quarta-feira, 18 de março de 2015

SÍMBOLO AFRONTOSO DO CAPITALISMO EUROPEU

Enquanto os povos da Europa do sul (mas não só eles) afrontam, no seu dia a dia, dificuldades sem nome, impostas por essa 'coisa', cada dia mais contestada, que é a C. E., o Banco Central Europeu dá-se ao luxo de inaugurar uma nova e luxuosa sede em Francforte-sobre-o-Meno. A casita -que custou a bagatela de 1,200 bilião de euros- foi, hoje, alvo de desabrida contestação por parte de milhares de manifestantes originários de vários países, fartos da deriva de uma comunidade, que esquece toda a sua vertente social e de solidariedade, para se transformar, pouco a pouco, numa máquina destinada a triturar os mais pobres. Pobres que nesta Europa do capital se contam já às dezenas e dezenas de milhões. Esta Europa comunitária -onde eu vivo há 50 anos, desde 1965- é, hoje, uma treta, uma perfeita desilusão, que eu renego peremptoriamente, sem hesitações.

MONUMENTOS INSÓLITOS DA EUROPA (1)

Estas três gigantescas espadas de bronze (com cerca de 10 metros de altura) cravadas na rocha,  foram concebidas pelo escultor Fritz Roed e implantadas em 1983 -aquando de uma cerimónia à qual assistiu o rei Olavo V, da Noruega- numa margem do Hafrsfjiod, perto da cidade de Stavanger. Este monumento celebra a vitória de Harald, cognominado o da Bela Cabeleira, sobre os seus rivais. Essa batalha -decisiva para a unificação da Noruega- ocorreu no ano de 872.

HIPERINFLAÇÃO

Quando, no ano 2000, o governo do Zimbabué -presidido por Robert Mugabe- decidiu confiscar as fazendas da população branca do país e distribuir as suas terras pelos camponeses autóctones, assistiu-se a uma verdadeira e rápida deliquescência da economia nacional. O dólar local sofreu uma desvalorização recorde. Ao ponto de nos mercados cambiais, nos anos que se seguiram, se trocarem 30 dólares norte-americanos por 100 000 biliões de dólares do Zimbabué !!! Que era precisamente a soma necessária para se adquirirem três ovos (de galináceo) nas lojas de Harare e de outras cidades do país. Uma 'bagatela'. Entretanto, a situação descrita melhorou consideravelmente...

A ESSÊNCIA DOS NOSSOS POETAS

......... «HOMENAGEM PÓSTUMA»

Pode acontecer que já esteja bem morto
quando alguém disser que eu pudera ser grande;
e, então, será inútil o póstumo conforto:
nunca gozarei não ser o pobre Alexandre!

Pode acontecer que as hipócritas dores
que venham trazer ao pé do mausoléu,
perpassem por ele em tão fortes clamores
que façam abrir-me o ferrolho do Céu.

Pode acontecer que eu, então!, tenha o cúmulo
de todas as coisas sonhadas e vãs,
e que, assim, na vida começada no túmulo,
venha a conhecer o esplendor das Manhãs!

 
Alexandre Maria Pinheiro Torres, in «Novo Génesis», 1950

Poeta português do século XX, nascido em Amarante no ano de 1927. Além de poeta, também foi romancista, ensaísta, crítico literário, tradutor e professor. Faleceu a 3 de Agosto de 1999, em Cardiff (País de Gales), cidade de cuja universidade era docente.

terça-feira, 17 de março de 2015

A ESPERTEZA SALOIA DAQUELES QUE (DES)GOVERNAM O PAÍS

Depois de ter obrigado 300 mil portugueses a abandonarem «a sua área de conforto» (quer dizer a sua terra, a sua família e os seus amigos) e a procurarem emprego no estrangeiro, um galhordas do (des)governo Portas/Passos Coelho -que promoveu o tal êxodo- vem agora com um programa denominado 'Vem', que deve fomentar o regresso à pátria de 40 (lerem bem, 40) dos muitos milhares de jovens licenciados que, constrangidos, foram tentar construir o seu futuro lá fora. Pressionada pelas eleições legislativas (que se aproximam a passos largos), a coligação PSD/CDS vem, com isto, demonstrar que também nos toma, a todos, por imbecis ou por doentes mentais; que não sabem discernir entre o mal que fizeram ao nosso país e ao nosso povo e as campanhas propagandísticas destinadas a enganar (mais uma vez !) os ingénuos e os incautos. Há muito tempo que esta gente (que se agarra ao poder com unhas e dentes) não merece ocupar cargos no aparelho de estado. Porque é incompetente, porque é irresponsável, porque é composta por aventureiros da política (que nunca fizeram nada de útil na vida), muito pouco interessados em modificar, para melhor, o estado em que, actualmente, vive o nosso povo. Que é deplorável, que é injusto. Basta !

LEMBRANDO PATALINO, GLÓRIA DO FUTEBOL ALENTEJANO

De seu verdadeiro nome Domingos Carrilho Demétrio, o Patalino (alcunha com que se tornou famoso) nasceu na cidade raiana de Elvas em 1922. Vedeta da trapeira e do futebol de rua, ingressou com 18 anos de idade num dos clubes da sua terra, o C.F. Os Elvenses, que lhe desenvolveu os dotes de praticante da popular modalidade desportiva. Jogou -durante a sua carreira, que se prolongou até 1963- nos seguintes clubes : o já citado C.F. Os Elvenses, o S.L. Elvas, o Lanifícios de Portalgre, O Elvas, o Lusitano de Évora, o F.C. Serpa, o Luso do Barreiro e o A.C. Arrentela. Quando jogou na 1ª divisão nacional (em representação de O Elvas e do Lusitano de Évora), Patalino distinguiu-se pelas suas capacidades físicas (era um atleta com 1,83 m de altura) e técnicas e pelos seus predicados de rematador e de goleador certeiro. Por isso foi cobiçado pelos três grandes clubes da capital, Sporting, Benfica e Belenenses. Também foi internacional, o que o levou, ele e os seus clubes, a receberem aliciantes ofertas de emblemas como os de Bordéus, Atlético de Madrid, Real Madrid, Sevilha e Badajoz. Todas negadas, porque Patalino nunca quis deixar o Alentejo, nem os clubes da sua região. Patalino -essa glória do desporto nacional e transtagano- faleceu em 1989. e está, infelizmente, esquecido. Tanto no país, como na sua própria região de origem. O que é pena, mas constitui a prova de quão vã e efémera é a fama. O seu nome perdura, no entanto, num dos três campos de futebol que constituem o Estádio Municipal de Elvas. No campo onde joga a equipa principal de O Elvas Clube Alentejano de Futebol, que ele tanto prestigiou.

segunda-feira, 16 de março de 2015

COM TRABALHO E...

Com trabalho e perseverança tudo se alcança !