segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FOTO-ENIGMA


Qual dos nossos hipotéticos leitores se atreve a identificar a personagem desta foto-enigma ? Ah, não sabe, não pode ? -É um escritor. Que, apesar de não ser de nacionalidade francesa,é um dos dois autores francófonos mais traduzidos no mundo. O outro é o seu compatriota Hergé, o pai de Tintim. -Ainda não está a ver de quem se trata ? Então lá vai mais uma ajudinha : nasceu na cidade belga de Liège e escreveu centenas de romances policiais, que têm como figura central o famoso inspector Maigret. Pois, assim é bastante mais fácil. Trata-se, com efeito, de George Simenon (1903-1989), que, na foto, dá uma espreitadela aos livros que foi escrevendo pela vida fora. E que não foram, somente e apenas, aqueles que metem em acção o supracitado detective. Refiram-se, para memória, títulos como «L'Aîné des Ferchaux», «Le Fils», «Trois Chambres à Manhattan», «Le Testament Donadieu» ou «Le Voyageur de la Toussaint».

BELA NORUEGA


Perante uma das mais majestosas paisagens do mundo -a dos fiordes da Noruega- dois paquetes de cruzeiro navegam nas águas profundas e frígidas (mesmo no Verão) dessas distantes e sonhadas paragens. Diante da crise (a nossa; não a dos energúmenos que a provocaram e que dela nos falam todos os dias nos canais de televisão, com um ar falsamente compugido e paternalista) esvai-se o sonho de visitar um dia esta região. Paciência; iremos (se pudermos) para a Costa da Caparica...

QUANDO ELES OUVEM PRONUNCIAR A PALAVRA CULTURA, SACAM LOGO DOS REVÓLVERES !


Este idílico quadro a óleo intitula-se «Praia das Maçãs» e foi pintado pelo artista caldense José Malhoa em 1918. Está exposto no Museu do Chiado e a maioria dos portugueses (lisboetas incluídos) desconhecem-no. Porque ninguém os incentiva a visitar museus, a conhecer os nossos artistas... E isso percebe-se : a cultura é aquilo que menos interessa aos nossos insignes (salvo seja) governantes; que, nos seus orçamentos de estado, vão arranjado dinheiro para tudo, menos para o essencial...

DOM HÉLDER CÂMARA


«Quando distribuo pão pelos pobres, dizem que sou um santo. Quando pergunto, porque razão eles são pobres, chamam-me comunista» (dixit D. Hélder Câmara, antigo arcebispo de Olinda e Recife). Aguente-se lá no alto saudoso e bom amigo, porque seria também assim que os novos fariseus chamariam ao Cristo, se ele tivesse a ousadia de descer à Terra...

RARAS E FORMOSAS PERDIZES


É sempre com grande prazer que, de tempos a tempos, vou topando, perto de minha casa, casais (por vezes até famílias inteiras) destes simpáticos bicharocos. Sinal de que os espingardeiros da região (e não só...) ainda não conseguiram dizimá-los a todos. Aleluia !

O TERREIRO DO PAÇO DE OUTROS TEMPOS...


ainda sem calçada, sem estátua equestre de D. José, sem os barcos do Barreiro e sem a estação do Metro...

AUSCHWITZ NUNCA MAIS !


Foi no passado dia 27 de Janeiro que se comemorou o 65º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz (na Polónia) pelas tropas do exército soviético. Que ali encontraram, num cenário de morte e desolação...


...alguns sobreviventes do holocausto. Morticínio que, só aqui, somou mais de 1 milhão de vítimas !!!


Para que o Mundo não esqueça -nunca mais !- a administração postal francesa mandou emitir (há 5 anos, por altura do 60º aniversário deste crime horrendo e de outros similares) este selo, desenhado pelo cartoonista Plantu.


Estas foram algumas das crianças libertadas do jugo nazi pelo Exército Vermelho, no memorável dia 27 de Janeiro de 1945.