terça-feira, 10 de maio de 2011

PALAVRA DE ORDEM : BEBA VINHO !


Em tempos recuados, a França pedia à sua população para beber vinho e viver alegre (ou bêbeda ?)...


...sensivelmente ao mesmo tempo, em Portugal também se encorajava a lusa gente a entregar-se à borracheira; mas aqui com o fim 'altruista' de dar pão a 1 milhão de portugueses

segunda-feira, 9 de maio de 2011

FÓNIX MAÇARICO !!!


Este passareco, esta fraca figura, é um autêntico campeão. O seu nome científico é 'Calidris canutus', mas em Portugal e no Brasil (países que ele percorre nas suas deambulações pelo universo) é mais conhecido pelos nomes de seixoeira ou maçarico de papo vermelho. Esta coisita frágil mede entre 23 e 25 centímetros de comprimento, tem uma envergadura média de meio metro e o seu peso raramente ultrapassa os 200 gramas. Mas, apesar da sua pequenez e da sua aparente fragilidade, o nosso maçarico é capaz de voar milhares de quilómetros -sem descanço- na época das migrações. Um destes dias vi, num canal de TV estrangeiro, um documentário sobre esta ave extraordinária, que, uma vez por ano, voa das regiões árcticas do Canadá até à Patagónia. E que, quando o julga oportuno, faz a viagem de regresso pelo mesmo caminho, percorrendo, assim, a bagatela de 28 000/30 000 quilómetros. E isto, com a mesma facilidade com que um humano (o tal ser superior) vai de casa beber um copo à tasca do meio da rua. Segundo uma senhora de nacionalidade argentina, zoóloga de seu ofício, há passarecos desta espécie que, durante a sua existência (inferior a 20 anos) voam o equivalente à distância entre a Terra e a Lua. Fooónix maçarico !

domingo, 8 de maio de 2011

8 DE MAIO DE 1945


Hoje é dia feriado em França, país onde se comemora a vitória militar das potências aliadas. Contra o nazismo, está bem de ver. Esse sucesso só foi possível graças aos esforços conjugados dos exércitos norte-americanos, britânicos e soviéticos e ao sacrifício dos seus combatentes. Que contaram com a ajuda preciosa de inúmeros resistentes de vários outros países da Europa : França, Jugoslávia, Noruega e de tantos mais...


Esta fragata da 'Royal Navy' ilustra o esforço da Grã-Bretanha durante a trágica batalha do Atlântico; que os Aliados acabaram por vencer, apesar dos estragos causados pelos temíveis 'U-boot' de Hitler


Dia D, na Normandia. Os Aliados acabaram de desembarcar (aqui um grupo de soldados norte-americanos) e o seu avanço na Europa foi imparável


Nesta fotografia célebre vê-se um pequeno grupo de combatentes soviéticos hasteando a bandeira vermelha da U.R.S.S. no telhado da Chancelaria, em Berlim. A guerra estava ganha na Europa


Grupo de resistentes franceses, já fotografados depois da invasão do seu país pelos Aliados, em 1944. Segundo o general Eisenhower, a sua ajuda foi decisiva

O CINEMA WESTERN NA FILMOGRAFIA DE JEFF CHANDLER


Jeff Chandler não é, reconhecidamente, um actor de westerns (*). Ainda assim, a sua filmografia –que compreende cerca de meia centena de películas- comporta doze filmes desse género, sendo alguns deles de grande qualidade. Outros, nem tanto… Para memória dos cinéfilos do meu tempo e de todos aqueles que apreciam as fitas ambientadas no Oeste americano do século XIX, aqui fica a lista exaustiva dessas obras :


01- «A FLECHA QUEBRADA» («Broken Arrow»), de Delmer Daves, 1950. Evoca episódios da vida de Cochise, o grande caudilho Apache. Foi um dos primeiros filmes anti-racistas da cinema do género e também o primeiro grande sucesso da carreira do actor.


02- «ENTRE DOIS JURAMENTOS» («Two Flags West»), de Robert Wise, 1950. Rivalidades amorosas no seio do exército americano, do pós-guerra civil. Tem o conflito contra os pele-vermelhas como pano de fundo.


03- «COCHISE» («Battle of Apache Pass»), de George Sherman, 1952. Nova encarnação de Cochise, num filme por vezes (e impropriamente) apresentado como sendo a continuação de «A Flecha Quebrada».


04- «FÚRIA SELVAGEM» («The Great Sioux Uprising»), de Lloyd Bacon, 1952. No forte Laramie, um médico militar opõe-se às manigâncias de um grupo de traficantes, apostados em fomentar uma guerra entre os brancos e índios.


05- «A ÚLTIMA AVANÇADA» («War Arrow»), de George Sherman, 1953. Um oficial de cavalaria do exército ianque mobiliza os índios Seminolas de uma reserva para afrontar as insubmissas tribos Kiowas do Novo México.


06- «HERANÇA DE HONRA» («Taza, Son of Cochise»), de Douglas Sirk, 1953. Brevíssima intervenção de Chandler, para interpretar -pela última vez- o papel de Cochise. Numa fita que opõe os dois filhos varões do grande chefe Apache numa luta encarniçada pelo poder.


07- «ROCHEDOS HUMANOS» («The Spoilers»), de Jesse Hibbs, 1955. Em finais do século XIX, durante a corrida ao ouro no Alasca, milhares de aventureiros lutam para conquistar a fortuna e o poder. Adaptação de um romance levado à pantalha várias vezes.


