e derivados para a Mobiloil; finalmente, o terceiro, esteve ao serviço da Suze, um aperitivo muito popular em França aqui há uns 50 anos atrás. Curiosamente, eu ainda conheci o primeiro e o último em serviço operacional

sábado, 9 de julho de 2011

ESPÉCIES EM RISCO


Esta magnífica tela foi pintada por Abraham Storck (1644-1708) e está exposta no Rijksmuseum de Amsterdão, a cujo património pertence. Representa uma caçada aos animais do Árctico (baleias, focas, ursos polares) feita por holandeses do século XVII. Assim começou a destruição metódica e industrial de espécies que -nos nossos dias- estão ameaçadas de extinção...


Cena similar numa outra obra do artista neerlandês Storck. Esta foi pintada em 1690

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Note-se que não estou aqui a tentar atribuir responsabilidades particulares aos batavos; porque, em boa verdade, eles são tão culpados neste 'negócio' da exterminação dos animais como os outros povos da Terra. Por exemplo, nós Portugueses, somos apontados como os responsáveis pela extinção de várias espécies, tais como a do dodô (ou dronte), uma ave nativa do arquipélago índico das Mascarenhas. O dodô, de saudosa memória (como, aliás, todas as espécies desaparecidas) media 1 metro de altura, era incapaz de voar e recebeu o nome científico de 'Raphus cucullatus'. Oferecia aos antigos navegadores da rota da Índias (para sua grande desgraça) uma carne abundante e saborosa

QUEIJOS DA HOLANDA ?


Não ! -Não são queijos da Holanda (Gouda, Edam ou Mimolette) estas esferas aqui delicadamente amontoadas. Na realidade, o que a fotografia mostra são munições para peças da artilharia sulista. Este documento data dos anos 60 do século XIX e retrata um paiol do exército confederado durante a Guerra Civil. Conflito que decorreu entre 1861 e 1865 e provocou, segundo certas estimativas, 1 milhão de mortos

quarta-feira, 6 de julho de 2011

LE PAYS DES ORANGERS


Connais-tu le pays où fleurit l'oranger?
Le pays des fruits d'or et des roses vermeilles,
Où la brise est plus douce et l'oiseau plus léger,
Où dans toute saison butinent les abeilles,
Où rayonne et sourit, comme un bienfait de Dieu,
Un éternel printemps sous un ciel toujours bleu!
Hélas! Que ne puis-je te suivre
Vers ce rivage heureux d'où le sort m'exila!
C'est là! c'est là que je voudrais vivre,
Aimer, aimer et mourir!