08- «PILARES DO CÉU» («Pillars of the Sky»), de George Marshall, 1956. Gerras contra os pele-vermelhas e rivalidades amorosas entre militares, no quadro grandioso do Oregon. Chandler representa o papel de um sargento do exército dividido entre o dever profissional e a paixão suscitada pela mulher de um seu superior hierárquico.


09- «DRANGO» («Drango»), de Hall Bartlett, 1957. Depois do armistício de Appomatox, um oficial do exército unionista é nomeado governador de uma cidade do sul e vê-se obrigado a enfrentar a hostilidade (e até as acções terroristas) dos vencidos da guerra civil.


10- «TORMENTA AO SOL» («Thunder in the Sun»), de Russell Rouse, 1959. Pelos lindos olhos de uma pioneira, um guia beberrão e quezilento aceita conduzir uma caravana de emigrantes bascos até à Califórnia, através do território dos índios hostis.


11- «SENDA DE GIGANTES» («The Jayhawkers»), de Melvin Frank, 1959. Chandler interpreta, nesta fita, o papel do tenebroso Luke Darcy, um aventureiro -admirador de Napoleão Bonaparte- que ambiciona conquistar pelo terror parte do Texas e tornar-se senhor absoluto desse vasto território.


12- «A CIDADE CONTRA MIM» («The Plunderers»), de Joseph Pevney, 1960. Depois de muita hesitação, um mutilado da guerra civil vai afrontar, praticamente sozinho, um grupo de jovens fora-da-lei, que ocupam e saqueiam uma cidadezinha do Oeste.

(*) Deixo de fora, voluntariamente, a película «O Salário do Diabo» («Man in the Shadow»), de Jack Arnold, 1957, pelo facto da acção da dita –também ambientada no Oeste- decorrer em meados do século XX.


Jeff Chandler encarnou, por três vezes e em três fitas distintas, a figura de Cochise, um dos mais carismáticos líderes da nação Apache


Os westerns com Jeff Chandler estão praticamente todos editados em suporte DVD. Mas são raros aqueles que são dobrados ou legendados em língua portuguesa. Eu tenho a sorte de possuir todos eles, com versões em línguas que compreendo; mesmo aqueles que ainda não mereceram a atenção dos editores videográficos. Isto graças a uma rede internacional de fãs, que conseguiu gravar cópias nas televisões de vários países

MODERNICES...


Confesso que ignoro em que ano surgiu este projecto alternativo (mais um) ao caminho-de-ferro tradicional, no qual os comboios andavam de rodas bem assentes no chão e se moviam graças à energia a vapor. Esta proposta, de um certo George Bennie, apresenta a singularidade de o veículo se deslocar no interior de um complexo pórtico metálico (cuja construção se adivinha ser bem mais cara do que os simples carris assentes em travessas de madeira) e do dito veículo utilizar um motor de avião. Com hélice e tudo !

SAUDADES DE CANCALE


Brasão de armas da cidadezinha de Cancale, França. Os elementos centrais do escudo evocam as principais actividades da população local : a apanha das ostras e a pesca


«La Caravane». Esta aguarela -da autoria do prestigiado artista Marin Marie- mostra os inúmeros veleiros ('bisquines') da frota de pesca cancalense de outrora e a importância primordial que essa actividade ancestral teve (e ainda hoje tem) na economia local


As saborosíssimas ostras 'plates' de Cancale são famosas na França inteira. E não só...


«Apanhadoras de ostras de Cancale» ('Oyster Gatherers of Cancale'). Esta bonita tela do pintor norte-americano John Singer Sargent data de 1878 e pertence às colecções da Corcoran Gallery of Art, um rico museu da cidade de Washington


Cancale é, nos nossos dias, uma pequena cidade bretã (situada no departamento de Ille-et-Vilaine) com um pouco mais de 5 200 habitantes. População que se multiplica por 10 nos meses de verão. Para atrair os forasteiros, sobretudo na época estival, Cancale oferece um quadro paisagístico ímpar, praias de areia exemplarmente cuidadas e uma gastronomia (à base de produtos do mar) extraordinária...


...como a 'assiette de fruits de mer' que esta fotografia mostra. Eu tive a ocasião e o prazer de visitar Cancale duas vezes, numa altura em que as minhas obrigações profissionais me conduziram a Saint Malo, uma cidade vizinha. Já lá vão muitos anos e, confesso, que sinto saudades e umas enormes ganas de voltar


Rua típica de Cancale, junto ao mar. Nela se concentram boa parte dos restaurantes da cidade e lojas de 'souvenirs'


Vista panorâmica da cidade de São Luís, Brasil. Que tem a ver esta metrópole do Maranhão com a cidadezinha bretã a que aqui nos referimos ? -Isto : em 1612, o nobre huguenote Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière, zarpou do porto de Cancale com três navios (chamados «Régente», «Charlotte» e «Sainte Anne»), com a intenção de fundar uma colónia francesa nas costas do nordeste brasileiro. A expedição chegou ao outro lado do Atlântico e desembarcou os homens que, sob a égide do supracitado, fundaram Fort Saint Louis, que deu origem à capital maranhence. Essa colónia e terrenos adjacentes foi baptizada com o nome de França Equinocial. Teve vida efémera, tal como a colónia de Villegaignon na baía do Rio de Janeiro. Os colonizadores portugueses nunca consentiram a instalação de estrangeiros naquela terra que, por direito de descoberta e de conquista, consideravam sua

CITAÇÃO

«A vida é muito perigosa. Não para as pessoas que praticam o mal, mas para aqueles que se sentam para ver o que se passa»

(Albert Einstein)